segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Brasil enfrenta novo surto de dengue dessa vez o tipo 2 é o responsável


Na última década, predominou o vírus tipo um, mas agora, o vírus dengue dois está em evidência e as pessoas ainda não desenvolveram resistência a ele


Por Carolina Fioratti em 30.09.19
Editorias: Atualidades, Rádio USP - URL Curta: jornal.usp.br/


O Brasil enfrenta uma nova epidemia de dengue. A doença, que estava em baixa há dois anos, apresentou crescimento de 600%, em comparação ao mesmo período de 2018, e tem como principal causador o vírus de tipo dois. Expedito José de Albuquerque Luna, professor do Instituto de Medicina Tropical (IMT) da USP, explica que o surto de dengue é algo esperado, pois desde sua introdução no Brasil há 30 anos atrás, a incidência é variante.

A dengue tem como agentes etiológicos quatro vírus, os quais desencadeiam a mesma doença clínica, no entanto, a imunidade conferida pela doença é específica para cada tipo. 

A dengue tem como agentes etiológicos quatro vírus, os quais desencadeiam a mesma doença clínica, no entanto, a imunidade conferida pela doença é específica para cada tipo. Na última década, predominou o tipo um, mas agora, o vírus dengue dois está em evidência e as pessoas ainda não desenvolveram resistência a ele.



Ainda não há vacina com alta eficácia para dengue, existe apenas um produto no mercado, mas que possui limitações em seu uso. O Aedes aegypti, causador da dengue, pode transmitir, também, zika, chikungunya e, potencialmente, febre amarela. Logo, o controle do vetor torna-se imprescindível. Todavia, isso é algo difícil de ser feito pois é um inseto urbano que acompanha o ser humano e já está adaptado ao meio.


A campanha de combate ao Aedes aegypti costuma ser lançada em novembro, porém, para que tivesse seu início antes do período de chuvas foi adiantada em 2019 para setembro. Ela incentiva que cada pessoa tome dez minutos de sua semana para verificar se há focos de água parada em suas casas. A população deve reportar focos do mosquito à prefeitura do município em que vive, para que assim sejam tomadas as devidas providências. Em São Paulo, basta discar 156.

Fonte: Jornal da USP

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Número de casos de doenças transmitidas por mosquitos cresce no Brasil



Últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde, no dia 11 de setembro, revelaram aumento de 600% na incidência de casos de dengue no país, entre 30 de dezembro de 2018 a 24 de agosto de 2019, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Foram 1.439.471 notificações este ano, média de 6.074 por dia. Minas Gerais é o estado com maior número, totalizando 471.165 ocorrências.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, de 1º de janeiro a 17 de setembro, comparando 2018 com 2019, o número de casos de chikungunya cresceu de 35.538 para 80.403 (alta de 126%); e os registros de dengue foram de 13.185 para 31.253 (aumento de 137%). Só a zika diminuiu, de 2.263 ocorrências para 1.518 (queda de 33%). Para Flávio Codeço, da FGV, a expectativa é de epidemias de dengue e chikungunya no próximo verão. Evitar água parada, limpar o entorno do domicílio e uso de repelente são medidas de prevenção.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Filme da Fiocruz é selecionado para o ‘Science Film Festival 2019’


Por: Lucas Rocha (IOC/Fiocruz)
O filme Conhecendo os mosquitos Aedes, transmissores de arbovírus, produzido pelo Serviço de Produção e Tratamento de Imagem do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), foi selecionado para exibição no Science Film Festival 2019, um dos maiores festivais de filmes científicos do mundo. Na edição de 2018, por exemplo, foram alcançados mais de 1,2 milhão de espectadores em 19 países. O filme será apresentado na África do Sul, Quênia, Burkina Faso, Ruanda e Namíbia durante o festival, que acontece entre os dias 7 de outubro e 23 de dezembro. Nesta edição, serão exibidos 83 filmes de 23 países. As exibições são gratuitas e acontecem em locais como museus, escolas, universidades e outros espaços educacionais dos países participantes.
A produção aborda características e curiosidades sobre os mosquitos Aedes aegypti, Aedes albopictus e Aedes polynesiensis, transmissores dos vírus dengue, zika e chikungunya ao redor do mundo. Dirigido por Genilton José Vieira, que atua no Serviço de Produção e Tratamento de Imagem do IOC/Fiocruz, o filme foi lançado em DVD em 2018. O conteúdo une qualidade cinematográfica a um conjunto de informações científicas relevantes, fruto de extensa pesquisa bibliográfica e da colaboração de especialistas da Fiocruz e de outras instituições de pesquisa. A obra retrata aspectos inéditos e apresenta características morfológicas internas e externas dos vetores. 
O filme está disponível para acesso online e gratuito. Para solicitar o DVD, entre em contato com o Serviço de Produção e Tratamento de Imagem do IOC/Fiocruz pelo e-mail: imagem@ioc.fiocruz.br.
Premiação
A cada ano, o Science Film Festival reúne um júri internacional para selecionar seis vencedores entre os filmes que fizeram parte da mostra. O júri é composto por especialistas internacionais nas áreas de comunicação científica, educação científica, transmissão factual, mídia infantil e cientistas. A lista dos premiados será divulgada após o término do festival.
O Science Film Festival acontece anualmente na Ásia, África e Oriente Médio. O festival promove a alfabetização científica, facilitando a conscientização de questões científicas, tecnológicas e ambientais contemporâneas, por meio da exibição de filmes científicos internacionais de destaque acompanhada de atividades educacionais.

A BRASILEIRA QUE CRIOU O MOSQUITO TRANSGÊNICO

A brasileira que criou o mosquito transgênico para combater a dengue

A Professora Doutora Margareth Capurro. Reprodução: Pablo Saborido/CLAUDIA. Créditos: https://claudia.abril.com.br/indicacoes/margareth-capurro/
A Professora Doutora Margareth Capurro é graduada em Ciências Biológicas pela Universidade de Santo Amaro (UNISA), Mestre e Doutora em Bioquímica pela Universidade de São Paulo (USP), e tem Pós-doutorado pela Universidade da Califórnia em Irvine (UCI). 
Há quase 20 anos, a Dra. Margareth Capurro lidera o Laboratório de Mosquitos Geneticamente Modificados no Instituto de Ciências Biomédicas na USP. Recentemente, o projeto de pesquisa da bióloga, que utiliza alteração genética de mosquitos para controle de doenças, foi vencedor do prêmio da revista Claudia na categoria Ciências, que busca homenagear e incentivar mulheres cientistas no país. 
A linha de pesquisa da Dra. Capurro tem como principal objetivo combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, febre amarela, zika e chikungunya, muito comuns em países situados em regiões tropicais, como o Brasil. A dengue é considerada a doença viral mais importante transmitida por artrópodes, mais especificamente pelo mosquito Aedes, e, assim como as outras doenças citadas anteriormente, se tornou emergente também em países situados em regiões não tropicais. 

O mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre amarela, zika e chikungunya. Créditos: https://fotospublicas.com/hoje-no-rio-fiocruz-inicia-liberacao-aedes-aegypti-bem/
Vacinas contra a dengue estão em fase de testes e desenvolvimento, mas existem outras formas de enfrentar a transmissão desta e de outras doenças virais causadas pelo Aedes aegypti. Diferentes estratégias têm sido utilizadas em laboratórios para modificar o mosquito macho, que não pica e não transmite doenças. Uma delas é feita por meio de irradiação de raios X ou raios gama, que torna o macho estéril. Outra estratégia inclui modificações genéticas, em que são criados mosquitos com um gene letal e ao se reproduzirem com fêmeas selvagens não deixam descendentes. Assim, esses mosquitos transgênicos criados em laboratório, quando liberados no ambiente de forma controlada, contribuem para a redução da sua população e, consequentemente, da diminuição de doenças espalhadas por eles. 
O estudo denominado Projeto Aedes Transgênico (PAT), realizado em parceria com a Biofábrica Moscamed Brasil, utilizou esses mosquitos com gene letal e foi testado em áreas localizadas nas cidades de Juazeiro e Jacobina, na Bahia, onde houve redução de aproximadamente 90% da população de Aedes aegypti nos locais. O projeto coordenado pela pesquisadora foi pioneiro no Brasil e os resultados foram mais significativos do que aqueles obtidos em uma pesquisa realizada anteriormente, por outro grupo, nas Ilhas Cayman, em 2009 e 2010, em que houve a liberação de mosquitos transgênicos em campo aberto, com redução de 80% da população selvagem de Aedes.
A bióloga Margareth Capurro em seu laboratório na Universidade de São Paulo. Reprodução: Letícia Moreira/ ÉPOCA. Créditos: https://epoca.globo.com/vida/noticia/2015/12/e-impossivel-acabar-com-o-aedes-aegypti-diz-criadora-de-mosquito-transgenico.html
Com o surgimento de novas doenças causadas por vírus até então não patogênicos aos seres humanos, como o caso do vírus Mayaro, atualmente endêmico na Amazônia e Centro-Oeste do Brasil, e transmitidas por mosquitos, novos projetos de liberação de mosquitos transgênicos em regiões específicas, a exemplo do projeto PAT coordenado pela Doutora Capurro, têm grande potencial para combatê-los. Vale ressaltar que, de forma conjunta com a educação e conscientização da população e o desenvolvimento de vacinas, outras estratégias de modificação genética e criação de mosquitos machos estéreis também pesquisados pela equipe da bióloga terão impacto ainda mais significante na redução da população de mosquitos e da transmissão de doenças. 





A ‘FAKE NEWS’ DO ‘SUPERMOSQUITO’ TRANSGÊNICO QUE ESTÁ GERANDO PÂNICO NO BRASIL


Estudo equivocado e especulativo sobre genética de população de Aedes após teste de campo de tecnologia de supressão na Bahia deflagra onda de notícias falsas e desinformação

Cesar Baima

21/09/2019 - 08:35 / Atualizado em 23/09/2019 - 12:23
Revista Epoca.Globo.com



Esqueçam tubarões, cobras, jacarés, leões, tigres, aranhas, escorpiões e que tais. O animal que mais mata seres humanos no mundo é o mosquito. Só de malária , transmitida por insetos do gênero Anopheles, são cerca de meio milhão de vítimas por ano. Isso sem contar a (infelizmente) velha conhecida dengue , agora acompanhada das “primas” zika e chicungunha , que tanto atacam os brasileiros, transmitidas pelos mosquitos do gênero Aedes, e a ressurgente febre amarela e a novata mayaro , que têm nos “selvagens” Haemagogus e Sabethes seus principais vetores, entre outras.

Diante disso, controlar as populações destes mosquitos é uma importante estratégia de prevenção. Mas além de combater seus criadouros, como as poças de água parada em pneus velhos, garrafas, vasos etc, durante décadas a única opção para isso eram os inseticidas químicos, como o DDT. Nos últimos anos, porém, os avanços da ciência em campos como a engenharia genética trouxeram outras alternativas .

É o caso, por exemplo, de um mosquito transgênico criado pela empresa britânica Oxitec . Designada OX513A , esta versão do infame Aedes aegypti traz em seu DNA um “cavalo de Troia” genético: uma disfunção metabólica que faz com que estes machos, ao cruzarem com as fêmeas selvagens, transmitam o defeito para a prole, que morre ainda na fase de larva. Como resultado, a população de mosquitos cai drasticamente.

Objeto de testes de campo nos quais milhões destes mosquitos machos foram liberados nas cidades baianas de Jacobina e Juazeiro , e posteriormente de iniciativas pontuais de controle nos municípios de Piracicaba e Indaiatuba, em São Paulo, e Juiz de Fora (MG), a estratégia mostrou seu valor, alcançando uma supressão, isto é, redução da população do Aedes que passou de 95% em alguns casos.

Sucesso e estratégia que agora estão em risco com a recente publicação de um estudo na revista Scientific Reports , periódico científico de acesso aberto do prestigiado grupo Nature. Encabeçado por Jeffrey R. Powell, geneticista da Universidade de Yale, nos EUA, o artigo – agora em processo de retratação, ou seja, de retirada dos anais da ciência, e reedição para eventual, ou não, republicação – afirmava ter encontrado sinais de hibridização dos mosquitos transgênicos da Oxitec com a população selvagem original de Jacobina após os testes de campo.

Até aí, tudo bem. Experimentos em laboratório prévios aos testes de campo já indicavam que o “cavalo de Troia” genético do OX513A não era 100% eficaz, com cerca de 2% a 4% dos mosquitos produzindo proles viáveis, embora frágeis e potencialmente estéreis. Assim, era de se esperar que ocorresse algum nível de hibridização das duas populações, sendo que a linhagem do experimento na Bahia – uma mistura de Aedes provenientes de México e Cuba, radicalmente diferentes dos originais baianos – foi escolhida, entre outras razões, justamente para permitir identificar até onde esta mistura iria em condições reais de aplicação da estratégia.

Mas a partir daí o estudo é uma sequência de erros e especulações que respectivamente não identificados e mal interpretadas deflagraram uma onda de notícias falsas e desinformação nas redes sociais que está gerando pânico entre alguns brasileiros, com afirmações de que os testes de campo produziram um “ supermosquito ” transgênico resistente a inseticidas e capaz de transmitir mais facilmente as doenças do Aedes.

A primeira falha do estudo está em afirmar em seu texto ter detectado uma crescente hibridização das duas populações, quando os dados da própria pesquisa, objeto de gráfico no mesmo, indicam na verdade um progressivo desaparecimento da população híbrida a partir do fim da liberação dos mosquitos transgênicos.

Mas mais graves são as especulações constantes tanto do abstract (resumo) quanto da discussão dos resultados do estudo que tal hibridização pode ter gerado uma população mais “robusta” de Aedes em Jacobina, quando, na verdade, os híbridos se mostram extremamente frágeis, como fica claro pelo seu progressivo desaparecimento que não foi acertadamente reconhecido na discussão de seus resultados.

A tais erros e especulações finalmente se juntou a má interpretação do estudo que gerou a onda de ‘fake news’ em torno dele. Sim, juntar as palavras “supermosquito” e “transgênico” gera manchetes que rendem cliques e compartilhamentos (como eu espero que seja o caso desta coluna), mas também pânico infundado (o que eu espero que esta coluna ajude a combater).

A verdade é que o estudo em momento algum identificou a transferência da transgenia dos OX513A para a população selvagem de mosquitos de Jacobina, e tampouco avaliou a resistência dos mosquitos híbridos a inseticidas, mencionando inclusive que a linhagem transgênica é especialmente suscetível a eles. Também em momento algum a pesquisa avaliou se os híbridos são mais ou menos capazes de transmitir doenças, novamente mencionando que experimentos com a linhagem transgênica não identificou qualquer diferença neste sentido entre ela e as populações selvagens de Aedes.

Coautora do estudo na Scientific Reports e uma das responsáveis pelo desenvolvimento da linhagem do mosquito transgênico usada nos testes de campo na Bahia, Margareth Capurro, professora do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da USP, lamenta só ter visto os erros da pesquisa após a publicação do artigo, cuja redação estava a cargo de Powell.

- Só notei depois que o estudo saiu publicado e reconheço os erros – disse em entrevista à coluna. - Falar que a hibridização teria deixado a população de Aedes mais robusta foi uma forçação de barra que gerou pânico e polêmica desnecessários. Muito pelo contrário, os híbridos são fracos, e não fortes, tanto que desaparecem. Por isso apoio a retratação e reedição do artigo.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

RATOS BÊBADOS: Nova York pretende resolver o problema de ratos na cidade afogando-os em alcool.!!!!

A cidade de N York está ficando cada vez mais criativa na busca de soluções contra a infestação de ratos na cidade.

Esse problema que causou um gasto de 32 milhoes de dolares no ano de 2017 só na compra de lixeiras a prova de ratos pode ser solucionado ou diminuido com uma invenção chamada de Ekomille, uma armadilha sui generis.








A idéia é atrair os ratos para as armadilhas com alimento e uma vez lá, eles caem num 

reservatório cheio de àlcool, onde se afogam de imediato. 

Um filme da década de 60 chamado de Ratopolis mostra a captura de ratos em baldes 

cheios de cerveja com rolhas na superficie. Faz sentido, é mais uma tentativa.


Houve um periodo experimental no Brooklin em que capturaram 107 ratos no periodo de um mês dessa maneira.

A armadilha rearma e continua capturando ratos até a sua capacidade total de 80 ratos.

O tempo dirá.


(Texto adaptado de informações na imprensa internacional)



segunda-feira, 2 de setembro de 2019

O grafeno, material de infinitas utilidades, também é um poderoso repelente de mosquitos.

Estudos mostram que os insetos mudaram seu comportamento em torno do material

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Brown descobriu que roupas feitas com grafeno não são somente uma barreira física eficaz contra as picadas dos mosquitos, mas também mudam seu comportamento. O estudo publicado nesta semana na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” revelou que o grafeno bloqueia os sinais químicos que atraem os mosquitos para outros seres vivos.

“Com o grafeno, os mosquitos nem pousavam na pele exposta – simplesmente pareciam não se importar”, disse Cíntia Castilho, brasileira estudante de doutorado que é a autora principal da pesquisa. “Tínhamos presumido que o grafeno seria uma barreira física à mordida pela resistência à perfuração, mas, quando vimos esses experimentos, começamos a pensar que poderia ser também uma barreira química que impedia os mosquitos de sentir que havia de fato alguém lá”. No estudo, os pesquisadores cobriram os braços de alguns participantes com filmes de óxidos de grafeno cobertos com gaze e de outros apenas com gaze. Aqueles cobertos com grafeno não receberam uma única mordida.

No entanto, o óxido quando molhado se torna muito menos eficaz – exatamente no ambiente preferido pelos mosquitos, que costumam prosperar com a umidade. Os cientistas descobriram que os mosquitos eram capazes de perfurar os filmes de óxido de grafeno ao toque da água. Ainda assim, uma descoberta mais animadora mostra que o grafeno com baixo teor de oxigênio (rGO) funciona como barreira às mordidas em condições secas e úmidas. A desvantagem do rGO é que ele não é respirável, portanto, é improvável que seja usado em roupas especiais.

Os cientistas ainda esperam encontrar uma maneira de estabilizar o grafeno para que ele permaneça forte quando molhado. “Este próximo passo nos daria todos os benefícios da respirabilidade e da proteção contra mordidas”, disse Robert Hurt, professor de Brown. Após os resultados positivos, fabricantes de equipamentos externos e eletrônicos já estão adicionando o grafeno a jaquetas, baterias, sapatos e muito mais.

fonte: Olhar Digital e Revista Planeta


Idoso perde os dedos da mão após picada de aranha 'mega' venenosa Morador de Bertioga (SP) estava limpando o deck da piscina quando foi picado por uma aranha-marrom. Ele recebeu alta hospitalar após mais de um mês internado.


 Por Liliane Souza 01/09/2019 06h51 · G1

Idoso perde os dedos da mão após picada de aranha 'mega' venenosa  Um zelador de 60 anos teve os dedos da mão esquerda amputados após ser picado por uma aranha enquanto limpava o deck da piscina de casa, em Bertioga, no litoral de São Paulo. 

A suspeita é que ele tenha sido picado por uma aranha-marrom (Loxosceles) – uma das mais perigosas do país, conhecida pela picada necrosante. Em entrevista ao G1 neste domingo (1º), a estudante Larissa Santana dos Santos, de 20 anos, filha do idoso, conta que o pai, que prefere não se identificar, foi levado ao hospital da cidade após apresentar febre, dor e inchaço na mão, mas os médicos suspeitaram que ele estivesse com íngua ou celulite infecciosa e ele foi liberado após tomar uma medicação. 

A picada ocorreu no dia 10 de julho na casa da família, no bairro Vista Linda, mas ele não notou na hora. Depois, ele lembrou ter visto uma aranha pequena enquanto fazia limpeza na casa. Ao retornar ao Hospital de Bertioga no dia 14 de julho, os médicos viram que o problema era grave e ele foi internado. Na ocasião, ele já estava com os dedos necrosados. Dois dias depois, ele foi transferido para o Hospital Santo Amaro, em Guarujá, e foi submetido a uma cirurgia para amputar os cinco dedos da mão esquerda. O idoso chegou a ficar internado durante oito dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e recebeu alta na última sexta-feira (30), após passar por tratamento com antibiótico, segundo o hospital. "Agora ele está bem, graças a Deus. Mas vai ter que continuar fazendo todo o procedimento de limpeza e curativos em casa. Uma enfermeira vai fazer isso. Com o tempo iremos ver como vai reagindo porque o braço dele está aberto, por isso o curativo", diz a filha do zelador. 

Em 2017, foram registrados 7.992 casos de acidentes com aranhas-marrons em todo o país, segundo o levantamento mais recente disponibilizado pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. De acordo com o biólogo Fabio Lopes, a aranha-marrom é endêmica no sul do Brasil – não à toa, o maior número de acidentes foi registrado nessa região. Dos 7.992 casos, 6.643 foram no sul; 789 no sudeste; 283 no nordeste; 158 no centro-oeste; e 119 no norte do país. 

Fabio explica que a espécie não é agressiva, mas tende a picar quando é comprimida contra o corpo ou quando se sente ameaçada. Ela pode medir de 0,6mm a 2cm e costuma se esconder em garagens, porões, caixas, atrás ou embaixo de móveis e em outros locais com pouca iluminação. Ele alerta que, ao entrar em locais fechados há muito tempo, é preciso abrir as janelas para desinfestar o ambiente. Em 2017, foram registrados 7.992 casos de acidentes com aranhas-marrons em todo o país 

Para prevenir acidentes, é importante manter jardins e quintais limpos (na hora de limpar, utilizar botas e luvas); evitar o acúmulo de folhas secas e lixo doméstico nas proximidades das casas; sacudir roupas e sapatos antes de usá-los; vedar frestas e buracos em paredes; colocar telas nas janelas; combater a proliferação de insetos, pois as aranhas se alimentam deles; e afastar camas e berços de paredes. Segundo ele, tudo indica que o idoso tenha sido picado pela aranha-marrom, pois nenhuma outra aranha tem esse tipo de toxina capaz de quebrar as estruturas do sangue e das proteínas (músculos). "A quantidade de toxinas que a pessoa recebe e a demora na busca por atendimento médico interferem na gravidade da lesão", destaca. Ele explica que as serpentes têm toxinas mais poderosas que as aranhas, mas é difícil não notar a picada desses animais – ao contrário do que ocorre com aracnídeos, principalmente a aranha-marrom, que é pequena e possui uma picada pouco dolorosa. O pesquisador afirma que a aranha-marrom tem a toxina mais perigosa entre as espécies de principal importância médica no país, e é responsável por causar os acidentes mais graves. Para saber se uma aranha é perigosa ou não, uma dica é verificar o tipo de teia que ela produz. "Em geral, aranha que faz teia geométrica, bem feita, não tem importância médica. As aranhas que saem debaixo de entulho, de buracos ou que têm teias que parecem novelos de lã enrolados são mais perigosas. Se ela tem um veneno importante ela não precisa ter o sacrifício metabólico de produzir a teia", diz Fabio Lopes. O que fazer em caso de acidente: Lavar o local da picada; · Usar compressas mornas, pois ajudam no alívio da dor; · Elevar o local da mordida; · Procurar o serviço médico mais próximo; · Quando possível, levar o animal para identificação.