Além da dengue, dois novos vírus estão circulando em cidades do Acre, com casos identificados.
Exames realizados no Laboratório Central (Lacen), em Rio Branco, confirmaram casos de Mayaro e Oropouche em pelo menos sete municípios acreanos.
De acordo com especialistas, ambas as doenças apresentam sintomas muito semelhantes aos da dengue, zika e chikungunya.
Os casos foram descobertos quando os moradores procuraram atendimento na saúde pública apresentando vários sintomas e todos os testes para dengue deram negativo.
Em seguida, exames para Mayaro e Oropouche foram realizados e houve a confirmação das doenças.
Os profissionais da saúde, no entanto, orientam que a população não entre em pânico, pois esses vírus circulam na região amazônica com certa frequência. No entanto, não existem kits comerciais disponíveis para a realização de exames de rotina. Foram confirmados casos nas seguintes cidades;
Oropouche: Acrelândia, Brasileia, Manoel Urbano, Porto Acre e Rio Branco e a Mayaro em Cruzeiro do Sul e também em Rio Branco
A febre oropouche é uma doença infecciosa aguda causada pelo vírus de mesmo nome. É transmitida por um arbovírus. A doença ocorre em dois ciclos, o silvestre e o urbano. No ciclo silvestre, costuma infectar macacos, bichos-preguiça e aves silvestres. Seus transmissores na natureza são mosquitos como Aedes serratus (Pará) e Coquillettidia venezuelensis (Trinidad).
No ciclo urbano, o único hospedeiro é o ser humano, e a transmissão geralmente ocorre por meio do Culicoides paraensis, também conhecido como borrachudo ou maruim. Os sintomas da febre oropouche incluem febre, calafrios, dor de cabeça, dor nas articulações e náuseas.
O vírus Mayaro é transmitido por diferentes mosquitos, principalmente o Haemogogus, e causa principalmente febre e dores nas articulações, que podem persistir por meses. Já é considerado endêmico na região amazônica, mas há indícios de que pode ter se espalhado para outros locais, como o estado do Rio de Janeiro. Não há vacina que previna a chamada Febre do Mayaro, mas é possível evitar a infecção e, se necessário, controlar seus sintomas.
fonte: https://nahoradanoticia.com.br/
LUCIA SCHULLER, bióloga assina este blog sobre pragas urbanas. Schuller é Mestre em Saúde Pública e especialista em Entomologia (estudo dos insetos) urbana Neste blog podem ser encontrados os mais diversos assuntos sobre o tema, incluindo algumas publicações externas também.
quinta-feira, 30 de novembro de 2023
Surto de Mayaro e Oropouche é identificado em cidades do Acre além da dengue
quinta-feira, 23 de novembro de 2023
SP tem quatro casos de dengue tipo 3, sem circulação há 15 anos
Circulação acende sinal de alerta quanto a risco de nova epidemia
Quatro casos de dengue sorotipo 3 (DENV3) foram confirmados na cidade de Votuporanga, no interior paulista, informou a secretaria de Saúde do município. Estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado em maio deste ano, já mostrava o ressurgimento desse sorotipo, que há mais de 15 anos não causa epidemias no país. De acordo com a fundação, a circulação acende o sinal de alerta quanto ao risco de uma nova epidemia da doença causada por esse sorotipo viral.
O primeiro caso em Votuporanga foi detectado em uma mulher, de 34 anos, que chamou a atenção por conta da intensidade dos sintomas clássicos da doença, como febre, vômito, dor e manchas vermelhas pelo corpo, além de sangramento nasal e pela urina. Nas ações de bloqueio, que envolvem identificar a circulação do sorotipo, a secretaria confirmou outros sete casos suspeitos. O resultado das amostras colhidas apontou que, dos sete, três eram do tipo 3 da dengue, sendo todas do sexo feminino, com 5, 31 e 46 anos.
A prefeitura do município destaca que todos os casos ocorreram na mesma região, em um bairro da zona sul da cidade. Os quatro pacientes estão em casa e passam bem. “A partir destas confirmações, a secretaria da Saúde seguirá com a coleta de amostras em outras regiões da cidade e envio para análise laboratorial para detectar se o vírus circula em mais locais ou se foi uma situação isolada”, informou em nota.
A Secretaria de Estado da Saúde informou que “não há registro deste tipo da doença em outros municípios do estado de São Paulo, nem óbitos”. Em nota, o governo estadual disse que monitora “o cenário epidemiológico com plano de contingência, que é feito todos os anos, independente da linhagem”.
Sorotipos
O vírus da dengue tem quatro sorotipos. Segundo a Fiocruz, a infecção por um deles gera imunidade contra o mesmo sorotipo, mas é possível contrair dengue novamente se houver contato com um sorotipo diferente.
O risco de uma epidemia com o retorno do sorotipo 3 ocorre por causa da baixa imunidade da população, uma vez que poucas pessoas contraíram esse tipo de vírus desde as últimas epidemias registradas no começo dos anos 2000.
Existe ainda o perigo da dengue grave, que ocorre com mais frequência em pessoas que já tiveram a doença e são infectadas novamente por outro sorotipo.
Prevenção e sintomas
A prefeitura de Votuporanga reforça a necessidade de que a população receba os agentes de saúde para fazer a vistoria de focos do mosquito Aedes aegypti. Também lembra que é fundamental a limpeza dos quintais para evitar água empoçada, que são criadouros do inseto.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/
PBH realiza ação de soltura de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia
criado em 21/11/2023 - atualizado em 22/11/2023 | 10:47
A Prefeitura de Belo Horizonte fará nesta quarta-feira (22) a liberação de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia, uma das estratégias de prevenção e combate à dengue, zika e chikungunya adotadas na capital. Os mosquitos que carregam a bactéria têm a capacidade reduzida de transmitir os vírus para as pessoas, diminuindo o risco de surtos das doenças transmitidas por ele. A soltura ocorrerá no Bairro Belvedere, região centro-sul. A ação é realizada ao longo do ano em todas as regiões da capital.
A Wolbachia é um microrganismo intracelular e não pode ser transmitido para humanos ou animais. Os mosquitos que carregam essa bactéria foram produzidos no insetário da Prefeitura e não possuem nenhuma modificação genética.
“Belo Horizonte é uma das cidades pioneiras na implantação desta tecnologia e foi o primeiro município do país a ter um insetário próprio, construído com recursos da Prefeitura. É um investimento importante pois garante autonomia, continuidade e controle das ações”, explica o subsecretário de Promoção e Vigilância à Saúde, Fabiano dos Anjos.
Em Belo Horizonte o método teve início em 2020 e a soltura dos mosquitos com a bactéria é uma estratégia complementar às demais ações de enfrentamento às arboviroses que a Prefeitura realiza para controle e prevenção das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.
“Cabe reforçar que a população tem papel fundamental como parceira da Prefeitura para evitar a proliferação do mosquito. Segundo o último LIRAa, 86,9% dos focos estão dentro das casas e por isso é tão importante que cada um contribua, fazendo uma vistoria em casa e ambientes de trabalho para eliminar qualquer situação que possa favorecer o acúmulo de água”, completa o subsecretário.
Fonte: Prefeitura BH
PIRACICABA REGISTRA DOIS CASOS DE FEBRE MACULOSA EM NOVEMBRO
Piracicaba e cidade registra segundo óbito pela doença em 2023
Vítima é um homem, na faixa etária de 20 a 29 anos; local da provável infecção será investigado pelo CCZ
A Vigilância Epidemiológica Municipal, vinculada à Secretaria de Saúde, confirmou hoje, terça-feira, 21/11, o segundo óbito por febre maculosa em Piracicaba em 2023.
O registro é de um paciente do sexo masculino, na faixa etária entre 20 e 29 anos, que veio a óbito em outubro. A investigação do Local de Provável Infecção (LPI), a partir de agora, fica a cargo da equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).
O primeiro óbito neste ano foi registrado no começo deste mês, em um paciente do sexo masculino, na faixa etária entre 30 e 39 anos. No mês passado, a SMS confirmou um caso positivo para a doença em uma paciente do sexo feminino, na faixa etária entre 30 e 39 anos, que apresentou sintomas em junho desse ano, com evolução para cura. Neste ano esta é a terceira confirmação da doença. No ano passado, foram confirmados dois casos e um óbito pela doença. Em 2021, foram cinco confirmações e quatro mortes.
O trabalho de orientação e prevenção à febre maculosa é realizado pelas Secretarias de Saúde (SMS), por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), e de Infraestrutura e Meio Ambiente (Simap). A Prefeitura alerta para os riscos da doença, que é transmitida pelo carrapato-estrela infectado pela bactéria Rickettsia rickettsii e pode levar à morte.
A SMS reforça que o período de maior incidência da febre maculosa é entre junho e novembro, mas em Piracicaba, por ter um rio que corta a cidade, é necessário mais cuidado. No verão, época das cheias, o cartão-postal atrai muitos piracicabanos e turistas às suas margens. Além das pessoas, o local também é o preferido das capivaras, um dos principais hospedeiros do carrapato-estrela.
Além das margens do Piracicaba, desde o bairro Monte Alegre até Ártemis, outras áreas identificadas como de maior risco de contaminação da doença são as margens do ribeirão Piracicamirim, a lagoa do Santa Rita, Parque da Rua do Porto e a margem do rio Corumbataí – a prefeitura mantém placas de alerta para a incidência do carrapato.
A Secretaria de Saúde reforça que as pessoas que moram ou se deslocam para áreas de transmissão estejam atentas ao menor sinal de febre, dor no corpo, desânimo, náuseas, vômito, diarreia e dor abdominal e que procurem um serviço médico informando que estiveram nessas regiões para fazer um tratamento precoce e evitar o agravamento da doença. Em Piracicaba, toda a rede de saúde está capacitada e orientada sobre o atendimento à doença e de casos suspeitos.
DIAGNÓSTICO – Diagnosticar precocemente a febre maculosa é muito difícil, principalmente nos primeiros dias da infecção, já que os primeiros sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças, como leptospirose, dengue, hepatite viral, entre outras. O importante para o caso é o paciente informar que esteve em locais de mata, florestas, fazendas, trilhas ecológicas, onde possa ter sido picado por um carrapato.
TRATAMENTO – A febre maculosa tem cura desde que o tratamento com antibióticos específicos seja administrado nos primeiros dois ou três dias da infecção. O medicamento deve ser administrado assim que surgirem os primeiros sintomas, mesmo sem o diagnóstico confirmado, já que ele pode demorar.
Atraso no diagnóstico e, consequentemente, no início do tratamento pode provocar complicações graves, como o comprometimento do sistema nervoso central, dos rins, dos pulmões, das lesões vasculares e levar ao óbito.
ORIENTAÇÕES – Cabe salientar que o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) conta com equipe de profissionais que dão apoio no trabalho de controle da doença por meio de trabalhos educativos nas escolas públicas e particulares da cidade, além de empresas. A solicitação da visita orientativa deve ser feita por meio do SIP 156 ou pelo telefone (19) 3427-2400.
DICAS DE PREVENÇÃO
Devem ser adotadas algumas medidas para evitar a doença, principalmente em locais onde haverá exposição a carrapatos:
Use roupas claras, para ajudar a identificar o carrapato, uma vez que ele é escuro;
Use calças, botas e blusas com mangas compridas ao caminhar em áreas arborizadas e gramadas;
Evite andar em locais com grama ou vegetação alta;
Verifique se você e seus animais de estimação estão com carrapatos;
Se encontrar um carrapato aderido ao corpo, remova-o com uma pinça;
Não aperte ou esmague o carrapato, mas puxe com cuidado e firmeza. Depois de remover o carrapato inteiro, lave a área da mordida com álcool ou sabão e água;
Quanto mais rápido retirar os carrapatos do corpo, menor será o risco de contrair a doença. Após a utilização, coloque todas as peças de roupas em água fervente para a retirada dos carrapatos.
Fonte: https://www.piranot.com.br/
quinta-feira, 5 de outubro de 2023
Quem sou eu?
Meu nome é Lucia Schuller, sou bióloga de formação desde 1997 e após a graduaçao fiz várias especializações, dentre elas , pela Unesp, Entomologia Urbana, e pela USP, Vigilância Sanitária de Alimentos. Em 2005 conclui a minha tese de Mestrado na Faculdade de Saude Pública, quando obtive o Grau de Mestre em Saúde Pública. Minha tese foi a respeito de Microrganismos veiculados por formigas "andarilhas" em áreas de alimentação e nutrição. Quem tiver interesse, a tese está na biblioteca.
Trabalho com controle de pragas há 50 anos e a filiação da empresa ABC EXPURGO onde atuo, com a NPMA (National Pest Management Association) americana com sede em Washington abriu muitos caminhos no conhecimento de técnicas mais avançadas para o controle de pragas urbanas.
Durante a minha carreira trabalhei na produção de diversos materiais educativos, pois considero de suma importância a educação em saúde pública, o que garante uma sociedade mais cooperativa e consciente de seus deveres e direitos. Essas informações, infelizmente, não são passadas nas escolas fundamentais e traz consequencias importantes no cumprimento de politicas públicas e na propria saude individual.
Este blog é uma ferramenta, mais uma , de educação a todos e os interessados poderão se comunicar comigo através de meu email Lucia@sopragas.com.br para sugerir pautas, videos ou matérias de interesse.
Agradeço o interesse e visita de cada um ao blog luciaschullerbiologa.blospot.com.
Enquanto existirem imagens como estas, o escorpião continuará se reproduzindo”, alerta secretária de saúde
“Enquanto existirem imagens como estas, o escorpião continuará se reproduzindo”, alerta secretária de saúde

Lixo espalhado, construção abandonada, mato alto e entulho, cenário perfeito para a proliferação de escorpiões e outros animais peçonhentos. Devido a isso, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da secretária Elaine Fúrio, alerta: “Não há melhor veneno contra escorpiões que a prevenção e limpeza. Além disso, enquanto existirem locais como os das imagens, esses animais continuarão se reproduzindo e sendo um risco à saúde de todos.”
Além do lixo espalhado e locais ideais para abrigo, o aumento das temperaturas, algo característico na primavera, também colabora com a presença cada vez mais comum de escorpiões em ambientes residenciais. Esses aracnídeos, conhecidos por seu veneno potencialmente perigoso, têm sido motivo de preocupação e foco de ações de conscientização da SMS, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e do Departamento de Endemias.
Os escorpiões são atraídos por ambientes úmidos e esconderijos, sendo comuns em locais como pilhas de madeira, entulhos, buracos nas paredes e em acúmulos de folhas. Sua reprodução rápida e em grande quantidade pode levar a infestações em curto espaço de tempo.

COMO EVITAR A INVASÃO DE ESCORPIÕES EM CASA?
Limpeza Regular: Manter a casa e o quintal limpos é essencial. Elimine pilhas de madeira, entulhos e acúmulos de folhas.
Vedação de Frestas e Buracos: Certifique-se de que janelas e portas estejam bem vedadas. Tampe buracos nas paredes, rodapés e outros locais por onde os escorpiões possam entrar.
Uso de Telas: Coloque telas em aberturas como ralos e janelas para evitar a entrada desses aracnídeos.
Controle de Insetos: Escorpiões se alimentam de insetos. Reduza a população de insetos em torno de sua casa para evitar atrair escorpiões.
Cuidado com o Descarte de Lixo: Certifique-se de que os sacos de lixo estejam bem fechados, evitando o acúmulo de resíduos atrativos para escorpiões.
SERVIÇOS DE ATENDIMENTO EM CASO DE ACIDENTE COM ANIMAIS PEÇONHENTOS
CENTRO DE CONTROLE DE ZOONOSES (CCZ)
Rua Egídio Thomé, 5.562 – Jupiá
(67) 3929-1803
Horário de Atendimento de segunda a sexta-feira das 7h às 11h e das 13h às 17h.
Fonte: https://www.treslagoas.ms.gov.br/enquanto-existirem-imagens-como-estas-o-escorpiao-continuara-se-reproduzindo-alerta-secretaria-de-saude/
Chuvas da Primavera aumentam o risco de contrair leptospirose
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) alerta a população para a leptospirose, doença infecciosa e grave que pode levar à morte – desde o início de 2022, o Paraná registrou 309 casos e 47 óbitos. De acordo com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), durante esta semana chove em muitas cidades do Paraná, em diversas regiões, o que requer redobrar os cuidados.
O contágio resulta da exposição direta ou indireta com a urina de animais, principalmente ratos, infectados pela bactéria Leptospira. A urina dos roedores pode estar presente em esgotos e bueiros, e qualquer pessoa com algum ferimento ou arranhão que tiver contato com a água contaminada pode se infectar, algo mais provável em casos de alagamentos e enchentes.
Para prevenir a contaminação, a coordenadora da Vigilância Ambiental da Sesa, Ivana Belmonte, explica que o ideal é evitar contato com água ou lama de esgoto, lagoas ou rios e terrenos baldios com a presença de ratos no entorno. “Os sintomas iniciais da doença começam de forma repentina, parecendo até com a gripe, mas quando evoluem eles são bem característicos. A leptospirose pode matar e, por isso, todo o cuidado é recomendável”, explica.
Mais de 500 doses da vacina contra meningite foram aplicadas no fim de semana na região Oeste
Ela alerta que é necessário procurar atendimento médico em caso de sintomas como febre, dor de cabeça, dor muscular, em especial nas panturrilhas, falta de apetite e náuseas.
Nas formas mais graves da doença geralmente há icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos), com a necessidade de cuidados especiais em caráter de internação hospitalar. O doente pode apresentar também hemorragias, meningite, insuficiência renal, hepática e respiratória, que podem levar ao óbito.
Como não existe uma vacina contra a leptospirose no Brasil, os cuidados e a prevenção são os maiores aliados. Lavar bem os alimentos, ter cuidado com a água ingerida e evitar acúmulo de entulhos em quintais e terrenos baldios são algumas medidas que auxiliam a conter a doença.
Com investimento do Estado, Hospital Zona Norte de Londrina bate recorde de cirurgias eletivas
TRATAMENTO – Para os casos leves o atendimento é ambulatorial, mas nos graves a hospitalização deve ser imediata visando evitar complicações e diminuir a letalidade. O tratamento é baseado no uso de medicamentos e outras medidas de suporte, orientado sempre por um médico, de acordo com os sintomas apresentados. A automedicação não é indicada, pois pode agravar a doença.
Fonte:https://www.aen.pr.gov.br/Noticia/Com-chuvas-mais-intensas-Saude-alerta-para-cuidados-contra-leptospirose
segunda-feira, 25 de setembro de 2023
O Pombo Paulista
A MIDIA IMORTALIZOU O POMBO PAULISTA COMO UM PERSONAGEM QUE TUDO VÊ E TUDO SABE.
A utilização pela mídia do POMBO PAULISTA mostra nas entrelinhas alguns aspectos de sua ecologia bastante importantes. Essa propaganda saiu há alguns anos mas foi extremamente feliz do ponto de vista de marketing. O Pombo, além de Paulista é oniciente e onipresente, sem ser divindade. Sua presença é tão flagrante e tão expandida que este Pombo Paulista é capaz de saber dos mínimos e mais íntimos detalhes da vida do Paulistano. Ele sabe se o cidadão passa roupa ou não, se toma banho ou não, quanto gasta de energia e outros detalhes interessantes.
A ímagem que a mídia retratou é bem parecida com aquela que nós cidadãos paulistanos observamos todos os dias. Uma ave extremamente adaptada aos hábitos do homem urbano, vivendo às suas expensas com a maior falta de cerimônia, ocupando todos os espaços do homem e suas cercanias.
Os pombos encontraram guarida no ambiente urbano em razão da visão humana de urbanização. Os rococós e trejeitos da arquitetura antiga, moderna, pós modernista e contemporânea não escapam ao olhar atento e vigilante destas aves. Os pombos se aproveitam da falta de costura que existe entre os profissionais arquitetos e controladores de pragas e vão se acomodando por toda a cidade.
O homem, por sua vez, cansado de tanto cimento, nutre estes animaizinhos com o carinho proporcional à sua carência de natureza. Distribuir alimentos é uma prática comum nas cidades e geralmente quem o faz são os mais idosos e as crianças, que se divertem enquanto os pombos disputam as migalhas de pão e batem as asas com vigor, liberando milhões de microrganismos e ácaros que , por sua vez, se alojam nos transeuntes e nos atentos observadores.
Não é raro encontrarmos bandos de pombos que, afeitos à "caridade" das pessoas são mais arrojados e invadem lanchonetes , chegando a subir em mesas para obter o que desejam.
Não podemos também nos esquecer daqueles pombinhos que vivem nos lixões, nas usinas de lixo, dos restos de compostagem e dos restos dos grandes atacadistas e proliferam muito bem nestas condições.
Assim a solução será eliminá-los!? Será que eliminando pombos nós iremos resolver o problema? É interessante observar que em alguns locais mais críticos, na calada da noite (já que matar pombos é proibido por lei) provavelmente algum tipo de eliminação deva ocorrer, pois eles da noite para o dia ficam em minoria por algum tempo, mas logo os bandos estão fortalecidos. Isto sem contar aqueles que se divertem no tiro ao pombo.
Desde que o homem descobriu a primeira molécula eficiente para controlar pragas, o DDT, que ele busca sempre alguma nova utilização para o arsenal quimico que ele produz. Nem sempre controlar pragas é seguir por esse caminho. No caso do pombo, essa é uma realidade.
Assim enquanto não tomarmos medidas realmente adequadas e construtivas para controlar essas aves nós vamos continuar observando o pombo paulista, carioca, pernambucano, paraibano, gaucho, baiano, catarinense, etc, etc, etc.
Lucia Schuller
Bióloga
quinta-feira, 21 de setembro de 2023
SEJAM TODOS BENVINDOS
Lucia Schuller
MITOS E VERDADES SOBRE O MOSQUITO AEDES AEGYPTI E ARBOVIROSES
Importadora indeniza cliente por compra de biscoito com insetos - Consumidor atendido
20/09/2023
Direito do Consumidor
Importadora indenizará casal que consumiu biscoito cookie contaminado por insetos
Um presente virou pesadelo para um casal de cidade do Vale do Itajaí. Em março de 2022, o casal foi presenteado por familiares com uma cesta de alimentos que, entre outros produtos, continha biscoito cookie importado. Mesmo dentro do prazo de validade (13/7/2022), a cobertura de chocolate do biscoito continha partes de insetos.
Por conta disso, a 2ª Turma Recursal do Poder Judiciário de Santa Catarina manteve sentença do Juizado Especial Cível e Criminal para condenar a importadora ao pagamento de indenização no valor de R$ 6 mil ao casal - R$ 3 mil por pessoa, acrescidos de juros e de correção monetária.
O casal ajuizou ação de indenização por dano moral em abril de 2022, em razão do corpo estranho encontrado em um biscoito cookie. As vítimas produziram imagens e comprovaram que os produtos na cesta de alimentos estavam dentro do prazo de validade. O casal alegou que somente percebeu a contaminação após a ingestão do alimento.
Inconformada com a sentença, a importada recorreu às Turmas Recursais. Alegou que não existe abalo moral porque não ficou comprovada a ingestão do alimento. O recurso foi negado por unanimidade.
“Em relação ao pedido de indenização por danos morais, verifica-se que a conduta da requerida, consistente na comercialização de alimentos contaminados com pedaços de moscas, acarretou ofensa aos direitos da personalidade dos autores, expostos a perigo de dano à saúde”, anotou o relator.
Ele também ressaltou que, não obstante a alegação da importadora de que os autores não comprovaram a ingestão do alimento, é pacífico o entendimento de que as situações de alimentos contaminados caracterizam abalo moral passível de indenização, ainda que os produtos não venham a ser ingeridos (Autos n. 5004182-96.2022.8.24.0011).
FONTE: TJ-SC
quinta-feira, 14 de setembro de 2023
Formigas gostam mais de beber urina do que comer acúcar
O oxido nitroso (NO2) é uma gas 300 vezes mais potente do que o dioxido de carbono porém menos abundante. Sua presença na atmosfera tem aumentado cnsideravelmente na ultima decada acelerada principalmente pelo uso extensivo de fertilizantes.
O estudo começou com uma comparação de comportamento das formigas quando tinham acesso a diferentes concentrações de urina humana e de cangurus, concluindo que as formigas eram mais atraidas pelas formulações que continham altas concentrações de ureia.
Já era conhecido o fato de que outras espécies de formigas eram atraidas para urina, porém esta é a primeira vez em que foram observadas forrageando urina seca em terrenos arenosos e por um longo periodo de tempo. Segundo o Professos Petit esse comportamento pode desempenhar um papel importante no ciclo do nitrogenio na natureza.
A espécie Camponotus terebrans observada procurava por ureia encontrada na urina humana e de cangurus visto que esta espécie possui uma bactéria em seu trato digestivo que a permite processar a ureia e obter nitrogenio como proteina.
Essa habilidade das formigas açucareiras de forragear em ambientes secos e arenosos em busca de nitrogenio dá uma vantagem competitiva a estas espécies que podem assim alimentar suas crias e aumentar seu territorio.
O Professor Petit acredita que muitos estudos ainda virão que poderão abrir um novo campo de pesquisa.
Fonte: traduzido e adaptado do ingles em
https://www.sciencedaily.com/releases/2020/02/200206102706.htm
O QUE SÃO FORMIGAS ANDARILHAS E QUAL O SEU RISCO À SAUDE?
As formigas andarilhas são um grupo de formigas que se caracterizam por terem colônias grandes e organizadas. Elas são encontradas em todo o mundo, mas são mais comuns em climas tropicais e subtropicais.
As formigas andarilhas são conhecidas por serem pragas urbanas. Elas podem causar danos às casas e empresas, e podem também representar um risco à saúde humana.
Um dos principais riscos das formigas andarilhas é que elas podem transmitir doenças. Elas podem transportar bactérias, vírus e parasitas em suas patas e mandíbulas. Essas doenças podem ser transmitidas para os humanos através de picadas, contato com a pele ou ingestão de alimentos contaminados.
Algumas das doenças que as formigas andarilhas podem transmitir incluem:
- Doenças diarreicas: como a cólera, a disenteria e a febre tifoide.
- Doenças de pele: como a escabiose e a sarna.
- Doenças respiratórias: como a asma e a pneumonia.
- Doenças neurológicas: como a meningite e a encefalite.
Além do risco de doenças, as formigas andarilhas também podem causar alergias. As pessoas que são alérgicas a formigas podem apresentar sintomas como coceira, vermelhidão e inchaço na pele. Em casos graves, a alergia pode levar a problemas respiratórios, como asma e anafilaxia.
Para evitar os riscos associados às formigas andarilhas, é importante tomar medidas para controlar a população dessas pragas. Algumas medidas preventivas incluem:
- Manter a casa limpa e organizada.
- Manter alimentos e restos de comida bem fechados.
- Retirar formigas mortas ou vivas da casa.
- Usar inseticidas para matar formigas.
Se você encontrar formigas andarilhas na sua casa, é importante chamar um profissional de controle de pragas para eliminar o problema.
quarta-feira, 13 de setembro de 2023
Por que os insetos são criaturas essenciais para a vida no Planeta Terra?
Os insetos são cruciais para a vida na Terra por várias razões. Eles são:
- Polinizadores: Os insetos são os polinizadores mais importantes do mundo. Eles são responsáveis por polinizar cerca de 80% das plantas com flores, incluindo muitas frutas, vegetais e nozes que consumimos. Sem insetos, muitas plantas não seriam capazes de se reproduzir e a nossa dieta seria muito mais limitada.
- Controladores de pragas: Os insetos também desempenham um papel importante no controle de pragas. Eles comem insetos nocivos, como pragas agrícolas e mosquitos transmissores de doenças. Sem insetos, muitas pragas se multiplicariam rapidamente e causariam danos significativos às plantas e à saúde humana.
- Decompositores: Os insetos também ajudam a decompor a matéria orgânica, como folhas, cascas de árvores e excrementos. Esse processo é essencial para o ciclo de nutrientes do planeta.
- Alimentação: Os insetos são um alimento importante para muitos animais, incluindo pássaros, répteis, anfíbios e peixes. Eles também são consumidos por humanos em algumas culturas.
Em suma, os insetos são essenciais para a manutenção da vida na Terra. Eles desempenham uma variedade de papéis importantes, incluindo polinização, controle de pragas, decomposição e alimentação. Sem insetos, o nosso planeta seria um lugar muito diferente e muito menos próspero.
Além dos papéis listados acima, os insetos também são usados em pesquisas científicas, como modelos para estudar desenvolvimento, comportamento e evolução. Eles também são usados em aplicações comerciais, como na produção de alimentos, medicamentos e biocombustíveis.
Definindo histoplasmose e criptoccocose. São zoonoses? Como adquirimos esta infecção?
A histoplasmose e a criptococose são infecções fúngicas que podem afetar seres humanos e animais. Elas são causadas por fungos que são encontrados no solo e em fezes de aves.
A histoplasmose é causada pelo fungo Histoplasma capsulatum, que é encontrado em regiões temperadas e tropicais do mundo. A criptocose é causada pelo fungo Cryptococcus neoformans, que é encontrado em regiões tropicais e subtropicais.
As duas doenças são transmitidas pela inalação de esporos fúngicos. Os esporos podem ser encontrados em solo contaminado, principalmente em áreas onde há excrementos de aves.
A histoplasmose é geralmente uma doença leve que não causa sintomas. No entanto, em casos graves, ela pode causar pneumonia, febre, tosse e dificuldade para respirar. Em casos muito raros, a histoplasmose pode ser fatal.
A criptocose pode causar uma variedade de sintomas, dependendo da parte do corpo afetada. A forma pulmonar da doença pode causar pneumonia, febre, tosse e dificuldade para respirar. A forma meningoencefálica da doença pode causar meningite, um inchaço das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A forma disseminada da doença pode causar sintomas em todo o corpo, como febre, tosse, dor de cabeça, confusão mental e convulsões.
O tratamento para histoplasmose e criptocose é feito com antifúngicos. O tipo de antifúngico e a duração do tratamento dependem da gravidade da doença.
A histoplasmose e a criptocose podem ser prevenidas evitando-se a exposição a esporos fúngicos. Isso pode ser feito evitando-se áreas onde há excrementos de aves, usando máscara ao realizar atividades em áreas onde há risco de exposição a esporos fúngicos e lavando as mãos com frequência.














