LUCIA SCHULLER, bióloga assina este blog sobre pragas urbanas. Schuller é Mestre em Saúde Pública e especialista em Entomologia (estudo dos insetos) urbana Neste blog podem ser encontrados os mais diversos assuntos sobre o tema, incluindo algumas publicações externas também.
quarta-feira, 25 de abril de 2018
segunda-feira, 23 de abril de 2018
segunda-feira, 9 de abril de 2018
Febre amarela tem 32 novos casos em uma semana em SP
A Secretaria Estadual de Saúde divulgou nesta sexta-feira (6) os números atualizados da febre amarela em São Paulo. Desde o ano passado, 433 pessoas foram infectadas pelo vírus da doença, 163 morreram.
Os dados mostram que, apesar das campanhas de vacinação, o número de casos continua crescendo. Em uma semana, 32 pessoas contraíram febre amarela. No boletim divulgado no dia 30 de março, eram 401 casos confirmados.
O número de pessoas vacinadas, no entanto, não aumentou. Tanto o boletim do dia 30 quanto o boletim desta semana indicam cerca de 7,3 milhões de pessoas imunizadas desde o início do ano. Durante todo o ano de 2017 foram vacinadas 7,4 milhões de pessoas.
Atualmente, existe indicação de vacina em 575 dos 645 municípios paulistas.
O município com o maior número de casos confirmados de febre amarela no estado é Mairiporã, com 157 pessoas infectadas e 42 mortes. Isso corresponde a 36,2% das infecções.
Em segundo lugar está Atibaia, que responde por 12,4% dos casos confirmados. São 54 pessoas infectadas e 18 mortes. Juntas, as duas cidades concentram quase 50% dos casos.
Em seguida estão Nazaré Paulista com 23 casos e 10 mortes e Guarulhos com 15 casos e 5 mortes. A capital é a quinta cidade com o maior número de casos confirmados: 11, até o momento, 7 paulistanos morreram.
Campanha de vacinação contra a febre amarela
Embora a campanha de vacinação fracionada contra a febre amarela tenha terminado no estado, os municípios que ainda não vacinaram toda a população continuam oferecendo as doses para os moradores que querem se proteger contra o vírus.
Na capital, a campanha segue até o dia 30 de maio. Quem quiser se vacinar deve ir até uma unidade de saúde, apresentar um documento de identificação com foto e, se possível, carteira de vacinação e cartão SUS.
Fonte: http://www.jornalnanet.com.br
Casos de febre amarela chegam a 197 em tres meses no Rio de Janeiro
Só em março, os números subiram mais de 90%; já são 72 mortes causadas pela doença no Estado
Casos de febre amarela chegam a 197 em três meses
Apesar das campanhas de vacinação iniciadas no meio do ano passado e intensificadas a partir de janeiro, os casos de febre amarela no Estado não param de crescer. De janeiro até o começo de abril deste ano, os casos passaram de cinco para 197. Somente no mês de março, os casos aumentaram em 91%. Até o momento, 72 duas pessoas morreram no Rio por conta da doença.
Para o infectologista, professor da Faculdade de Medicina da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e pesquisador da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Rivaldo Venâncio, os números são consequência de fatores como baixa cobertura vacinal e o calor e alta umidade do ar presentes no verão – que aumentam a atividade dos mosquitos.
"Se nós tivessemos 100% da população vacinada, isso não aconteceria. Existe uma justificativa histórica, que é o fato de o Rio não fazer parte, até pouco tempo, da área de recomendação, por não estar em uma área de risco. Eram pouquíssimos casos na região, não havia um risco tão grande quanto está acontecendo agora. Isso só mudou partir da alteração do padrão epidemiológico, com a chegada da doença com essa grande intensidade na região Sudeste, desde metade do ano passado. Só que esse ano voltou com intensidade maior. É a continuidade de um processo que aconteceu em 2017", afirma.
O pesquisador explica que os casos de febre amarela que vêm crescendo são do tipo silvestre. Os mosquitos Haemagogus e Sabethes são os principais vetores da doença, não costumam se afastar das áreas de floresta e têm como principal alvo os macacos. Venâncio destaca que o "homem entra acidentalmente nesse ciclo".
A principal maneira de combate à doença é a prevenção. Desde julho do ano passado, a Secretaria de Saúde do Estado vem promovendo campanhas de vacinação. Por determinação do Ministério da Saúde, doses fracionadas – que servem para vacinar cinco pessoas e têm validade de oito anos – vêm sendo aplicadas na capital e em cidades da Região Metropolitana.
De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, 11 milhões de doses foram aplicadas no Rio desde o início da campanha, em julho de 2017. O público alvo da campanha é de 14 milhões, ou seja, 78,6% do total esperado já foi vacinado. Venâncio destaca a eficácia de aproximadamente 98% da vacina e o fato de o Brasil ser referência mundial na produção, que acontece desde a década de 1930. O pesquisador acredita que parte da população não procura os postos por medo de rumores, por falta de tempo ou de atitude proativa, mas reafirma a segurança do material e a importância de estar imunizado contra a doença.
Além de a vacina proteger contra a febre amarela silvestre, Rivaldo Venâncio explica que ela também evita o tipo urbano da doença, quando o vírus "é mantido pelo Aedes aegypti e chega ao homem não por acidente". O infectologista destaca que não há esse ciclo, por enquanto, mas que não é impossível ocorrer. Neste caso específico – que não acontece no Brasil desde 1942 –, o vírus chega até o mosquito através de um humano infectado.
Fonte: http://www.destakjornal.com.br
quarta-feira, 4 de abril de 2018
Febre amarela chega ao litoral Norte
Esperada há meses, a febre amarela chegou ao litoral norte de São Paulo com dois casos em macacos. Um foi registrado em uma área de mata de Ubatuba, e o outro, em um condomínio de Juquehy, em São Sebastião. Ações de vacinação foram intensificadas nas duas cidades.
Em Ubatuba, há ainda um caso humano em investigação. Trata-se de um paciente que morreu na segunda-feira (2) com sintomas da doença, no sertão de Ubatumirim, ao norte do município, dentro do Núcleo Pincinguaba do Parque Estadual da Serra do Mar.
É a mesma região em que um bugio foi encontrado morto no fim de março. O exame laboratorial confirmou na última quinta a febre amarela.
Após a divulgação do laudo, a prefeitura alertou para a reduzida cobertura vacinal na cidade, de 47%.
"Apesar de todos os alertas feitos pelos órgãos de Vigilância em Saúde nos diferentes níveis -municipal, estadual e federal- e dos sinais evidentes de avanço da circulação do vírus nos municípios no entorno, a procura pela vacina em Ubatuba foi baixa", disse a gestão Délcio Sato (PSD).
Para tentar reverter o quadro, a cidade instalou postos adicionais de imunização em um mercado e no calçadão do centro e estendeu o horário de algumas unidades.
Em São Sebastião, agentes de saúde vêm percorrendo as casas da praia de Juquehy após a área ser identificada como o local provável de infecção de um sagui morto por febre amarela no início deste ano.
Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, o macaco era de estimação de uma família da capital paulista que foi passar um período na praia e levou o animal.
O macaco adoeceu e morreu quando já tinha voltado para São Paulo, diz a pasta. Após diversas análises, Juquehy foi considerado o local provável de infecção do bicho.
Segundo a reportagem apurou, a família se hospedou com o macaco em um condomínio de luxo de Juquehy a cerca de 300 metros da praia. Em um site de aluguel de temporada, a diária em uma das casas do conjunto, com quatro quartos, piscina e até lareira, sai por R$ 2.800.
Após o caso, agentes de saúde foram à região coletar insetos para verificar a circulação do vírus. Um veículo 4x4 foi disponibilizado pelo governo estadual para entrar nas áreas de difícil acesso.
Outros três macacos foram encontrados em São Sebastião, mas os exames deram negativo para febre amarela.
Desde julho do ano passado, o Brasil já registrou 1.131 casos da doença, segundo o Ministério da Saúde.
Todos são casos silvestres, ou seja, de mosquitos que circulam em áreas de mata -e eventualmente podem voar a localidades próximas.
A chegada do vírus ao litoral norte de São Paulo era tida como provável por autoridades e especialistas desde o início do ano, uma vez que já havia registros da doença na costa fluminense e na região de Taubaté, no interior paulista, separada de Ubatuba pela Serra do Mar.
VACINAÇÃO
Para Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, as mortes de macacos na região reforçam a necessidade de toda a população do Sudeste buscar a vacina. "Estamos ainda na metade da epidemia, o período de maior circulação dos casos vai até julho", afirma.
A imunização leva dez dias para fazer efeito. Por ora, para quem ainda não se protegeu, ela recomenda, se possível, evitar locais com casos registrados, como o litoral norte, ou usar repelente.
O ideal, porém, é que todos se vacinem, ressalta, com exceção da minoria com contraindicação -como mulheres que amamentam crianças de até seis meses e pessoas imunodeprimidas por tratamento de câncer, por exemplo. Na dúvida, a orientação é procurar um serviço de saúde.
Fonte: www.bemparana.com.br
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