LUCIA SCHULLER, bióloga assina este blog sobre pragas urbanas. Schuller é Mestre em Saúde Pública e especialista em Entomologia (estudo dos insetos) urbana Neste blog podem ser encontrados os mais diversos assuntos sobre o tema, incluindo algumas publicações externas também.
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
sexta-feira, 6 de outubro de 2017
Epidemia: mais de 300 escorpiões são recolhidos em Jussara, no PR
Fiscalização foi feita pela prefeitura; número impressiona
O município de Jussara, noroeste do Paraná, vive uma epidemia de escorpiões.
Na quarta-feira (04) durante fiscalização no município, mais de 300 animais foram encontrados. No vídeo, é possível ver a quantidade dos escorpiões que chega a assustar.
De janeiro a agosto deste ano, 27 pessoas foram picadas pelo animal. Em agosto um menino de quatro anos morreu após ser picado pelo escorpião. A criança estava dormindo. Uma menina de dois anos também foi picada e se recuperou.
O apelo da prefeitura é pela colaboração dos moradores principalmente no que diz respeito a limpeza dos quintas.
Redação Catve.com
quinta-feira, 5 de outubro de 2017
Mosquitos impõem toque de recolher em São Vicente
Em bandos, eles invadem as casas, os carros, pernas de fora, tornozelos e até os ouvidos, justamente no período propício para o descanso: à noite
Biólogo diz que é preciso recuperar a mata ciliar (cobertura vegetal nativa) dos rios da cidade
Cinco da tarde. Esta é a hora que começa o terror, segundo os moradores de São Vicente. Desta vez, a violência dos ataques não está isolada nos bairros distantes do Centro e acomete a cidade inteira. Em bandos, eles invadem as casas, os carros, pernas de fora, tornozelos e até os ouvidos, justamente no período propício para o descanso: à noite.
“Quando chega às cinco horas da tarde ninguém mais sai e fico desesperado para fechar a casa com medo que eles entrem. É um horror”, desabafa André Soares.
Morador do bairro Catiapoã há 37 anos, ele afirma que é a primeira vez que invasões dessa proporção acontecem por ali. Os meliantes, porém, são antigos conhecidos da população: os mosquitos.
Paulo Sérgio de Oliveira reside no local há mais tempo, 50 anos, e confirma que jamais viu nada parecido. “Do lado do canal dá para ver as nuvens de mosquitos, não dá para andar sem ser atacado e em todo lugar o povo está falando disso. É uma praga que invadiu a cidade toda”, acredita.
A situação está mexendo com o bolso dos munícipes também. Eduardo Teixeira fez as contas. De acordo com ele, cada inseticida custa em torno de R$9 e vão pelo menos oito por mês, ou seja, R$72. Além disso, passou a ser artigo essencial na compra do mês o repelente de pele e o espiral, usado para afastar os mosquitos de dentro de casa. Os custos somados passam de R$100 mensais.
“Eu tenho duas crianças e fico preocupado se esses produtos podem fazer mal para eles, mas se a gente não usa, não tem como ficar dentro de casa e tem o risco da dengue. Dos muitos mosquitos que matamos aqui, vários deles tinham as patas listradas”, explica ao citar a característica do Aedes Aegypti, transmissor da doença.
A rede social Facebook também foi usada para relatar a infestação de mosquitos em São Vicente. Ao reclamar da situação em sua página pessoal e classificar os insetos como “absurdamente grandes e famintos”, Martha Benassi recebeu diversos comentários confirmando a situação em outros bairros: Centro, Gonzaguinha, Vila Cascatinha, Vila Valença, Jóquei, entre outros.
Poluição dos canais pode influenciar proliferação
São Vicente é cortada por diversos canais como o da Avenida Penedo, Sá Catarina de Moraes, Alcides da Araújo, Linha Vermelha e Itararé (durante a visita da Reportagem foi possível verificar, além da água parada, muito lixo). O DL questionou o biólogo Pedro Trasmonte para saber se essas condições poderiam influenciar a infestação dos mosquitos.
Ele explica que neste período é comum o surgimento deles, “principalmente porque até a semana passada ficamos mais de um mês sem chuva e na primeira garoa que deu, eles aproveitaram o máximo pra se reproduzir”.
Em relação aos canais, Pedro diz que é preciso recuperar a mata ciliar (cobertura vegetal nativa) dos rios da cidade que estão encanados no meio dos bairros, como o do Catiopoã e Jóquei.
“Os mosquitos, principalmente os pernilongos, conhecidos como Culicídeos, se reproduzem em qualquer poça de água e não têm predador porque os predadores precisam de um ecossistema mais equilibrado para se reproduzir. Por exemplo, a libélula é um predador de mosquitos, só que a larva dela precisa de água extremamente limpa para se reproduzir, aí acontece o desequilíbrio”, analisa.
Ele sugere que uma forma de controlar a situação de maneira natural seria a recuperação dos cursos d’água que atravessam a cidade com o plantio de mata ciliar, despoluição e drenagem. “Dessa forma os predadores naturais serão atraídos de volta e o ecossistema reequilibrado. Isso melhoraria a qualidade de vida de toda a cidade”, afirma.
Quanto ao papel da população, um fator importante na proliferação dos insetos também tem a ver com o lixo e entulho jogados pela rua. “Qualquer coisa que as pessoas tenham jogadas no quintal ou que se acumule nos bairros, na menor garoa vai servir de criadouro”, alerta Pedro.
Prefeitura
A Prefeitura de São Vicente informou, por meio do Departamento de Controle de Doenças Vetoriais, que os pernilongos são do gênero culex, por isso não podem ser combatidos com a técnica fumacê.
Com relação à limpeza dos canais, explicou que os esforços, no momento, concentram-se na obtenção de liberação de uma área para despejo do material retirado junto aos órgãos competentes, atendendo às exigências da legislação ambiental e solicitações dos munícipes. Além disso, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas vem cumprindo cronograma de serviços e realizando mutirões de benfeitoria em vários pontos da Cidade.
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
Queimadas fazem animais peçonhentos invadirem residências em Itupeva, uma criança de três anos foi picada
Nossa equipe recebeu um triste relato de uma mãe que ficou desesperada pela situação que veio a passar no bairro do Medeiros em Itupeva ao sua filha infelizmente ser picada por um escorpião na madrugada, desta sexta-feira (29).
Muitos animais peçonhentos fugindo das queimadas estão invadindo diversas residências de Itupeva. Isso preocupa muito, só nesta casa foram mortos 8, existem mais relatos de leitores. A mãe da criança 'Diana Gonçalves' desabafou sobre o caso.
''Ola, boa tarde, minha filha de três anos foi picada por um escorpião, acho válido uma alerta. Ela está bem, foi medicada, mas é muito perigoso. A prefeitura veio aqui, disse que o ideal é colocar veneno, é preocupante devido a tantas queimadas, eles estão invadindo as residências. Meu pai matou 8 essas semana, disse a Diana.''.
Fonte: http://www.itupevaagora.com.br/2017/09/queimadas-fazem-animais-peconhentos.html
Novo teste pode diagnosticar zika e sorotipos de dengue em 20 minutos
Um novo e simples exame de sangue em uma tira de papel pode detectar em apenas 20 minutos se o paciente está infectado pelo vírus da zika e por cada um dos quatro sorotipos da dengue. Fácil de usar, o teste pode fazer toda a diferença em países como o Brasil, onde o teste padrão, a reação em cadeia de polimerase (PCR), que detecta presença de RNA viral no sangue, nem sempre está disponível nas áreas afetadas por surtos da doença.
O novo teste foi desenvolvido pelos Institute for Medical Engineering & Science (IMES) e Department of Mechanical Engineering do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e publicado no periódico ScienceTranslational Medicine[1]. Outra vantagem do novo teste é que ele elimina a possibilidade de falsos-positivos.
"É muito importante ter um teste capaz de diferenciar zika e os quatro sorotipos de dengue porque essas doenças são transmitidas pelo mesmo mosquito, e circulam nas mesmas áreas", explica Kimberly Hamad-Schifferli, professora de engenharia da University of Massachusetts, em Boston, pesquisadora visitante do MIT, e uma das autoras principais do estudo.
Segundo a pesquisadora, o custo de produção do teste é de no máximo US$ 5 por cada tira de papel utilizada. O grupo também já foi contatado por empresas interessadas em produzi-lo.
Para Kimberly, o grande problema no que se refere aos testes para detecção da zika é o fato deles se basearem na interação de anticorpos com uma proteína viral chamada NS1, presente no sangue dos pacientes infectados, e que está presente em diferentes flavivírus, em diversas versões, o que possibilita a ocorrência de falsos-positivos. Por isso, a equipe foi em busca de anticorpos que respondessem apenas à NS1 produzida pelo vírus da zika, e proteínas NS1 específicas de cada sorotipo da dengue. Camundongos foram infectados com os vírus da zika e da dengue, e seus anticorpos foram analisados aos pares com ferramentas de informática, permitindo a identificação de pares de anticorpos que reagissem a apenas uma versão da NS1, garantindo a especificidade do teste.
O teste funciona da seguinte maneira: uma gota de sangue do paciente é acrescentada a uma solução de nanopartículas, e em seguida, uma tira de papel tratada com os anticorpos é mergulhada nesta mistura. Na presença da NS1, a tira vai apresentar uma faixa colorida, mais ou menos como num teste de gravidez comercial. Desta forma, os pesquisadores identificaram pares de anticorpos que reagem a uma única versão da NS1, impedindo também os falsos positivos.
"Nós criamos cinco testes diferentes: um para a zika e outros quatro para os quatro sorotipos de dengue", conta Kimberly.
"É preciso repetir o procedimento em cinco tiras diferentes, mas estamos trabalhando numa versão que utiliza a mesma tira de papel para os cinco testes", disse a pesquisadora em entrevista por e-mail ao Medscape, não descartando a possibilidade de a mesma estratégia ser usada para detecção de chikungunya. Isso faria o custo total do teste ainda mais.
"Nossos testes apresentaram resultados comparáveis aos dos PCR, com um grau de acerto que variou de 70% a 100%", acrescenta.
Além de pesquisadores americanos, o estudo contou com a colaboração de especialistas de Colômbia, México, Venezuela, Espanha, Índia e Brasil, onde cientistas das universidades federais de Minas Gerais e Sergipe, FioCruz, Instituto D'Or de pesquisa e Educação, e da Faculdade de medicina de São José do Rio Preto, forneceram amostras de sangue de pacientes. Por conta da legislação brasileira, bem como de Índia, Colômbia e México, que proíbe o envio de amostras de pacientes para fora do país, a logística da pesquisa envolveu também a viagem dos pesquisadores americanos para cá e para os demais países participantes da pesquisa.
Jundiaí confirma morte de mais um macaco por febre amarela
Até agora cinco animais já morreram pela doença no município neste ano. Vacinação foi intensificada nos postos de saúde.
A morte de mais um macaco por febre amarela foi confirmada nesta terça-feira (3) em Jundiaí (SP). Ao todo, cinco animais já morreram pela doença no município neste ano.
O primeiro caso ocorreu no bairro São José da Pedra Santa, três no Corrupira e um no Champirra. Ainda segundo a prefeitura, outros 58 casos aguardam resultados de exames, sendo que 101 foram encaminhados para análise no Instituto Adolfo Lutz.
Apesar do macaco não ser o transmissor da doença e de Jundiaí não ter nenhum caso confirmado de febre amarela em humanos, a vacina é a única prevenção.
Por isso, a prefeitura iniciou nesta terça-feira, no Jardim Corrupira, a campanha de vacinação de porta em porta. Cerca de 80 mil moradores de Jundiaí já se imunizaram contra febre amarela.
Agentes de saúde estão passando nas casas para aplicar a vacina. O Jardim Corrupira fica na área rural e teve caso de morte de macaco com a doença.
Mas a Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) orienta que moradores de outros bairros rurais da cidade procurem a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para tomar a vacina. Confira no link a relação das UBSs e dias de vacinação.
Fonte: G1 Sorocaba e Jundiaí
Em um dia, três pessoas são picadas por escorpião na capital de Tocantins; biólogo faz alerta
Seis espécies do animal já foram identificadas na capital e uma nova está sendo estudada. Biólogo dá dicas sobre como se prevenir dos ataques.
Em menos de um dia três pessoas foram picadas por escorpião em Palmas
Três pessoas foram picadas por escorpião em menos de um dia na capital. Uma delas foi a advogada Flauze Gomes. Mesmo mantendo o apartamento que ela mora sempre limpo, deve que dedetizar o local pela segunda vez em três meses. Isso porque ela foi picada por um escorpião. "Susto muito grande, chorei e fui para a Unidade de Pronto Atendimento com medo de morrer. Eles fizeram vários exames, peguei os resultados, deu tudo certo".
Outro caso de picada foi com a comerciante, Adeliane Santos. Ela estava trabalhando quando foi surpreendida pelo animal. "Na hora eu pensei que fosse um morimbondo. Senti formigamentos como se tivesse adormecendo e vai se espalhando pelo corpo. Você sente dor, muita dor".
Segundo o Centro de Controle de Zoonoses de Palmas (CCZ), na capital existem pelos menos seis espécies de escorpiões e que uma outra está sendo analizada pelos técnicos do centro.
O biológo do CCZ de Palmas, Jorge Luiz de Souza, diz que se a pessoa for picada é importante fazer uma compressa com gelo. "Porque ela vai dificultar a entrada do veneno no organismo e a dor também vai diminuir. É importante também o levar o escorpião para o lugar onde for receber o atendimento".
Ele comenta que esses animais normalmente entram nas casas através dos ralos de banheiro, já que vivem em fossas. Eles saem principalmente a noite a procura a de insetos, em especial as baratas. Por isso, ele orienta para que as pessoas deem preferência a ralos com fechamento para evitar a entrada dos escorpiões.
"Com a volta das chuvas, aumenta bastante a quantidade de insetos, ou seja, os escorpiões vão ter muita comida. Os meses de novembro e maio são os que mais tem acidentes com esses animais. Por isso, aquela louça suja depois do jantar deve ser lavada, evita baratas".
Fonte : G1 Tocantins
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