sexta-feira, 22 de novembro de 2019

O Golpe do Flúor: Até guando permitiremos o emburrecimento da nossa civilização?



A chamada "maior conquista de saúde pública do século 20" já foi exposta a muito tempo como uma fraude total, o que levanta a questão: Quando os Brasileiros receberão um pedido de desculpas apoiado por compensação? Estamos falando sobre o golpe conhecido como fluoretação artificial da água, que desde de muitos anos atrás foi revelado por estudos como um causador de danos cerebrais e reduz o QI em crianças.

Por mais absurdo que você possa imaginar, seu creme dental, o "abastecimento publico de água"  entre outros, estão todos contaminados com um dos mais altos venenos, digamos assim considerados na tabela periódica, pois o flúor é considerado altamente toxico. E ainda mais louco é que, a Organização Mundial da "Saúde" (OMS) considera o Flúor como um "medicamento" de massa para com a população.

Não é de me admirar do porque das epidemias de doenças cerebrais  -  Durante a pesquisa de 1990, conduzido pela toxicologista Phillis Mullenix de Harvard, que revelou que o flúor causa a diminuição do QI, aumentando os sintomas em ratos de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Poucos dias antes de sua pesquisa ser aceita para publicação, Mullenix foi demitida como chefe de toxicologia no Forsyth Dental Center, em Boston. Em seguida, a sua candidatura a uma bolsa para continuar sua pesquisa sobre as consequências do flúor no sistema nervoso central foi rejeitada pelo National Institute of Health (NIH), quando um painel do NIH lhe disse que “o flúor não tem efeitos no sistema
nervoso central”. Recomendado: Vídeo chocante - Água potável de todo Brasil está contaminada revela Ministério da Saúde

No período do governo do ex-presidente Ernesto Geisel, no Brasil, foi implantado a fluoretação. Contudo as leis de fluoretação de águas públicas foram recentemente contestadas por políticos, e outros profissionais contrários ao suposto “tratamento” em massa da população, no senado e câmara, considerado antiético, segundo seus valores, ao tempo em que foram festejadas por organizações médicas e comunidades “científicas”.

"Assim, foram levantadas questões éticas a respeito dessa “medicação” em massa sem prescrição médica. Pessoas com algum grau de autismo são ainda mais prejudicadas pela fluoretação obrigatória, inclusive de alimentos, pois este é depressor do sistema nervoso central."Recomendado: Níveis mais altos de consumo de flúor associado ao TDAH em crianças

Estudos recentes revelão que o flúor diminui a inteligencia

Não há nada benéfico sobre o flúor em termos de saúde humana. É uma farsa total, no qual convenceu muitos países a aceitarem. Infelizmente este resíduo industrial continua a ser adicionado ao abastecimento público de água, em detrimento da "saúde humana". Bem, agora uma revista científica tradicional está admitindo o que temos dito o tempo todo, afirmando o que milhões de Brasileiros já descobriram sobre a natureza sinistra desse suposto produto químico "que impede a cavidade".

De acordo com o jornal, as crianças expostas aos níveis recomendados pelo governo de 0,7 miligramas de flúor por litro de água sofrem drásticas reduções na função cerebral e no QI - e o dano é especialmente grave em meninos jovens . Recomendado: Coquetel de produtos químicos e drogas em nosso abastecimento de água

Não importa como o lobby pró-flúor tente dar a notícia, o flúor lobotomiza quimicamenteas crianças cujas mães são expostas a ele durante a gravidez, sugerindo que é hora de interromper a fluoretação artificial da água de uma vez por todas.

"O flúor atravessa a placenta, e estudos de laboratório mostram que ele se acumula em regiões do cérebro envolvidas no aprendizado e na memória e altera proteínas e neurotransmissores no sistema nervoso central", explica o estudo.

"A maior exposição ao flúor da água potável tem sido associada à crianças menos inteligentes em uma meta-análise de 27 estudos epidemiológicos e em estudos, incluindo biomarcadores de exposição ao flúor."Recomendado: Herbicida mais vendido no Brasil envenena água potável, envenena população

O ESTUDO LIGANDO O FLÚOR AO QI

O estudo analisou 601 Mães canadenses e seus pares de filhos, observando como as concentrações de flúor nas amostras de urina de gestantes durante a gestação correlacionaram-se com anormalidades de saúde em seus filhos.

Entre as idades de três e quatro anos, todas as crianças nascidas das mães avaliadas tiveram seus QIs testados, e os resultados foram comparados com as quantidades de flúor que suas mães consumiram através da ingestão de bebidas durante a gravidez.

O que os pesquisadores descobriram é que, para cada 1 mg / l adicional de flúor na urina de uma mãe, houve uma queda de 4,5 pontos no QI de sua prole masculina. Curiosamente, uma correlação semelhante não foi detectada na prole feminina, sugerindo que o flúor é especialmente tóxico para os meninos e seu desenvolvimento normal.

No entanto, independentemente do sexo dos filhos das mães, descobriu-se que, em geral, para cada aumento de 1 mg / l na ingestão de flúor por uma mãe, houve uma redução correspondente de 3,7 pontos no QI de uma criança - sugerindo que todas as crianças , machos ou fêmeas, são prejudicados pela exposição ao que o governo alega serem níveis “ótimos” de flúor na água potável.

O lobby do flúor

Apenas para ter certeza de que seus resultados foram os mais precisos possíveis, a autora do estudo christine Till e sua equipe explicaram fatores externos, como renda, educação e exposição a outros elementos tóxicos, como chumbo, mercúrio, manganês, ácido perfluorooctanóico (PFOA) e arsênico. E eles ainda determinaram no final que o flúor é, na verdade, um veneno neurotóxico que não deveria ser adicionado à água potável.

Mas o lobby dessas descobertas tem sido rápidos para desacreditar, e ainda declaram que os Brasileiros não precisão se preocupar, e que devem continuar a engolir água fluoretada para “prevenir cáries”.

Obviamente nunca deveria ter sido permitido a fluoretação artificial da água, no qual se parece ter osido  implementada à força. Até mesmo Adolph Hitler usou o produto químico em campos de concentração para manter os prisioneiros dóceis e compatíveis com as demandas. do regime nazista.

Mas com o Brasil sempre ficou de joelhos para os internacionais, sempre faz o que as grandes corporações querem, e fazer perguntas mais tarde, aqui estamos nós, 75 anos depois, ainda fluoretando o suprimento de água e destruindo as mentes de nossas crianças - tudo em nome da “oralidade”. saúde."

Prefeitura de BH cria fábrica de joaninha para controle biológico de pragas

Uma excelente ação da Prefeitura de BH-MG com a criação da biofábrica de joaninhas vai trazer benefícios à cidade através da utilização de menos pesticidas, especialmente nas lavouras de alimentos. Essa inicativa vai também chegar aos municipes através de doações da Prefeitura.
Parabéns pela Ação.


quinta-feira, 31 de outubro de 2019

FOI UM MOMENTO DE DESCUIDO!!!!

Após criança engolir veneno de rato em Campo Grande, especialista alerta para cuidados
Menino de 3 anos teve contato com o veneno enquanto procurava um brinquedo


No último domingo (27), o caso do pequeno Thales Eduardo Almeida Medeiros, 3 anos, que ingeriu veneno para ratos, acendeu um alerta para os pais sobre os cuidados com substâncias tóxicas como venenos e produtos de limpeza, em casa.

De acordo com a mãe, Eliane Maiara Almeida dos Santos, 23 anos, o menino ingeriu raticida por volta das 17h do domingo, quando teria subido em um balde para pegar brinquedos no guarda-roupas e acabou se deparando com o pacotinho do veneno. “Nós vimos o pacote caído e então fui olhar direito na boca dele e vi que tinha resquícios do veneno. Já corremos, demos banho nele e levamos para a UPA do Nova Bahia”, contou a mulher.

Na unidade de saúde os procedimentos, de acordo com Eliane, foram rápidos e assim que o teste de coagulação mostrou o problema, o médico Sandro Benites, coordenador do Civitox (Centro Integrado de Vigilância Toxicológica), foi acionado. “Chamaram o doutor Sandro e rapidamente ele veio, fez uso do carvão ativo para não piorar a situação e então o Thales ficou em observação”, contou.

Assim que confirmado o envenenamento, o menino foi encaminhado para o HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), onde ficou em observação e também recebeu o antídoto a base de vitamina K. Segundo a mãe, unidade hospitalar foram feitos dois testes de coagulação e na terça-feira (29), Thales recebeu alta e foi para casa.  “Ele está bem agora, a vitamina K fez feito rápido, ele está brincando. Na quinta-feira vamos voltar na unidade de saúde para recolher exames novamente”, contou.

Cuidados
O drama vivido por Thales e sua família reacende uma preocupação que acaba ficando no esquecimento, que são os cuidados com o armazenamento das substâncias tóxicas, principalmente quando existem crianças em casa.

Em conversa com o coordenador do Civitox, ele destacou ao Jornal Midiamax a importância das medidas preventivas, principalmente quando se tem crianças pequenas em casa. “Uma criança não tem noção do perigo e dos riscos que as substâncias acontecem, por isso a prevenção precisa ser ativa. Ninguém tem energia suficiente para olhar uma criança 24h por dia. Os relatos dos casos de intoxicação geralmente começam com a frase ‘foi um momento de descuido’, por isso é importante prevenir ativamente”, explicou o toxicologista Sandro Benites.

O especialista relata que para menos de 5% dos casos de intoxicação há o antídoto. “Nesse caso do raticida cumarineco, existe a vitamina K e por sorte quando o médico da unidade de saúde me acionou eu estava próximo ao local. A ação dessa substância é muito rápida, quanto menor a criança, menor o peso, mais rápida a ação do veneno. Vemos muitos casos de crianças que morrem por intoxicação. É muito sério e precisamos tomar todos os cuidados em casa”, informou.

Entre os cuidados principais, Sandro afirma que o mais eficaz ainda é mudar a forma como armazenamos os produtos de limpeza, higiene, remédios e venenos. “Se você entrar na maioria das casas vai ver os produtos na parte mais baixa dos armários, embaixo das pias ou dos tanques, isso é errado. Ainda existem pessoas que usam soda cáustica para fazer sabão, isso aumenta o risco, é uma economia burra porque ela é extremamente corrosiva. Precisamos guardar os produtos em locais longe do alcance das crianças”, afirma.

Já nos casos em que a intoxicação aconteceu, a recomendação é que leve a criança imediatamente para uma unidade de saúde. “Qualquer medida tomada em casa é desnecessária e pode agravar a situação. Provocar o vômito é extremamente perigoso. Quando ocorre a intoxicação a criança precisa ser levada imediatamente para uma unidade de saúde que aciona o Civitox aumentando a chance dessa criança sobreviver”, conclui Sandro.



reproduzido de reportagem publicada no Midiamax.com.br

terça-feira, 29 de outubro de 2019

AS FORMIGAS DESENVOLVERAM A AGRICULTURA HÁ 50 MILHÕES DE ANOS ATRÁS.

Nós humanos nos consideramos pioneiros na atividade agrícola porém, na verdade foram as formigas que lideraram o caminho, milhões de anos antes de nós.   

O homem primitivo começou a produzir alimentos através da agricultura há 10 mil anos atrás, mas não foram os primeiros agricultores do planeta Terra.

Através dos tempos, as pequenas formigas caminharam sob os pés dos fazendeiros humanos, coletando folhas do piso das florestas e levando-as de volta aos seus ninhos onde essas folhas eram lentamente decompostas e produziam um fungo que era uma rica fonte de nutrientes para toda a colonia de formigas.

As formigas não eram notadas ou percebidas, porém elas tem trabalhado na lavoura tão arduamente quanto os agricultores.   
    
A Mestranda Veronica Sinotte que pesquisa no Centro de Evolução Social na Universidade de Copenhagen, explica como as formigas cultivam as suas culturas. As formigas cuidam muito bem de sua plantação de fungos, tal como os fazendeiros: "Elas removem as ervas daninhas  e os fungos que não são adequados com a ajuda de substâncias antimicrobianas que elas liberam na saliva e as usam como uma espécie de pesticida seletivo contra bactérias e parasitas" diz Sinotte.

Além disso algumas formigas possuem alguns truques interessantes: elas produzem o seu proprio antibiotico que permite que elas combatam doenças que possam atacar o fungo e os componentes da colonia.

O sistema de agricultura das formigas precedeu o nosso, no entanto é bastante similar às nossas práticas.

A habilidade de trabalhar em equipes, em conjunto é comum às formigas e aos humanos, disse Soe Pedersen, professor em biologia evolucionária nessa Universidade: "Há muito mais cooperação na natureza do que podemos imaginar. Trabalhar em conjunto para eliminar doença e aprimorar as praticas  agricolas foi muito importante através da evolução. Podemos aprender muito com as formigas".
E Pedersen continua explicando: "A formigas cortadeiras trabalham em cooperação com outros organismos, tais como bactérias e fungos para evitar doenças e pragas na sua lavoura. Nós humanos podemos aprender muito com as formigas. "Já estamos aprendendo a usar formigas para eliminar algumas pragas em nossas lavouras, mas ainda temos muito a aprender das formigas, que tem muito mais experiencia do que nós em lutar contra os seus inimigos.



Fonte: traduzido por Lucia Schuller de artigo
de ScienceNordic por Ira Erikdsen

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Nova doença é descoberta em Sergipe; sintomas são parecidos aos da leishmaniose, mas mais graves


Resistente ao tratamento, já são ao menos 150 casos da doença, com duas mortes. O causador é um parasita ainda sem nome, totalmente diferente da leishmânia


Por Luiza Caires
Editorias: Ciências da Saúde - URL Curta: jornal.usp.br/?p=275663



Microscopia mostra o novo parasita. Ele é semelhante ao gênero Leishmania, mas tem flagelo mais curto, com estrutura não tão alongada – 

Foto: Alynne Karen Mendonça de Santana, pesquisadora da FMRP e coautora do artigo

Pesquisadores brasileiros descobriram uma doença cujos sintomas são semelhantes aos da leishmaniose, porém mais graves, e resistentes ao tratamento. Todos os 150 casos são de Aracaju (SE), com duas mortes. Análises genômicas apontam que o responsável é um parasita de uma nova espécie, ainda sem nome, não pertencente ao gênero Leishmania, que é o protozoário causador da leishmaniose e transmitido por mosquitos flebotomíneos (mosquito-palha). Ainda não se sabe nada sobre o ciclo de vida ou vetor do novo parasita, embora haja probabilidade de que também seja transmitido por algum inseto. O que já se sabe é que ele se assemelha – mas não é igual – à Crithidia fasciculata, que infecta apenas insetos. A nova espécie, porém, é capaz de infectar humanos e camundongos, como mostraram testes em laboratório.

A descoberta é parte de uma história que começou há vários anos, em outro trabalho que investigava pacientes diagnosticados com leishmaniose no hospital da Universidade Federal de Sergipe (UFS), para tentar entender a resistência genética à doença. Amostras de pacientes eram enviadas para análise na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP pelo professor João Santana Silva e sua equipe. Algumas delas não puderam ser analisadas com as ferramentas disponíveis para leishmânia, desafiando os pesquisadores a aprofundarem as investigações. “Cheguei a pensar que  pudesse ter sido cometido algum erro aqui no laboratório, alguma mistura, ou que estivéssemos trabalhando com primers [iniciadores de DNA, um dos recursos usados para fazer sua amplificação] de má qualidade, mas conferimos e refizemos tudo, e não era o caso. Mandamos para outro laboratório especializado no Rio de Janeiro, que também não conseguiu fechar o diagnóstico”, contou ao Jornal da USP.

O professor João Santana, coordenador do Laboratório de Imunoparasitologia da FMRP e pesquisador principal do Cepid CRID. Ele e sua equipe atuavam em outro estudo sobre resistência à leishmaniose quando alguns dados começaram a não bater e gerar questionamentos – Foto: Divulgação FMRP
Ao mesmo tempo, acostumado a lidar com a leishmaniose, com mais de 11 mil pacientes diagnosticados desde 1984, o médico Roque Pacheco de Almeida atendia alguns pacientes que considerava atípicos. Em outubro de 2010, ele recebeu um caso suspeito de leishmaniose visceral, forma mais severa da doença. O homem de 64 anos deu entrada no Hospital Universitário da UFS já em estado grave, o que é incomum. Além disso, os sintomas eram da doença (perda de peso, febre, anemia e aumento do fígado e baço), mas ele não respondeu aos tratamentos convencionais, tendo tido quatro recidivas que resultaram em reinternações. “Na última delas, ele também passou a apresentar lesões cutâneas que são típicas de outra forma da doença, a leishmaniose tegumentar”, lembra Almeida. O paciente acabou morrendo em 2011, em decorrência da doença e de complicações de uma cirurgia para retirada do baço. “Em mais de 30 anos trabalhando com leishmaniose, eu nunca havia visto nenhum caso parecido”, conta o professor da UFS.

 Sandra Maruyama, atualmente pesquisadora da UFScar, foi responsável pelas análises bioinformáticas do trabalho – Foto: Reprodução/Ufscar
Quando finalmente foi feito sequenciamento do genoma do parasita dessa e de outras amostras, além de análises de bioinformática, tudo indicava que os pesquisadores estavam lidando com um novo parasita. De lá para cá foram 150 casos – todos confirmados pelos cientistas – e duas mortes.

As primeiras análises acabam de ser relatadas em artigo na revista científica Emerging Infectious Diseases. Quando o trabalho foi submetido para publicação, há cerca de um ano, ainda não havia certeza se seria uma nova espécie – apenas que não era leishmânia, explica Sandra Maruyama, primeira autora do artigo e atualmente pesquisadora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Com a continuidade da pesquisa, porém, os cientistas têm mais segurança em dizer que se trata de um parasita nunca antes identificado – apesar de ainda restarem muitas perguntas por responder.


O médico e professor da UFS Roque Almeida, que atendeu os primeiros casos identificados – Foto: arquivo pessoal
“Os dados que estão no artigo abriram uma série de questões que, concomitantemente à submissão, fomos estudando. Hoje temos resultados, ainda não publicados, que nos fazem acreditar que seja sim um novo parasita, de uma nova espécie, e que seja sim uma nova doença, facilmente confundida com a leishmaniose”, disse Sandra Maruyama ao Jornal da USP.

De acordo com Roque Almeida, da USF, um novo parasita explicaria o porquê do aumento da letalidade de supostos casos de leishmaniose visceral no Brasil. E é preocupante, pois pode significar “que estamos diagnosticando casos de leishmaniose visceral, e cuidando dos pacientes com os tratamentos para leishmaniose visceral, quando, na verdade, se trata de uma nova doença, mais grave, e para a qual ainda não existe tratamento específico.”

Os cientistas esperam descrever a nova espécie e nomear a nova doença nos próximos meses. Mais estudos precisam ser feitos para determinar o ciclo de vida do parasita, seus hospedeiros e formas de transmissão. Tudo isso para investir tanto no controle da infecção quanto em tratamentos efetivos para ela.

Genômica: a ciência por trás da descoberta
Para chegar a esses resultados, os cientistas primeiro sequenciaram e depois compararam o genoma do parasita das amostras dos pacientes de Sergipe com o genoma que se tem de referência para espécies de leishmânia e de tripanossomatídeos. “Quando tentamos identificar o parasita pelos métodos tradicionais, comparando-o às espécies conhecidas, vimos que ele não se parecia com nenhuma delas”, diz João Santana, que também integra a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (CRID), um Cepid-Fapesp.

“Ao sequenciar o genoma do novo parasita, soubemos que, de fato, não era leishmânia. Começamos a desconfiar que se tratava de uma espécie ainda não descrita pela ciência. Ele se revelou semelhante, mas não igual, a um outro parasita chamado Crithidia fasciculata“, explica Sandra Maruyama.


Crithidia – Foto: Guy Brugerolle / CC
Os gêneros Crithidia e Leishmania pertencem à mesma família, da qual também faz parte o Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas. Até o momento, acredita-se que a Crithidia fasciculata infecte só insetos, não mamíferos. Já a nova espécie investigada por Sandra Maruyama e colegas pode infectar camundongos, além de humanos – como eles comprovaram ao cultivar em laboratório parasitas coletados nos tecidos daquele primeiro paciente. “Expusemos os camundongos aos parasitas isolados do paciente, tanto por via intravenosa quanto cutânea [na pele], e descobrimos que ambos infectavam o fígado dos animais”, conta ela. Os parasitas coletados da pele do paciente também causaram lesões na pele dos camundongos.

Após ter o genoma da nova espécie já sequenciado, foi feita outra análise de bioinformática. Assim foi possível fazer o diagnóstico molecular da infecção dos pacientes por esse parasita. “Isso não seria possível com as ferramentas que existem para diagnóstico molecular de leishmânia. Então tivemos necessidade de desenvolver a metodologia para o novo parasita. Não criamos nenhuma técnica nova, mas elaboramos um procedimento novo”, disse ao Jornal da USP.

“Em posse dos dados genômicos do novo parasita, que são os que estão no artigo publicado, foram feitos mais testes com PCR (Reação em Cadeia da Polimerase, da sigla em inglês)”. A PCR é uma reação enzimática muito aplicada em biologia molecular para amplificar em laboratório fragmentos de DNA. Basicamente, é usada para fazer várias cópias do pedaço de DNA que se está interessado em estudar. Primers, ou iniciadores, são usados dentro da reação enzimática para dar especificidade a uma região genômica. “Realizamos uma análise bioinformática (simulação computacional). Elegemos alguns trechos candidatos que pudessem ser específicos deste novo parasita, desenhamos alguns primers – marcadores moleculares – para regiões genômicas que fossem próprias deste parasita, e que não aparecessem no genoma de leishmânias, e testamos por PCR.”

“Também fizemos triagens com a PCR, usando os primers específicos que desenhamos, em uma gama de outras amostras clínicas que o professor Roque compartilhou conosco. Extraímos o DNA dos isolados clínicos e este DNA serviu como um molde para fazer a reação de PCR com essas regiões específicas da nova espécie”, detalhou a pesquisadora. “Daí conseguimos dizer qual parasita estava naquela amostra coletada do paciente. É o que chamamos de tipagem molecular, isto é, identificar uma espécie por métodos moleculares”.

A cientista, que tem apoio da Fapesp para realizar sua pesquisa, planeja em breve realizar a descrição da nova espécie, para poder finalmente nomear a doença.

Próximos passos
A Crithidia, espécie com que o parasita estudado mais se assemelha, infecta insetos, principalmente culicídeos (como o culex, o pernilongo doméstico) e anofelinos (como o anopheles, o mosquito-prego), que se alimentam de sangue. “Mas quando estes insetos picam o homem ou qualquer mamífero, a Crithidia não consegue sobreviver, pelo que até hoje se mostrou. Então a grande dúvida que o trabalho gera é: quem será que é o vetor desse novo parasita?”, diz Sandra Maruyama. Afinal, a leishmânia tem como vetor uma outra família de insetos, que são os flebotomíneos (como o mosquito-palha), muito diferentes dos insetos que a Crithidia parasita. “O primeiro indício que este parasita consegue sobreviver no homem é que conseguimos isolá-lo de pacientes, e o segundo é que ele infecta camundongos, como mostramos experimentalmente, nos órgãos – baço e fígado-, e na pele, como aconteceu com os pacientes – apesar dos sintomas em camundongos não se manifestarem como em humanos.”

Perguntada se é possível que ele estivesse circulando entre outros animais e aquele tenha sido o primeiro caso detectado de infecção humana, a pesquisadora diz que sim. “Nós temos que investigar isso agora, fazer parcerias com grupos que tenham amostras de reservatórios silvestres, como algumas espécies de cães silvestres e de raposas. Temos esse método de diagnóstico molecular para identificar o novo parasita, diferenciando de leishmânia. O que precisamos agora é coletar amostras, ou trabalhar com grupos que tenham já estas amostras de sangue, como existem vários no Brasil” diz, ressaltando que é necessário fazer um rastreamento e começar a investigar até onde se estende a presença deste parasita. “A princípio detectamos o parasita nestas amostras de Sergipe, mas não sabemos o quanto isso está distribuído. E, ao mesmo tempo, temos que fazer parcerias com grupos que estudem insetos vetores de doenças, principalmente da leishmânia, e estes insetos hematófagos que a Crithidia parasita, já que ele é tão parecido com ela.”

Outra maneira de fazer isso, acrescenta, é experimentalmente, que é um dos planos do seu grupo para o ano que vem: “testar se os insetos de laboratório podem ser infectados por este parasita e têm a capacidade transmiti-lo, ao se alimentar de seu sangue, para um hospedeiro vertebrado, e este mamífero desenvolver a doença”. Trata-se de algo bem complexo, mas para o que existem técnicas experimentais. Além disso, é necessário que o procedimento seja feito em laboratórios com certificações específicas de biossegurança. “Nós não temos, então precisamos de colaboração com centros que já estejam autorizados, como um departamento do NIH [National Institutes of Health, nos EUA] , para onde pretendemos enviar uma pesquisadora no ano que vem”, planeja a cientista.

“Quanto aos pacientes, temos testado estas dezenas de amostras que recebemos em Sergipe, mas o ideal seria analisar muito mais casos que sejam inconclusivos. Precisamos de números para descartar totalmente que se trate de coinfecções (infecções por mais de um parasita ao mesmo tempo), e também receber amostras de várias outras regiões, até para não ter viés nas análises”, explica, deixando claro o rigor científico com que deve ser tratada uma nova descoberta. “Por ora, além de refinar a análise genômica desta espécie, estamos tentando infectar in vitro das células destas amostras positivas, o que será mais uma prova que o parasita realmente tem uma fase de vida no hospedeiro vertebrado e que pode vir a causar uma doença no homem.”

O artigo Non-Leishmania parasite in fatal visceral leishmaniasis–like disease pode ser acessado neste link.

Mais informações: e-mail srmaruyama@gmail.com, com a professora Sandra Maruyama ou jsdsilva@fmrp.usp.br, com o professor João Santana; informações para a imprensa: petermoon@yahoo.com, Agência Brasileira de Divulgação Científica

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Brasil enfrenta novo surto de dengue dessa vez o tipo 2 é o responsável


Na última década, predominou o vírus tipo um, mas agora, o vírus dengue dois está em evidência e as pessoas ainda não desenvolveram resistência a ele


Por Carolina Fioratti em 30.09.19
Editorias: Atualidades, Rádio USP - URL Curta: jornal.usp.br/


O Brasil enfrenta uma nova epidemia de dengue. A doença, que estava em baixa há dois anos, apresentou crescimento de 600%, em comparação ao mesmo período de 2018, e tem como principal causador o vírus de tipo dois. Expedito José de Albuquerque Luna, professor do Instituto de Medicina Tropical (IMT) da USP, explica que o surto de dengue é algo esperado, pois desde sua introdução no Brasil há 30 anos atrás, a incidência é variante.

A dengue tem como agentes etiológicos quatro vírus, os quais desencadeiam a mesma doença clínica, no entanto, a imunidade conferida pela doença é específica para cada tipo. 

A dengue tem como agentes etiológicos quatro vírus, os quais desencadeiam a mesma doença clínica, no entanto, a imunidade conferida pela doença é específica para cada tipo. Na última década, predominou o tipo um, mas agora, o vírus dengue dois está em evidência e as pessoas ainda não desenvolveram resistência a ele.



Ainda não há vacina com alta eficácia para dengue, existe apenas um produto no mercado, mas que possui limitações em seu uso. O Aedes aegypti, causador da dengue, pode transmitir, também, zika, chikungunya e, potencialmente, febre amarela. Logo, o controle do vetor torna-se imprescindível. Todavia, isso é algo difícil de ser feito pois é um inseto urbano que acompanha o ser humano e já está adaptado ao meio.


A campanha de combate ao Aedes aegypti costuma ser lançada em novembro, porém, para que tivesse seu início antes do período de chuvas foi adiantada em 2019 para setembro. Ela incentiva que cada pessoa tome dez minutos de sua semana para verificar se há focos de água parada em suas casas. A população deve reportar focos do mosquito à prefeitura do município em que vive, para que assim sejam tomadas as devidas providências. Em São Paulo, basta discar 156.

Fonte: Jornal da USP

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Número de casos de doenças transmitidas por mosquitos cresce no Brasil



Últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde, no dia 11 de setembro, revelaram aumento de 600% na incidência de casos de dengue no país, entre 30 de dezembro de 2018 a 24 de agosto de 2019, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Foram 1.439.471 notificações este ano, média de 6.074 por dia. Minas Gerais é o estado com maior número, totalizando 471.165 ocorrências.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, de 1º de janeiro a 17 de setembro, comparando 2018 com 2019, o número de casos de chikungunya cresceu de 35.538 para 80.403 (alta de 126%); e os registros de dengue foram de 13.185 para 31.253 (aumento de 137%). Só a zika diminuiu, de 2.263 ocorrências para 1.518 (queda de 33%). Para Flávio Codeço, da FGV, a expectativa é de epidemias de dengue e chikungunya no próximo verão. Evitar água parada, limpar o entorno do domicílio e uso de repelente são medidas de prevenção.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Filme da Fiocruz é selecionado para o ‘Science Film Festival 2019’


Por: Lucas Rocha (IOC/Fiocruz)
O filme Conhecendo os mosquitos Aedes, transmissores de arbovírus, produzido pelo Serviço de Produção e Tratamento de Imagem do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), foi selecionado para exibição no Science Film Festival 2019, um dos maiores festivais de filmes científicos do mundo. Na edição de 2018, por exemplo, foram alcançados mais de 1,2 milhão de espectadores em 19 países. O filme será apresentado na África do Sul, Quênia, Burkina Faso, Ruanda e Namíbia durante o festival, que acontece entre os dias 7 de outubro e 23 de dezembro. Nesta edição, serão exibidos 83 filmes de 23 países. As exibições são gratuitas e acontecem em locais como museus, escolas, universidades e outros espaços educacionais dos países participantes.
A produção aborda características e curiosidades sobre os mosquitos Aedes aegyptiAedes albopictus e Aedes polynesiensis, transmissores dos vírus dengue, zika e chikungunya ao redor do mundo. Dirigido por Genilton José Vieira, que atua no Serviço de Produção e Tratamento de Imagem do IOC/Fiocruz, o filme foi lançado em DVD em 2018. O conteúdo une qualidade cinematográfica a um conjunto de informações científicas relevantes, fruto de extensa pesquisa bibliográfica e da colaboração de especialistas da Fiocruz e de outras instituições de pesquisa. A obra retrata aspectos inéditos e apresenta características morfológicas internas e externas dos vetores. 
O filme está disponível para acesso online e gratuito. Para solicitar o DVD, entre em contato com o Serviço de Produção e Tratamento de Imagem do IOC/Fiocruz pelo e-mail: imagem@ioc.fiocruz.br.
Premiação
A cada ano, o Science Film Festival reúne um júri internacional para selecionar seis vencedores entre os filmes que fizeram parte da mostra. O júri é composto por especialistas internacionais nas áreas de comunicação científica, educação científica, transmissão factual, mídia infantil e cientistas. A lista dos premiados será divulgada após o término do festival.
Science Film Festival acontece anualmente na Ásia, África e Oriente Médio. O festival promove a alfabetização científica, facilitando a conscientização de questões científicas, tecnológicas e ambientais contemporâneas, por meio da exibição de filmes científicos internacionais de destaque acompanhada de atividades educacionais.

A BRASILEIRA QUE CRIOU O MOSQUITO TRANSGÊNICO

A brasileira que criou o mosquito transgênico para combater a dengue

A Professora Doutora Margareth Capurro. Reprodução: Pablo Saborido/CLAUDIA. Créditos: https://claudia.abril.com.br/indicacoes/margareth-capurro/
A Professora Doutora Margareth Capurro é graduada em Ciências Biológicas pela Universidade de Santo Amaro (UNISA), Mestre e Doutora em Bioquímica pela Universidade de São Paulo (USP), e tem Pós-doutorado pela Universidade da Califórnia em Irvine (UCI). 
Há quase 20 anos, a Dra. Margareth Capurro lidera o Laboratório de Mosquitos Geneticamente Modificados no Instituto de Ciências Biomédicas na USP. Recentemente, o projeto de pesquisa da bióloga, que utiliza alteração genética de mosquitos para controle de doenças, foi vencedor do prêmio da revista Claudia na categoria Ciências, que busca homenagear e incentivar mulheres cientistas no país. 
A linha de pesquisa da Dra. Capurro tem como principal objetivo combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, febre amarela, zika e chikungunya, muito comuns em países situados em regiões tropicais, como o Brasil. A dengue é considerada a doença viral mais importante transmitida por artrópodes, mais especificamente pelo mosquito Aedes, e, assim como as outras doenças citadas anteriormente, se tornou emergente também em países situados em regiões não tropicais. 

O mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre amarela, zika e chikungunya. Créditos: https://fotospublicas.com/hoje-no-rio-fiocruz-inicia-liberacao-aedes-aegypti-bem/
Vacinas contra a dengue estão em fase de testes e desenvolvimento, mas existem outras formas de enfrentar a transmissão desta e de outras doenças virais causadas pelo Aedes aegypti. Diferentes estratégias têm sido utilizadas em laboratórios para modificar o mosquito macho, que não pica e não transmite doenças. Uma delas é feita por meio de irradiação de raios X ou raios gama, que torna o macho estéril. Outra estratégia inclui modificações genéticas, em que são criados mosquitos com um gene letal e ao se reproduzirem com fêmeas selvagens não deixam descendentes. Assim, esses mosquitos transgênicos criados em laboratório, quando liberados no ambiente de forma controlada, contribuem para a redução da sua população e, consequentemente, da diminuição de doenças espalhadas por eles. 
O estudo denominado Projeto Aedes Transgênico (PAT), realizado em parceria com a Biofábrica Moscamed Brasil, utilizou esses mosquitos com gene letal e foi testado em áreas localizadas nas cidades de Juazeiro e Jacobina, na Bahia, onde houve redução de aproximadamente 90% da população de Aedes aegypti nos locais. O projeto coordenado pela pesquisadora foi pioneiro no Brasil e os resultados foram mais significativos do que aqueles obtidos em uma pesquisa realizada anteriormente, por outro grupo, nas Ilhas Cayman, em 2009 e 2010, em que houve a liberação de mosquitos transgênicos em campo aberto, com redução de 80% da população selvagem de Aedes.
A bióloga Margareth Capurro em seu laboratório na Universidade de São Paulo. Reprodução: Letícia Moreira/ ÉPOCA. Créditos: https://epoca.globo.com/vida/noticia/2015/12/e-impossivel-acabar-com-o-aedes-aegypti-diz-criadora-de-mosquito-transgenico.html
Com o surgimento de novas doenças causadas por vírus até então não patogênicos aos seres humanos, como o caso do vírus Mayaro, atualmente endêmico na Amazônia e Centro-Oeste do Brasil, e transmitidas por mosquitos, novos projetos de liberação de mosquitos transgênicos em regiões específicas, a exemplo do projeto PAT coordenado pela Doutora Capurro, têm grande potencial para combatê-los. Vale ressaltar que, de forma conjunta com a educação e conscientização da população e o desenvolvimento de vacinas, outras estratégias de modificação genética e criação de mosquitos machos estéreis também pesquisados pela equipe da bióloga terão impacto ainda mais significante na redução da população de mosquitos e da transmissão de doenças. 





A ‘FAKE NEWS’ DO ‘SUPERMOSQUITO’ TRANSGÊNICO QUE ESTÁ GERANDO PÂNICO NO BRASIL


Estudo equivocado e especulativo sobre genética de população de Aedes após teste de campo de tecnologia de supressão na Bahia deflagra onda de notícias falsas e desinformação

Cesar Baima

21/09/2019 - 08:35 / Atualizado em 23/09/2019 - 12:23
Revista Epoca.Globo.com



Esqueçam tubarões, cobras, jacarés, leões, tigres, aranhas, escorpiões e que tais. O animal que mais mata seres humanos no mundo é o mosquito. Só de malária , transmitida por insetos do gênero Anopheles, são cerca de meio milhão de vítimas por ano. Isso sem contar a (infelizmente) velha conhecida dengue , agora acompanhada das “primas” zika e chicungunha , que tanto atacam os brasileiros, transmitidas pelos mosquitos do gênero Aedes, e a ressurgente febre amarela e a novata mayaro , que têm nos “selvagens” Haemagogus e Sabethes seus principais vetores, entre outras.

Diante disso, controlar as populações destes mosquitos é uma importante estratégia de prevenção. Mas além de combater seus criadouros, como as poças de água parada em pneus velhos, garrafas, vasos etc, durante décadas a única opção para isso eram os inseticidas químicos, como o DDT. Nos últimos anos, porém, os avanços da ciência em campos como a engenharia genética trouxeram outras alternativas .

É o caso, por exemplo, de um mosquito transgênico criado pela empresa britânica Oxitec . Designada OX513A , esta versão do infame Aedes aegypti traz em seu DNA um “cavalo de Troia” genético: uma disfunção metabólica que faz com que estes machos, ao cruzarem com as fêmeas selvagens, transmitam o defeito para a prole, que morre ainda na fase de larva. Como resultado, a população de mosquitos cai drasticamente.

Objeto de testes de campo nos quais milhões destes mosquitos machos foram liberados nas cidades baianas de Jacobina e Juazeiro , e posteriormente de iniciativas pontuais de controle nos municípios de Piracicaba e Indaiatuba, em São Paulo, e Juiz de Fora (MG), a estratégia mostrou seu valor, alcançando uma supressão, isto é, redução da população do Aedes que passou de 95% em alguns casos.

Sucesso e estratégia que agora estão em risco com a recente publicação de um estudo na revista Scientific Reports , periódico científico de acesso aberto do prestigiado grupo Nature. Encabeçado por Jeffrey R. Powell, geneticista da Universidade de Yale, nos EUA, o artigo – agora em processo de retratação, ou seja, de retirada dos anais da ciência, e reedição para eventual, ou não, republicação – afirmava ter encontrado sinais de hibridização dos mosquitos transgênicos da Oxitec com a população selvagem original de Jacobina após os testes de campo.

Até aí, tudo bem. Experimentos em laboratório prévios aos testes de campo já indicavam que o “cavalo de Troia” genético do OX513A não era 100% eficaz, com cerca de 2% a 4% dos mosquitos produzindo proles viáveis, embora frágeis e potencialmente estéreis. Assim, era de se esperar que ocorresse algum nível de hibridização das duas populações, sendo que a linhagem do experimento na Bahia – uma mistura de Aedes provenientes de México e Cuba, radicalmente diferentes dos originais baianos – foi escolhida, entre outras razões, justamente para permitir identificar até onde esta mistura iria em condições reais de aplicação da estratégia.

Mas a partir daí o estudo é uma sequência de erros e especulações que respectivamente não identificados e mal interpretadas deflagraram uma onda de notícias falsas e desinformação nas redes sociais que está gerando pânico entre alguns brasileiros, com afirmações de que os testes de campo produziram um “ supermosquito ” transgênico resistente a inseticidas e capaz de transmitir mais facilmente as doenças do Aedes.

A primeira falha do estudo está em afirmar em seu texto ter detectado uma crescente hibridização das duas populações, quando os dados da própria pesquisa, objeto de gráfico no mesmo, indicam na verdade um progressivo desaparecimento da população híbrida a partir do fim da liberação dos mosquitos transgênicos.

Mas mais graves são as especulações constantes tanto do abstract (resumo) quanto da discussão dos resultados do estudo que tal hibridização pode ter gerado uma população mais “robusta” de Aedes em Jacobina, quando, na verdade, os híbridos se mostram extremamente frágeis, como fica claro pelo seu progressivo desaparecimento que não foi acertadamente reconhecido na discussão de seus resultados.

A tais erros e especulações finalmente se juntou a má interpretação do estudo que gerou a onda de ‘fake news’ em torno dele. Sim, juntar as palavras “supermosquito” e “transgênico” gera manchetes que rendem cliques e compartilhamentos (como eu espero que seja o caso desta coluna), mas também pânico infundado (o que eu espero que esta coluna ajude a combater).

A verdade é que o estudo em momento algum identificou a transferência da transgenia dos OX513A para a população selvagem de mosquitos de Jacobina, e tampouco avaliou a resistência dos mosquitos híbridos a inseticidas, mencionando inclusive que a linhagem transgênica é especialmente suscetível a eles. Também em momento algum a pesquisa avaliou se os híbridos são mais ou menos capazes de transmitir doenças, novamente mencionando que experimentos com a linhagem transgênica não identificou qualquer diferença neste sentido entre ela e as populações selvagens de Aedes.

Coautora do estudo na Scientific Reports e uma das responsáveis pelo desenvolvimento da linhagem do mosquito transgênico usada nos testes de campo na Bahia, Margareth Capurro, professora do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da USP, lamenta só ter visto os erros da pesquisa após a publicação do artigo, cuja redação estava a cargo de Powell.

- Só notei depois que o estudo saiu publicado e reconheço os erros – disse em entrevista à coluna. - Falar que a hibridização teria deixado a população de Aedes mais robusta foi uma forçação de barra que gerou pânico e polêmica desnecessários. Muito pelo contrário, os híbridos são fracos, e não fortes, tanto que desaparecem. Por isso apoio a retratação e reedição do artigo.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

RATOS BÊBADOS: Nova York pretende resolver o problema de ratos na cidade afogando-os em alcool.!!!!

A cidade de N York está ficando cada vez mais criativa na busca de soluções contra a infestação de ratos na cidade.

Esse problema que causou um gasto de 32 milhoes de dolares no ano de 2017 só na compra de lixeiras a prova de ratos pode ser solucionado ou diminuido com uma invenção chamada de Ekomille, uma armadilha sui generis.








A idéia é atrair os ratos para as armadilhas com alimento e uma vez lá, eles caem num 

reservatório cheio de àlcool, onde se afogam de imediato. 

Um filme da década de 60 chamado de Ratopolis mostra a captura de ratos em baldes 

cheios de cerveja com rolhas na superficie. Faz sentido, é mais uma tentativa.


Houve um periodo experimental no Brooklin em que capturaram 107 ratos no periodo de um mês dessa maneira.

A armadilha rearma e continua capturando ratos até a sua capacidade total de 80 ratos.

O tempo dirá.


(Texto adaptado de informações na imprensa internacional)



segunda-feira, 2 de setembro de 2019

O grafeno, material de infinitas utilidades, também é um poderoso repelente de mosquitos.

Estudos mostram que os insetos mudaram seu comportamento em torno do material

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Brown descobriu que roupas feitas com grafeno não são somente uma barreira física eficaz contra as picadas dos mosquitos, mas também mudam seu comportamento. O estudo publicado nesta semana na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” revelou que o grafeno bloqueia os sinais químicos que atraem os mosquitos para outros seres vivos.

Com o grafeno, os mosquitos nem pousavam na pele exposta – simplesmente pareciam não se importar”, disse Cíntia Castilho, brasileira estudante de doutorado que é a autora principal da pesquisa. “Tínhamos presumido que o grafeno seria uma barreira física à mordida pela resistência à perfuração, mas, quando vimos esses experimentos, começamos a pensar que poderia ser também uma barreira química que impedia os mosquitos de sentir que havia de fato alguém lá”. No estudo, os pesquisadores cobriram os braços de alguns participantes com filmes de óxidos de grafeno cobertos com gaze e de outros apenas com gaze. Aqueles cobertos com grafeno não receberam uma única mordida.

No entanto, o óxido quando molhado se torna muito menos eficaz – exatamente no ambiente preferido pelos mosquitos, que costumam prosperar com a umidade. Os cientistas descobriram que os mosquitos eram capazes de perfurar os filmes de óxido de grafeno ao toque da água. Ainda assim, uma descoberta mais animadora mostra que o grafeno com baixo teor de oxigênio (rGO) funciona como barreira às mordidas em condições secas e úmidas. A desvantagem do rGO é que ele não é respirável, portanto, é improvável que seja usado em roupas especiais.

Os cientistas ainda esperam encontrar uma maneira de estabilizar o grafeno para que ele permaneça forte quando molhado. “Este próximo passo nos daria todos os benefícios da respirabilidade e da proteção contra mordidas”, disse Robert Hurt, professor de Brown. Após os resultados positivos, fabricantes de equipamentos externos e eletrônicos já estão adicionando o grafeno a jaquetas, baterias, sapatos e muito mais.

fonte: Olhar Digital e Revista Planeta


Idoso perde os dedos da mão após picada de aranha 'mega' venenosa Morador de Bertioga (SP) estava limpando o deck da piscina quando foi picado por uma aranha-marrom. Ele recebeu alta hospitalar após mais de um mês internado.


 Por Liliane Souza 01/09/2019 06h51 · G1

Idoso perde os dedos da mão após picada de aranha 'mega' venenosa  Um zelador de 60 anos teve os dedos da mão esquerda amputados após ser picado por uma aranha enquanto limpava o deck da piscina de casa, em Bertioga, no litoral de São Paulo. 

A suspeita é que ele tenha sido picado por uma aranha-marrom (Loxosceles) – uma das mais perigosas do país, conhecida pela picada necrosante. Em entrevista ao G1 neste domingo (1º), a estudante Larissa Santana dos Santos, de 20 anos, filha do idoso, conta que o pai, que prefere não se identificar, foi levado ao hospital da cidade após apresentar febre, dor e inchaço na mão, mas os médicos suspeitaram que ele estivesse com íngua ou celulite infecciosa e ele foi liberado após tomar uma medicação. 

A picada ocorreu no dia 10 de julho na casa da família, no bairro Vista Linda, mas ele não notou na hora. Depois, ele lembrou ter visto uma aranha pequena enquanto fazia limpeza na casa. Ao retornar ao Hospital de Bertioga no dia 14 de julho, os médicos viram que o problema era grave e ele foi internado. Na ocasião, ele já estava com os dedos necrosados. Dois dias depois, ele foi transferido para o Hospital Santo Amaro, em Guarujá, e foi submetido a uma cirurgia para amputar os cinco dedos da mão esquerda. O idoso chegou a ficar internado durante oito dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e recebeu alta na última sexta-feira (30), após passar por tratamento com antibiótico, segundo o hospital. "Agora ele está bem, graças a Deus. Mas vai ter que continuar fazendo todo o procedimento de limpeza e curativos em casa. Uma enfermeira vai fazer isso. Com o tempo iremos ver como vai reagindo porque o braço dele está aberto, por isso o curativo", diz a filha do zelador. 

Em 2017, foram registrados 7.992 casos de acidentes com aranhas-marrons em todo o país, segundo o levantamento mais recente disponibilizado pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. De acordo com o biólogo Fabio Lopes, a aranha-marrom é endêmica no sul do Brasil – não à toa, o maior número de acidentes foi registrado nessa região. Dos 7.992 casos, 6.643 foram no sul; 789 no sudeste; 283 no nordeste; 158 no centro-oeste; e 119 no norte do país. 

Fabio explica que a espécie não é agressiva, mas tende a picar quando é comprimida contra o corpo ou quando se sente ameaçada. Ela pode medir de 0,6mm a 2cm e costuma se esconder em garagens, porões, caixas, atrás ou embaixo de móveis e em outros locais com pouca iluminação. Ele alerta que, ao entrar em locais fechados há muito tempo, é preciso abrir as janelas para desinfestar o ambiente. Em 2017, foram registrados 7.992 casos de acidentes com aranhas-marrons em todo o país 

Para prevenir acidentes, é importante manter jardins e quintais limpos (na hora de limpar, utilizar botas e luvas); evitar o acúmulo de folhas secas e lixo doméstico nas proximidades das casas; sacudir roupas e sapatos antes de usá-los; vedar frestas e buracos em paredes; colocar telas nas janelas; combater a proliferação de insetos, pois as aranhas se alimentam deles; e afastar camas e berços de paredes. Segundo ele, tudo indica que o idoso tenha sido picado pela aranha-marrom, pois nenhuma outra aranha tem esse tipo de toxina capaz de quebrar as estruturas do sangue e das proteínas (músculos). "A quantidade de toxinas que a pessoa recebe e a demora na busca por atendimento médico interferem na gravidade da lesão", destaca. Ele explica que as serpentes têm toxinas mais poderosas que as aranhas, mas é difícil não notar a picada desses animais – ao contrário do que ocorre com aracnídeos, principalmente a aranha-marrom, que é pequena e possui uma picada pouco dolorosa. O pesquisador afirma que a aranha-marrom tem a toxina mais perigosa entre as espécies de principal importância médica no país, e é responsável por causar os acidentes mais graves. Para saber se uma aranha é perigosa ou não, uma dica é verificar o tipo de teia que ela produz. "Em geral, aranha que faz teia geométrica, bem feita, não tem importância médica. As aranhas que saem debaixo de entulho, de buracos ou que têm teias que parecem novelos de lã enrolados são mais perigosas. Se ela tem um veneno importante ela não precisa ter o sacrifício metabólico de produzir a teia", diz Fabio Lopes. O que fazer em caso de acidente: Lavar o local da picada; · Usar compressas mornas, pois ajudam no alívio da dor; · Elevar o local da mordida; · Procurar o serviço médico mais próximo; · Quando possível, levar o animal para identificação. 



terça-feira, 27 de agosto de 2019

Mosquitos são insetos aquáticos




O Brasil enfrenta hoje uma série de epidemias: morais, institucionais e biológicas. Já vimos há alguns anos lutando contra a dengue que vitimou desde 2001 milhares de pessoas em todo o Brasil. Em 2014 surge a chikungunya e o vírus zica em 2015 para complicar o cenário.

Interessante que continuamos lidando contra o mesmo inimigo, o mosquito. Inseto estudado mundialmente e que tem a capacidade de instalar epidemias ao redor do globo, a maioria delas concentradas em países com altas populações de baixa renda, baixa educação e clima tropical altamente favorável.

No Brasil as campanhas se sucedem, ano após ano na busca de uma maior conscientização da população quanto aos riscos representados por esse pequeno inseto à saúde pública.

O incrível de tudo é que, apesar de tanto investimento vindo de tantas fontes, essa tal de conscientização ainda não atingiu o seu objetivo que é mudar realmente o comportamento do brasileiro em relação à eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti. É realmente difícil de entender que estejamos ainda tão fora da realidade da saúde pública neste aspecto.

Agora um novo perigo se avizinha: a febre amarela. Um vírus bem mais potente e mortal, que mata rapidamente animais e humanos. Há que distinguir a febre amarela urbana da febre amarela silvestre. Não estamos enfrentando uma epidemia de febre amarela urbana. Esta foi extinta no tempo de Oswaldo Cruz, porém vivemos uma situação complicada em que a floresta é nossa vizinha e lá vivem o Haemagogus e Sabethes, ambos mosquitos vetores do vírus da febre amarela. Esses insetos vivem no meio da floresta e nas suas franjas e em ambientes cada vez menores graças ao desmatamento sem limites. Segundo o Instituto SOS Mata Atlantica o período 2015/16 registrou um crescimento de 60% no desmatamento que corresponde a perda de 29 hectares de Mata Atlantica. Essa perda tem consequências graves com maior concentração dos vetores que favorece a transmissão do vírus dentre outros aspectos importantes.

E é aí que mora o perigo. Por enquanto o nosso inimigo o mosquito Aedes aegypti ainda não circula pelas áreas urbanas abrigando o vírus da febre amarela, mas isso pode mudar de uma hora para a outra. Se nós descuidarmos deste mosquito ele poderá estar suficientemente abundante e repleto de vírus para começar o ciclo da febre amarela urbano. E aí o bicho pega, como se diz na gíria popular. Se isso acontecer pode ser um desastre para as populações urbanas.

O que fazer então, como  barrar essa doença tão mortal? Certamente que não é matando macacos. Eles são os nossos sentinelas, eles nos avisam da presença do vírus e precisamos ficar de olho nesses (os macacos) o tempo todo. A Vigilância Epidemiológica com certeza está fazendo esse papel.

Agora, o Aedes aegypti continua por aí, leve e solto, levando as outras mazelas para a população, que está mais do que informada a respeito mas parece não entender direito.

Os mosquitos são insetos aquáticos. Estamos acostumados a ver os mosquitos na televisão caricaturados com asinhas, longos bicos, pronto a nos alfinetar e isso coloca no consciente coletivo uma ideia de que uma latinha de aerossol, ou várias, vão resolver o problema com esses bichos infernais matando os bichinhos que ficam voando no ambiente e isso é uma meia verdade.

Ora, se estamos lidando com um animal aquático por que usar um inseticida na forma espalhada? Vamos ao ponto, vamos ao nascedouro, onde eles se criam e matamos três coelhos com uma cajadada só: o ovo, a larva e a pupa. Se atacarmos essas três formas o mosquito nunca será adulto e nunca virá nos picar e transmitir os seus flagelos.

Precisamos nos conscientizar de uma vez por todas desse nosso importante papel no controle desta praga. Confiamos demais no uso de inseticidas aspergidos, no entanto eles matam aqueles que estão com asinhas, tem uma ação limitada.  Mas e os milhares que estão se desenvolvendo já devidamente colocados em locais estratégicos, um a um, ovo por ovo, para garantir a sobrevivência desta espécie de inseto.

É uma luta insana mas nós podemos vencer através da educação focada no objetivo primários que é a eliminação das formas aquáticas de vida deste inseto através das várias técnicas existentes, em particular a observação, o cuidado e a vigilância do ambiente. Precisamos agir, pois caso contrário seremos presas fáceis.

Lucia Schuller
Bi[ologa e Mestre em Saúde Pública

Tabela: Semelhanças e diferenças entre as espécies de mosquitos que transmitem a febre amarela

Haemagogus
Sabethes
Aedes aegypti
Resistencia dos ovos
Ficam viáveis para eclosão por cerca de quatro meses em ambientes secos
Precisam entrar em contato com a água logo após a postura. Não resistem em
ambientes sem água

Ficam viáveis para eclosão por cerca de um ano em ambientes secos

Aparência

Haemagogus leucocelaenus:
castanho-escuro preto, sem listras brancas nas patas;
Haemagogus janthinomys:corpo brilhoso e colorido

Colorido metalizado, com tons violeta, roxo, azul e verde (dependendo da espécie)

Preto com listras brancas no tórax e nas patas

Hábitos
Hábito
Diurno, com maior atividade para picadas entre meio-dia e o pôr do sol

Diurno, com maior atividade para picadas entre meio-dia e o pôr do sol

Diurno, com maior atividade para picadas no começo da manhã e no final da tarde, mas também pode picar à noite

Distância do voo
A espécie Hg. Leococelaenus pode voar por cerca de 6 km
Distância de voo
Não é conhecida

Voa usualmente num raio de 40 a 50 metros. Pode atingir até 600 metros, caso precise

Alvo preferencial
Macacos mas pode picar humanos

Macacos mas pode picar humanos
Humanos

Transmissão do vírus da febre amarela
Somente a fêmea transmite. Responsável pela transmissão
no ciclo silvestre

Somente a fêmea transmite.Responsável pela transmissão
no ciclo silvestre

Somente a fêmea transmite.Responsável pela transmissão
no ciclo urbano.

Criadouros e oviposição
Deposita os ovos na parede interna de ocos das árvores e bambus, próximo à lâmina d’água

Coloca os ovos diretamente sobre a superfície da água
acumulada em ocos as árvores e bambus

Deposita os ovos na parede interna do criadouro, próximo à lâmina d’água. Tem
preferência por ambientes artificiais, comuns no ambiente
urbano: pneus, caixa d’água,bandeja de ar condicionado,vaso de planta, ralos, dentre
outros

Resistencia dos ovos
Ficam viáveis para eclosão por cerca de quatro meses em ambientes secos
Precisam entrar em contato com a água logo após a postura. Não resistem em ambientes sem água

Ficam viáveis para eclosão por cerca de um ano em ambientes secos


7 a 10 dias Cerca de um mês 7 a 10 dias

na fase adulta) Cerca de 30 dias Ultrapassa meses após
atingir a idade adulta
Cerca de 30 dias