LUCIA SCHULLER, bióloga assina este blog sobre pragas urbanas. Schuller é Mestre em Saúde Pública e especialista em Entomologia (estudo dos insetos) urbana Neste blog podem ser encontrados os mais diversos assuntos sobre o tema, incluindo algumas publicações externas também.
quinta-feira, 21 de setembro de 2023
MITOS E VERDADES SOBRE O MOSQUITO AEDES AEGYPTI E ARBOVIROSES
quarta-feira, 13 de setembro de 2023
Por que os insetos são criaturas essenciais para a vida no Planeta Terra?
Os insetos são cruciais para a vida na Terra por várias razões. Eles são:
- Polinizadores: Os insetos são os polinizadores mais importantes do mundo. Eles são responsáveis por polinizar cerca de 80% das plantas com flores, incluindo muitas frutas, vegetais e nozes que consumimos. Sem insetos, muitas plantas não seriam capazes de se reproduzir e a nossa dieta seria muito mais limitada.
- Controladores de pragas: Os insetos também desempenham um papel importante no controle de pragas. Eles comem insetos nocivos, como pragas agrícolas e mosquitos transmissores de doenças. Sem insetos, muitas pragas se multiplicariam rapidamente e causariam danos significativos às plantas e à saúde humana.
- Decompositores: Os insetos também ajudam a decompor a matéria orgânica, como folhas, cascas de árvores e excrementos. Esse processo é essencial para o ciclo de nutrientes do planeta.
- Alimentação: Os insetos são um alimento importante para muitos animais, incluindo pássaros, répteis, anfíbios e peixes. Eles também são consumidos por humanos em algumas culturas.
Em suma, os insetos são essenciais para a manutenção da vida na Terra. Eles desempenham uma variedade de papéis importantes, incluindo polinização, controle de pragas, decomposição e alimentação. Sem insetos, o nosso planeta seria um lugar muito diferente e muito menos próspero.
Além dos papéis listados acima, os insetos também são usados em pesquisas científicas, como modelos para estudar desenvolvimento, comportamento e evolução. Eles também são usados em aplicações comerciais, como na produção de alimentos, medicamentos e biocombustíveis.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
AS PRAGAS DE INVERNO
É comum as pessoas entenderem que o inverno é uma época em que não precisamos nos preocupar com as pragas. As temperaturas estão baixas, os insetos não vivem bem no frio, então é hora de despreocupação. Verdade ou mentira?
Vamos definir primeiro o que é inverno. Num país continental como o Brasil o inverno para os paulistas é diferente daquele do pernambucano ou da população que vive no Amazonas. As diversas regiões e os variados biomas que temos em nosso país apresentam condições climáticas e temperaturas completamente diferentes e a cujo clima os insetos, roedores e pombos estão plenamente adaptados. Claro que numa região onde neva as condições de sobrevivência de uma mosca, por exemplo, são muito adversas. Mesmo em São Paulo, onde já verificamos temperaturas de 5 graus centigrados na estação, há uma adaptação destes animais ajudada pela infinidade de abrigos que oferecemos voluntariamente ou não. Vivemos num país tropical, diferente do hemisfério Norte onde as temperaturas caem abaixo de zero por longos períodos e meso assim, lá os insetos ressurgem com força total na primavera e verão.
Concluímos que temperatura, clima, tem algum impacto, porém temporário e somente em algumas regiões.
Em São Paulo, onde temos freqüentemente quatro estações do ano ao dia, esses animais estão mais do que adaptados. Claro que observamos menos moscas num dia de frio intenso, mas os demais dias de sol pleno elas são vistas com freqüência.
Essa visão distorcida dessa realidade é que faz com que baixemos a guarda no inverno e deixemos de olhar com o mesmo cuidado o nosso ambiente, especialmente o ambiente industrial.
Essa é uma época do ano ideal para tomarmos ações preventivas, que foram adiadas nos meses mais quentes do ano em razão de muito trabalho, fábrica em alta produção, e outras desculpas. No inverno (se podemos chamar assim esse clima doido) os insetos alados diminuem a sua freqüência em função da dificuldade em encontrar locais com matéria orgânica em fermentação disponível. O Sol está mais ameno e menos presente, então as fontes de matéria orgânica são menos aquecidas. O clima também está seco e a umidade também faz parte do processo de fermentação. Pena que só lembremos dos insetos quando o calor chega pra valer e aí já é tarde para tomar medidas ou elas são tomadas de afogadilho, sem muito planejamento, para apagar o incêndio.
Essa é a época ideal para essas medidas preventivas tão adiadas. Aqui vai uma listinha para a agenda de lembretes importantes que podem ser implementados no tempo mais frio com resultados surpreendentes no calor:
1 – Verifique as armadilhas luminosas instaladas na empresa. É hora de manutenção geral, troca de lâmpadas, mesmo que aparentemente estejam acesas.Os fabricantes recomendam sempre que a troca seja feita nessa época, que duram uma média de 7 mil horas. Se o ano tem cerca de nove mil horas, das quais mais da metade acontecem em períodos quentes, o momento de troca é esse, entre agosto e setembro, para obter um bom desempenho da armadilha nos meses quentes que virão.
2 – Esse é também um bom momento para verificar as aberturas existentes nas estruturas que permitem a passagem de aves, ratos e até insetos. É uma boa época para instalação de telas, fechamento de frestas, pois, como não chove muito, o serviço rende mais, termina logo, tem menos riscos, o material aplicado seca rapidamente.
3 – As telas anti insetos instaladas costumam rasgar, esticar, sair da moldura e os insetos alados entram por essas fissuras, por menores que sejam. Eles descobrem os acessos graças a ferramentas biológicas fornecidas pela mãe natureza. É o momento de remover as telas, lavá-las, consertá-las para não termos preocupação nos próximos meses.
4 – Esse é um bom momento para cuidar dos ralos e da rede de esgotos, com troca de ralos quebrados e com a aplicação de inseticida nebulizado dento das tubulações de águas pluviais e de esgotos. Essa ação vai prevenir a presença de baratas grandes (Periplaneta americana) que afloram nos meses quentes, após chuvas intensas. Isso acontece por que há uma infestação de baratas nestas canalizações subterrâneas e, quando as chuvas são fortes e inundam essas canalizações, as baratas fogem das enxurradas e entram nas estruturas através dos ralos, bocas de lobo e outras aberturas existentes.
5 - Bom momento também para cuidar dos reservatórios de água. Em tempo seco o serviço é mais fácil, sem interrupções em decorrência das chuvas, e o consumo de água é menor, impactando menos os usuários.
6 – Por último não podemos nos esquecer que este é um momento importante para prevenção do mosquito Aedes aegypti, cujos ovos depositados estão em repouso só esperando uma chuvinha para eclodir e sair picando e contaminando a população. É uma boa hora para uma campanha preventiva, palestras de alerta, e uma faxina geral na empresa, descartando o que não serve mais que poderá ser um foco de mosquitos, limpando e preparando a fábrica para o segundo semestre.
Se essas medidas forem seguidas dentro de um plano de ação preventivo certamente que o final do ano e o começo do próximo serão muito mais tranqüilos e todos poderão pensar mais em Natal, férias, praia e outras maravilhas que esse país sensacional nos oferece.
Lucia Schuller
Bióloga
domingo, 8 de agosto de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
DOCUMENTAÇÃO UM CASO SÉRIO II
A contratação de uma empresa especializada em controle de pragas requer alguns cuidados do ponto de vista legal. Este segundo artigo da série aborda um novo tema – o responsável técnico.
A exemplo do que ocorria com o ramo de farmácias, o Responsável Técnico das empresas de controle de pragas urbanas durante muitos anos foi um respeitável senhor fantasma.
Devido às falhas no sistema de fiscalização do setor (poucos profissionais, ausência de sistema integrado, acúmulo de serviços nas repartições) este problema era conhecido, porém pouco perseguido. Muitas vezes, na chegada de algum fiscal, o responsável técnico era chamado às pressas ou "estava em visita externa".
Ser RT de uma empresa considerando as legislações federal e estadual (SP) significa, nos dias de hoje, abraçar uma série de atividades dentro da empresa que não se limitam a unicamente assinar certificados ou a documentação de renovação do Alvará anual.
As legislações referidas (Resolução nº 18 da Anvisa e Portaria nº 9 do CVS-SP) esclarecem em primeiro lugar uma dúvida que ainda paira no ar: que formação deve ter o RT?
Por muitos anos se considerava o RT ideal o químico ou farmacêutico. Com o passar dos anos e com a chegada destas normas a dúvida ficou esclarecida. Tanto a Norma Federal quanto a Estadual estabelecem que o RT poderá ser um biólogo, farmacêutico, químico, engenheiro químico, engenheiro agrônomo, engenheiro florestal, médico veterinário. A Portaria CVS 9 do Estado de São Paulo vai um pouco mais longe destacando que o RT poderá ser um outro profissional que possua nas atribuições do conselho de classe respectivo, competência para exercer tal função.
Apesar disso, ainda é possível ler alguns editais em que existe uma exigência de um profissional de uma determinada categoria, como a dos químicos, por exemplo. Muito provavelmente isso seja atribuído à falta de informação, já que a legislação abriu o leque permitindo o ingresso de outros profissionais o que, inclusive, é mais justo e mais coerente, e impede a formação de grupos de interesses corporativos.
O aspecto seguinte a considerar está relacionado com as atividades do profissional dentro da empresa. De acordo com a CVS 9 o RT "responde pela aquisição, utilização e controle dos produtos desinfestantes domissanitários utilizados”.
O RT necessita acompanhar primeiramente o processo de compra, assumindo as responsabilidades quanto à seleção dos princípios ativos e formulações utilizadas nos serviços. É ele quem deve decidir quanto a uma nova inclusão de uma formulação nos produtos de linha utilizados pela empresa, pois cabe a ele analisar os aspectos toxicológicos e de resultados de cada formulação.
Cabe a ele determinar em que circunstâncias cada formulação será utilizada, de acordo com as orientações e políticas da empresa.
O RT é também responsável pela entrada e saída dos produtos comprados e consumidos e, portanto, ele deve estabelecer uma rotina rígida de tal forma que seja possível rastrear cada lote de cada formulação na eventualidade de uma não conformidade ou de algum problema detectado na prestação dos serviços.
Concluindo, o Responsável Técnico deixou de ser uma mera eminência parda e passou a partir da vigência das legislações citadas a ser um importante, se não, primordial elemento dentro de uma organização de controle de pragas. E os clientes devem estar cientes disso e aproveitar ao máximo o seu conhecimento e orientação.
Lucia Schuller
terça-feira, 27 de outubro de 2009
A CONTRATAÇÃO DE UM RT
A exemplo do que ocorria com o ramo de farmácias , o Responsável Técnico das empresas de controle de pragas urbanas durante muitos anos foi um respeitável senhor fantasma.
Devido às falhas no sistema de fiscalização do setor (poucos profissionais, ausência de sistema integrado, acúmulo de serviços nas repartições) este problema era conhecido porém pouco perseguido. Muitas vezes, na chegada de algum fiscal, o responsável técnico era chamado às pressas ou "estava em visita externa".
Ser RT de uma empresa considerando as legislações federal e estadual (SP) significa, nos dias de hoje, abraçar uma série de atividades dentro da empresa que não se limitam a unicamente assinar certificados ou a documentação de renovação do Alvará anual.
As legislações referidas (Resolução nº 18 da Anvisa e Portaria nº 9 do CVS-SP) esclarecem em primeiro lugar uma dúvida que ainda paira no ar: que formação deve ter o RT?
Por muitos anos se considerava o RT ideal o quimico ou farmacêutico. Com o passar dos anos e com a chegada destas normas a dúvida ficou esclarecida. Tanto a Norma Federal quanto a Estadual estabelecem que o RT poderá ser um biólogo, farmacêutico, químico, engenheiro químico, engenheiro agrônomo, engenheiro florestal, médico veterinário.
A Portaria CVS 9 do Estado de São Paulo vai um pouco mais longe destacando que o RT poderá ser um outro profissional que possua nas atribuições de conselho de classe respectivo, competência para exercer tal função.
Apesar disso, ainda é possível ler alguns editais em que existe uma exigência de um profissional de uma determinada categoria, como a dos quimicos por exemplo. Muito provavelmente isso seja atribuído à falta de informação, já que a legislação abriu o leque permitindo o ingresso de outros profissionais o que inclusive é mais justo e mais coerente, e impede a formação de grupos de interesses corporativos.
O aspecto seguinte a considerar está relacionado com as atividades do profissional dentro da empresa. De acordo com a CVS 9 o RT ...responde pela aquisição, utilização e controle dos produtos desinfestantes domissanitários utilizados. O RT necessita acompanhar primeiramente o processo de compra, assumindo as responsabilidades quanto à seleção dos princípios ativos e formulações utilizados nos serviços. É ele quem deve decidir quando à uma nova inclusão de uma formulação nos produtos de linha utilizados pela empresa, pois cabe a ele analisar os aspectos toxicológicos e de resultados de cada formulação. Cabe a ele determinar em que circunstâncias cada formulação será utilizada, de acôrdo com as orientações e políticas da empresa.
O RT é também responsável pela entrada e saída dos produtos comprados e consumidos e , portanto, ele deve estabelecer uma rotina rígida de tal forma que seja possivel rastrear cada lote de cada formulação na eventualidade de uma não conformidade ou de algum problema detectado na prestação dos serviços.
Concluindo, o Responsável Técnico deixou de ser uma mera eminência parda e passou a partir da vigência das legislações citadas a ser um importante, se não, primordial elemento dentro de uma organização de controle de pragas. E os clientes devem estar cientes disso e aproveitar ao máximo o seu conhecimento e orientação.
Lucia Schuller
Bióloga
terça-feira, 29 de setembro de 2009
CONTROLE DE PRAGAS - DOCUMENTAÇÃO UM CASO SÉRIO
É sabido que analisar documentação não é tão simples como parece e muitas vezes alguns detalhes escapam, o que pode render ao responsável pelo gerenciamento do serviço uma grande dor de cabeça.
Um caso clássico. Uma determinada empresa foi atendida por uma prestadora de serviços de controle de pragas que não colocou o número de seu registro no certificado de aplicação o que impossibilita uma investigação adequada no caso de uma não conformidade grave. O número de registro da empresa junto à autoridade sanitária competente é um requisito primordial para a prestação desse serviço.
Em outra situação a empresa contratada lançou em seu certificado um número de registro de outro Estado que não pode ser aceito de forma alguma, já que quem dá a autorização de funcionamento é o Município ou o Estado e as licenças em geral têm somente validade dentro do Estado de origem da empresa prestadora.
Estas e outras irregularidades são observadas no dia a dia e o esclarecimento e orientação de conformidade com a legislação pode evitar aborrecimentos.
A Licença de Funcionamento é concedida pela autoridade sanitária do Município (no caso de Vigilância estar municipalizada) ou pelo Estado. Não são válidas licenças de outros Estados ou de outros Municípios que não correspondam à sede da empresa que está sendo contratada. Peça sempre uma cópia atualizada da Licença de Funcionamento e verifique esse detalhe.
Alguns Municípios têm solicitado inclusive a Licença dos Veículos que transportam os produtos e os aplicadores. Isso não é regra geral, mas é uma exigência razoável já que a forma como os produtos químicos são transportados são regulados por lei federal e, em muitos estados, por regulamentos e leis estaduais.
Durante o processo de legalização da empresa controladora o Município ou o Estado exigem uma série de documentos; além do que a empresa passa por um processo de fiscalização inicial das atividades e é visitada anualmente.
Constam da Licença de Funcionamento informações que permitem ter uma visão mais clara da empresa. O nome e formação do Responsável Técnico são dados importantes para quem contrata esse serviço. O RT, de acordo com as novas resoluções e portarias tem funções destacadas na empresa e deve estar disponível o tempo todo para responder à questões técnicas internas e externas. Desconfie de empresas cujo RT nunca está presente!!!! Exija também uma cópia do Termo de Responsabilidade que é emitido pela mesma autoridade sanitária.
Segundo informações da própria Vigilância Sanitária a Licença de Funcionamento, assim como qualquer documento, pode ser falsificada. Por isso, verifique junto à autoridade sanitária que emitiu a Licença se o registro é real. Atualmente a Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo mantém um cadastro (SIVISA) atualizado de todas as empresas licenciadas e qualquer alteração ou não conformidade pode ser detectada pelo Sistema.
Verifique se a data da Licença está atualizada. Não valem Licenças do ano anterior. Nesse meio tempo, a empresa pode ter sido desautorizada a operar e o consumidor paga a conta. Há casos em que a autoridade fornece uma única Licença e só renova anualmente mediante o pagamento das taxas. Nesse caso o consumidor deve exigir uma comprovação de que a empresa está legalizada que pode ser uma cópia do pagamento das taxas anuais ou uma declaração do próprio município.Isto é válido para os veículos de transporte, também.
Peça também um comprovante de "residência" da empresa controladora, que pode ser uma conta de luz ou de água. Assim, é possível checar os dados da empresa com os que constam no Alvará ou Licença.
Caso esteja tudo OK existem ainda algumas etapas a serem vencidas que serão tratadas nas próximas edições.
Lucia Schuller
Bióloga
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
VETORES E O AMBIENTE DE TRABALHO
Segurança é a palavra chave. Mas que tipo de relação pode existir entre segurança no ambiente de trabalho e os vetores urbanos? Muito se tem discutido a respeito da real influência que insetos e roedores têm sobre a saúde e segurança do trabalhador. Ainda se questiona sobre a real necessidade de se “investir” em um serviço de controle de pragas.
Na presença das primeiras dificuldades econômicas, geralmente é o item que é imediatamente cortado para redução de despesas. Ou pior, no intuito de se executar um serviço com preços mais módicos, o trabalho é entregue a um funcionário da própria empresa, alguém da faxina talvez, que nenhum treinamento possui para executar tal tarefa. Esta pessoa passa a ser responsável pela aplicação de produtos tóxicos e consequentemente, pela segurança de todos que utilizam aquela área. A partir desta nova incumbência a questão não é mais somente a presença de pragas, mas modifica-se e agrava-se pelo risco no uso de produtos quimicos.
A primeira questão é: Qual a importância das pragas para o ambiente de trabalho?
Lá passamos a maior parte de nossas vidas e os melhores horários de nosso dia. Na busca da subsistência acabamos nos envolvendo com as rotinas diárias e lá deixamos grande parte de nossas energias. A competitividade assim o exige.
Em 1972 uma médica inglesa, Beatson, observou em um hospital a presença de pequenas formigas que se infiltravam dentro de medicamentos, materiais esterilizados, equipamentos para aplicação de soro, etc. e curiosamente, resolveu avaliar microbiologicamente, o que aqueles insetos poderiam eventualmente estar transportando. Ela surpreendeu-se com a grande quantidade de microrganismos patogênicos encontrados nas diversas partes do corpo destas, aparentemente inofensivas, formiguinhas.
Esta conclusão levou outros países a também iniciarem estudos e a chegarem a conclusões semelhantes à da Dra Beatson a respeito do risco à saúde que estas formiguinhas representam.
O nosso ambiente de trabalho pode ser um hospital, um restaurante, um escritório, um galpão de fábrica, ou até mesmo a nossa casa. Em todos estes ambientes as pragas vão ter ou não condições de se abrigar, proliferar e por consequência espalhar microrganismos e aumentar as chances de entrarmos em contato com eles.
Assim, quanto melhor fôr o ambiente de trabalho do ponto de vista de higiene, limpeza, manutenção e ausência de pragas, melhor para nós, para nossa saúde e melhor será o nosso rendimento. Estaremos doentes menos vezes e produziremos mais.
A segunda questão é: Como fazer o controle de pragas de uma forma segura?
A imprensa constantemente noticia fatos relacionados com intoxicações através do uso indevido e abusivo de produtos químicos, especialmente inseticidas. As estatísticas da FIOCRUZ mostram que cerca de 50 % dos acidentes que anualmente ocorrem nos lares brasileiros envolvem o uso de pesticidas agropecuários, de uso profissional e doméstico. A Resolução ANVS/RDC nº 326, de 09.11.2005 faz uma clara distinção entre os produtos permitidos para uso doméstico e consequentemente, por uso de leigos, dos ditos de uso exclusivamente profissional e estabelece parâmetros para o seu registro e utilização.
Entretanto, o trabalho de controle de pragas não é mais uma mera aplicação de “venenos” com os seus consequentes riscos à saúde pública. É, muito mais do que isto. É um trabalho de observação, de integração, de conscientização. Todos devem estar envolvidos, clientes e parceiros, nesta batalha.
A utilização de produtos químicos é somente uma das etapas do controle. Esta nova visão chama-se Controle Integrado de Pragas e segue de encontro com as posturas que estão sendo adotadas modernamente em relação ao meio ambiente. Um pesticida mal utilizado pode contaminar o ambiente urbano e as pessoas que lá vivem. Com certeza não é a única solução de nossos problemas com pragas.
Este cenário é incompatível com os dias atuais, em que o desdobramento do conhecimento humano abriu janelas e espaços para novos conhecimentos que permitem que todo este trabalho seja feito com a maior segurança e confiabilidade de resultados.
A solução está em uma maior participação de todos os envolvidos neste cenário, em uma maior integração das áreas da empresa, de uma maior e mais abrangente doutrinação das pessoas no sentido de colaborarem para a obtenção dos resultados positivos.
Todos ganham com isso. O meio ambiente, que vai ser menos afetado; as pessoas, que serão mais protegidas. Só as pragas urbanas levam a pior.
Lucia Schuller
Bióloga
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
O Museu Vivo Bicho Pau é um trabalho de Responsabilidade Social da ABC EXPURGO. O objetivo é mostrar a um público nfantil o que são as pragas urbanas e as que não são pragas; passar alguns conceitos de controle integrado de pragas que podem ser incorporados ao padrão social dessas comunidades. A bióloga Lucia Schuller fala a respeito do Museu que está aberto a todas as Escolas da Grande São Paulo.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
DVD CONTROLE INTEGRADO DE PRAGAS

R$ 60,00 por cópia + despesas de frete sedex.
domingo, 20 de julho de 2008
ENTREVISTA NO PROGRAMA JÔ SOARES DA TV GLOBO
LUCIA SCHULLER NO JÔ SOARES

