quarta-feira, 30 de setembro de 2020

As cores deslumbrantes de insetos foram preservadas em ambar em Myanmar por 99milhões de anos.


Quando pensamos no esquema de cores do mundo prehistorico dos dinossauros lembramos das cores verde e marrom principalmente.

Várias pesquisas, no entanto, demonstram cada vez mais  que há milhões de anos atrás já existiam na natureza formas de vida coloridas tais como vemos na natureza nos dias de hoje. A ultima evidência foram insetos encontrados em âmbar nas cores violeta, azul e verde metálico.

Uma das razões pelas quais é tão dificil obervar as cores das criaturas prehistoricas pela preservação, ossos de animais não dão informação sobre cores. Os cientistas têm trabalhado em cores de penas de animais fossilizados e mais recentemente em âmbar.

 "O tipo de cor preservado em fosseis de âmbar são chamados  de cores estruturais. A nanoestrutura libera comprimentos de onda e produz cores muito fortes", explica o paleontologista Pan Yanhong da Academia Chinesa de Ciência.




A cor estrutural é que permite que as penas dos pavões pareçam  iridescentes, ou seja, aparentem as cores do arco iris.

O grupo de cientistas coletou 35 amostras de ambar com insetos com cores vibrantes. A grande maioria das amostras era de vespas.

Essas descobertas são realmente admiráveis porém a comunidade de paleontologistas está discutindo se essa nova informação cientifica  coletada poderá ter potenciais consequencias à espécie humana, incluidno a perseguição de minorias etnicas.

Esse artigo foi escrito por  JACINTA BOWLER    , publicado na revista   https://www.sciencealert.com  e traduzido e adaptado por Lucia Schuller.


Cientistas extraem DNA de inseto incrustado em âmbar

Embora polêmico, pesquisadora afirma que experimento não tem como intenção criar dinossauros

ISABELA BARREIROS PUBLICADO EM 29/09/2020, ÀS 15H01
extraido de  https://aventurasnahistoria.uol.com.br/

Resina com insetos analisada pelos pesquisadores
Resina com insetos analisada pelos pesquisadores - Divulgação/David Peris
Cientistas do Museu de História Natural Senckenberg, na Alemanha, realizaram pela primeira vez a extração do DNA de insetos que estavam incrustado em resina. A cientista Mónica Solórzano-Kraemer, David Peris e Kathrin Janssen, da Universidade de Bonn, publicaram um novo artigo na revista científica PLOS ONE.

Os besouros da ambrosia haviam sido incorporados há seis e dois anos em árvores âmbar, do gênero Hymenaea em Madagascar. Segundo Solórzano-Kraemer, a pesquisa teve como objetivo “esclarecer se o DNA de insetos embutidos na resina continua a ser preservado”. “Usando o método da reação em cadeia da polimerase (PCR), pudemos documentar que este é, de fato, o caso”, afirmou.

O material genético de animais é essencial para que pesquisadores possam identificar espécies, ajudando principalmente na questão de espécies já extintas. Por isso, para o futuro, a ideia é expandir esse estudo para resinas mais antigas.


Embora o artigo possa relembrar a narrativa dos filmes Jurassic Park, Solórzano-Kraemer afirma que “não temos intenção de criar dinossauros”. "Em vez disso, nosso estudo atual é uma tentativa estruturada de determinar por quanto tempo o DNA de insetos contidos em materiais resinosos pode ser preservado”, explicou.

“Agora podemos mostrar pela primeira vez que, embora seja muito frágil, o DNA ainda estava preservado em nossas amostras. Isso leva à conclusão de que é possível estudar a genômica dos organismos incorporados em resina”, concluiu a especialista. 

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Uma pessoa essa semana envenenou cachorros criminosamente com chumbinho. Saibam o que é esse produto e o que causa. Previnam-se contra acidentes!

 Perguntas Freqüentes – Chumbinho



- O que é o ‘chumbinho’? R.: 

É um produto clandestino, irregularmente utilizado como raticida. Não possui registro na Anvisa, nem em nenhum outro órgão de governo.


- Qual é seu aspecto físico? 

R.: Geralmente sob a forma de um granulado cinza escuro ou grafite (“cor de chumbo”).


- Existem recomendações de segurança para a aplicação de ‘chumbinho’ como raticida?

R.: Não. Trata-se de um produto ilegal que não deve ser utilizado sob nenhuma

circunstância.


- Do que consiste o ‘chumbinho’? Qual a sua origem? 

R.: Em geral, trata-se de venenos agrícolas (agrotóxicos), de uso exclusivo na lavoura como inseticida, acaricida ou nematicida, desviado do campo para os grandes centros para serem indevidamente utilizados como raticidas. Os agrotóxicos mais encontrados nos granulados tipo ‘chumbinho’ pertencem ao grupo químico dos carbamatos e organofosforados, como verificado a partir de análises efetuadas em diversas cidades do país. O agrotóxico aldicarbe figura como o preferido pelos contraventores, encontrado em cerca de 50 % dos ‘chumbinhos’ analisados. Outros agrotóxicos também encontrados em amostras analisadas de ‘chumbinho’ são o carbofurano (carbamato), terbufós (organofosforado), forato (organofosforado), monocrotofós (organofosforado) e metomil (carbamato). A escolha da substância varia de região para região do país.


- Quem “produz” e comercializa o ‘chumbinho’? 

R.: Quadrilhas de contraventores, que adquirem o produto de forma criminosa (através de roubo de carga, contrabando a partir de países vizinhos ao Brasil ou desvio das lavouras), fracionam e/ou diluem e revendem no comércio informal. Algumas casas agrícolas irresponsáveis também comercializam ‘às escondidas’ este veneno, agindo igualmente de forma clandestina.


- O ‘chumbinho’ é eficiente para o controle de roedores? 

R.: Não. Esses venenos agrícolas possuem elevada toxicidade aguda, de forma que a morte do roedor ocorre poucos instantes após sua ingestão, o que dá a falsa impressão ao consumidor de que o produto é eficiente. Mas as colônias de ratos não funcionam assim. Normalmente o animal mais idoso ou doente é enviado para ‘provar’ o novo ‘alimento’; como ele morre em seguida, os demais ratos observam e fogem. Ou seja, o problema não foi resolvido, os roedores apenas passaram para a vizinhança e continuam circulando pela região. Ao contrário, os raticidas legais, próprios para esse fim e com registro na ANVISA (denominados cumarínicos), agem como anti-coagulantes e a morte do animal é mais lenta, fazendo com que todos os ratos da colônia ingiram também o veneno, assim exterminando-os de forma mais eficiente, ainda que leve mais de tempo, apenas requerendo um pouco de paciência e disciplina por parte do usuário.


- Quais são os perigos do uso irregular/ilegal de ‘chumbinho’ e os sintomas de intoxicação? 

R.: Sendo um produto clandestino/sem registro, ele não possui rótulo contendo orientações quanto ao seu manuseio e segurança, informações médicas, telefones de emergência e, o que é ainda mais grave, a descrição do agente ativo bem como antídotos em caso de envenenamento, o que é fundamental para orientação do profissional de saúde nesse momento. Os sintomas típicos de intoxicação por ‘chumbinho’ são as manifestações de síndrome colinérgica e ocorrem em geral em menos de 1 h após a ingestão, incluindo náuseas, vômito, sudorese, sialorréia (salivação excessiva), borramento visual, miose (contração da pupila), hipersecreção brônquica, dor abdominal, diarréia, tremores, taquicardia, entre outros. 


Em caso de intoxicação, ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001. A ligação é

gratuita em todo território nacional e você será atendido e orientado por um profissional

de saúde especializado 


A COMPRA E VENDA DE CHUMBINHO É CRIME. DENUNCIE!!


Escreva para a Ouvidoria da Anvisa, através do e-mail ouvidoria@anvisa.gov.br ou para

a Gerência Geral de Toxicologia da Anvisa (toxicologia@anvisa.gov.br). Seus dados serão mantidos em sigilo. Sua identificação não é necessária.


quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Já se sabe mais sobre perda de massa muscular e óssea nos astronautas. Porque os ratos enviados ao espaço voltaram «super ratos»

 Por Simone Silva 17:30, 8 Set 2020

Alguns ratos geneticamente modificados foram enviados para o espaço e tornaram-se verdadeiros «super ratos», uma vez que regressaram maiores, com o índice de massa corporal aumentado, característico de um culturista, avança o ‘La Vanguardia’.


Estes animais foram cobaias de uma investigação científica realizada no Laboratório Jackson, em Connecticut, nos Estados Unidos, com o objectivo de prevenir a perda de massa muscular e óssea em astronautas.


Em Dezembro passado, investigadores enviaram 40 ratos para a estação espacial, lançando-os a bordo de um foguete SpaceX. Os animais foram geneticamente modificados através de um processo, no qual determinadas proteínas que que normalmente limitam a massa muscular foram bloqueadas.

Após o seu regresso à terra, os ratos não só conseguiram manter toda a sua massa muscular, como também apresentaram a estrutura de um culturista. Conforme revela o estudo, o tratamento aplicado aos animais promoveu a recuperação da massa muscular e óssea assim que regressaram do espaço.




No artigo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), o seu principal autor Se-Jin Lee explica que os 24 ratos regulares que não foram tratados voltaram à Terra com uma perda notável de massa muscular e óssea, de até 18%.


Em contrapartida, os «super-ratos» geneticamente modificados e lançados com o dobro do músculo mantiveram o volume quando voltaram. Na verdade, os animais voltaram com uma musculatura muito superior, como se tivessem dedicado a sua jornada ao treino de musculação de alto nível.


Estes resultados são promissores para os investigadores, uma vez que podem ser utilizados para desenvolver tratamentos que ajudam a astronautas para mitigar a perda de músculo e massa óssea registada durante muito tempo em voos espaciais.

Fonte:  https://executivedigest.sapo.pt/

 

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