quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Surto de Mayaro e Oropouche é identificado em cidades do Acre além da dengue



Além da dengue, dois novos vírus estão circulando em cidades do Acre, com casos identificados. 

Exames realizados no Laboratório Central (Lacen), em Rio Branco, confirmaram casos de Mayaro e Oropouche em pelo menos sete municípios acreanos. 

De acordo com especialistas, ambas as doenças apresentam sintomas muito semelhantes aos da dengue, zika e chikungunya. 

Os casos foram descobertos quando os moradores procuraram atendimento na saúde pública apresentando vários sintomas e todos os testes para dengue deram negativo.

Em seguida, exames para Mayaro e Oropouche foram realizados e houve a confirmação das doenças. 

Os profissionais da saúde, no entanto, orientam que a população não entre em pânico, pois esses vírus circulam na região amazônica com certa frequência. No entanto, não existem kits comerciais disponíveis para a realização de exames de rotina. Foram confirmados casos nas seguintes cidades;

Oropouche: Acrelândia, Brasileia, Manoel Urbano, Porto Acre e Rio Branco e a Mayaro em Cruzeiro do Sul e também em Rio Branco

A febre oropouche é uma doença infecciosa aguda causada pelo vírus de mesmo nome. É transmitida por um arbovírus. A doença ocorre em dois ciclos, o silvestre e o urbano. No ciclo silvestre, costuma infectar macacos, bichos-preguiça e aves silvestres. Seus transmissores na natureza são mosquitos como Aedes serratus (Pará) e Coquillettidia venezuelensis (Trinidad). 

No ciclo urbano, o único hospedeiro é o ser humano, e a transmissão geralmente ocorre por meio do Culicoides paraensis, também conhecido como borrachudo ou maruim. Os sintomas da febre oropouche incluem febre, calafrios, dor de cabeça, dor nas articulações e náuseas.

O vírus Mayaro é transmitido por diferentes mosquitos, principalmente o Haemogogus, e causa principalmente febre e dores nas articulações, que podem persistir por meses. Já é considerado endêmico na região amazônica, mas há indícios de que pode ter se espalhado para outros locais, como o estado do Rio de Janeiro. Não há vacina que previna a chamada Febre do Mayaro, mas é possível evitar a infecção e, se necessário, controlar seus sintomas.

fonte: https://nahoradanoticia.com.br/

quinta-feira, 23 de novembro de 2023

SP tem quatro casos de dengue tipo 3, sem circulação há 15 anos

 

Circulação acende sinal de alerta quanto a risco de nova epidemia

 


Quatro casos de dengue sorotipo 3 (DENV3) foram confirmados na cidade de Votuporanga, no interior paulista, informou a secretaria de Saúde do município. Estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado em maio deste ano, já mostrava o ressurgimento desse sorotipo, que há mais de 15 anos não causa epidemias no país. De acordo com a fundação, a circulação acende o sinal de alerta quanto ao risco de uma nova epidemia da doença causada por esse sorotipo viral.



O primeiro caso em Votuporanga foi detectado em uma mulher, de 34 anos, que chamou a atenção por conta da intensidade dos sintomas clássicos da doença, como febre, vômito, dor e manchas vermelhas pelo corpo, além de sangramento nasal e pela urina. Nas ações de bloqueio, que envolvem identificar a circulação do sorotipo, a secretaria confirmou outros sete casos suspeitos. O resultado das amostras colhidas apontou que, dos sete, três eram do tipo 3 da dengue, sendo todas do sexo feminino, com 5, 31 e 46 anos.


A prefeitura do município destaca que todos os casos ocorreram na mesma região, em um bairro da zona sul da cidade. Os quatro pacientes estão em casa e passam bem.  “A partir destas confirmações, a secretaria da Saúde seguirá com a coleta de amostras em outras regiões da cidade e envio para análise laboratorial para detectar se o vírus circula em mais locais ou se foi uma situação isolada”, informou em nota.



A Secretaria de Estado da Saúde informou que “não há registro deste tipo da doença em outros municípios do estado de São Paulo, nem óbitos”. Em nota, o governo estadual disse que monitora “o cenário epidemiológico com plano de contingência, que é feito todos os anos, independente da linhagem”. 


Sorotipos

O vírus da dengue tem quatro sorotipos. Segundo a Fiocruz, a infecção por um deles gera imunidade contra o mesmo sorotipo, mas é possível contrair dengue novamente se houver contato com um sorotipo diferente.


O risco de uma epidemia com o retorno do sorotipo 3 ocorre por causa da baixa imunidade da população, uma vez que poucas pessoas contraíram esse tipo de vírus desde as últimas epidemias registradas no começo dos anos 2000. 


Existe ainda o perigo da dengue grave, que ocorre com mais frequência em pessoas que já tiveram a doença e são infectadas novamente por outro sorotipo.


Prevenção e sintomas

A prefeitura de Votuporanga reforça a necessidade de que a população receba os agentes de saúde para fazer a vistoria de focos do mosquito Aedes aegypti. Também lembra que é fundamental a limpeza dos quintais para evitar água empoçada, que são criadouros do inseto. 



Entre os sintomas de alerta da doença, estão: febre, manchas vermelhas pelo corpo, dor abdominal, vômito persistente, acompanhados também de sangramento na gengiva, nariz ou na urina. A orientação da secretaria é que o cidadão procure atendimento médico na unidade de saúde mais próxima ao perceber qualquer sintoma.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/

PBH realiza ação de soltura de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia


criado em 21/11/2023 - atualizado em 22/11/2023 | 10:47

A Prefeitura de Belo Horizonte fará nesta quarta-feira (22) a liberação de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia, uma das estratégias de prevenção e combate à dengue, zika e chikungunya adotadas na capital. Os mosquitos que carregam a bactéria têm a capacidade reduzida de transmitir os vírus para as pessoas, diminuindo o risco de surtos das doenças transmitidas por ele. A soltura ocorrerá no Bairro Belvedere, região centro-sul. A ação é realizada ao longo do ano em todas as regiões da capital.


A Wolbachia é um microrganismo intracelular e não pode ser transmitido para humanos ou animais. Os mosquitos que carregam essa bactéria foram produzidos no insetário da Prefeitura e não possuem nenhuma modificação genética.

“Belo Horizonte é uma das cidades pioneiras na implantação desta tecnologia e foi o primeiro município do país a ter um insetário próprio, construído com recursos da Prefeitura. É um investimento importante pois garante autonomia, continuidade e controle das ações”, explica o subsecretário de Promoção e Vigilância à Saúde, Fabiano dos Anjos.



Em Belo Horizonte o método teve início em 2020 e a soltura dos mosquitos com a bactéria é uma estratégia complementar às demais ações de enfrentamento às arboviroses que a Prefeitura realiza para controle e prevenção das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

“Cabe reforçar que a população tem papel fundamental como parceira da Prefeitura para evitar a proliferação do mosquito. Segundo o último LIRAa, 86,9% dos focos estão dentro das casas e por isso é tão importante que cada um contribua, fazendo uma vistoria em casa e ambientes de trabalho para eliminar qualquer situação que possa favorecer o acúmulo de água”, completa o subsecretário.

Fonte: Prefeitura BH

PIRACICABA REGISTRA DOIS CASOS DE FEBRE MACULOSA EM NOVEMBRO

 Piracicaba e cidade registra segundo óbito pela doença em 2023


Vítima é um homem, na faixa etária de 20 a 29 anos; local da provável infecção será investigado pelo CCZ

A Vigilância Epidemiológica Municipal, vinculada à Secretaria de Saúde, confirmou hoje, terça-feira, 21/11, o segundo óbito por febre maculosa em Piracicaba em 2023. 

O registro é de um paciente do sexo masculino, na faixa etária entre 20 e 29 anos, que veio a óbito em outubro. A investigação do Local de Provável Infecção (LPI), a partir de agora, fica a cargo da equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

O primeiro óbito neste ano foi registrado no começo deste mês, em um paciente do sexo masculino, na faixa etária entre 30 e 39 anos. No mês passado, a SMS confirmou um caso positivo para a doença em uma paciente do sexo feminino, na faixa etária entre 30 e 39 anos, que apresentou sintomas em junho desse ano, com evolução para cura. Neste ano esta é a terceira confirmação da doença. No ano passado, foram confirmados dois casos e um óbito pela doença. Em 2021, foram cinco confirmações e quatro mortes.

O trabalho de orientação e prevenção à febre maculosa é realizado pelas Secretarias de Saúde (SMS), por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), e de Infraestrutura e Meio Ambiente (Simap). A Prefeitura alerta para os riscos da doença, que é transmitida pelo carrapato-estrela infectado pela bactéria Rickettsia rickettsii e pode levar à morte.

A SMS reforça que o período de maior incidência da febre maculosa é entre junho e novembro, mas em Piracicaba, por ter um rio que corta a cidade, é necessário mais cuidado. No verão, época das cheias, o cartão-postal atrai muitos piracicabanos e turistas às suas margens. Além das pessoas, o local também é o preferido das capivaras, um dos principais hospedeiros do carrapato-estrela.



Além das margens do Piracicaba, desde o bairro Monte Alegre até Ártemis, outras áreas identificadas como de maior risco de contaminação da doença são as margens do ribeirão Piracicamirim, a lagoa do Santa Rita, Parque da Rua do Porto e a margem do rio Corumbataí – a prefeitura mantém placas de alerta para a incidência do carrapato.



A Secretaria de Saúde reforça que as pessoas que moram ou se deslocam para áreas de transmissão estejam atentas ao menor sinal de febre, dor no corpo, desânimo, náuseas, vômito, diarreia e dor abdominal e que procurem um serviço médico informando que estiveram nessas regiões para fazer um tratamento precoce e evitar o agravamento da doença. Em Piracicaba, toda a rede de saúde está capacitada e orientada sobre o atendimento à doença e de casos suspeitos.

DIAGNÓSTICO – Diagnosticar precocemente a febre maculosa é muito difícil, principalmente nos primeiros dias da infecção, já que os primeiros sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças, como leptospirose, dengue, hepatite viral, entre outras. O importante para o caso é o paciente informar que esteve em locais de mata, florestas, fazendas, trilhas ecológicas, onde possa ter sido picado por um carrapato.

TRATAMENTO – A febre maculosa tem cura desde que o tratamento com antibióticos específicos seja administrado nos primeiros dois ou três dias da infecção. O medicamento deve ser administrado assim que surgirem os primeiros sintomas, mesmo sem o diagnóstico confirmado, já que ele pode demorar.

Atraso no diagnóstico e, consequentemente, no início do tratamento pode provocar complicações graves, como o comprometimento do sistema nervoso central, dos rins, dos pulmões, das lesões vasculares e levar ao óbito.

ORIENTAÇÕES – Cabe salientar que o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) conta com equipe de profissionais que dão apoio no trabalho de controle da doença por meio de trabalhos educativos nas escolas públicas e particulares da cidade, além de empresas. A solicitação da visita orientativa deve ser feita por meio do SIP 156 ou pelo telefone (19) 3427-2400.

DICAS DE PREVENÇÃO

Devem ser adotadas algumas medidas para evitar a doença, principalmente em locais onde haverá exposição a carrapatos:


Use roupas claras, para ajudar a identificar o carrapato, uma vez que ele é escuro;

Use calças, botas e blusas com mangas compridas ao caminhar em áreas arborizadas e gramadas;

Evite andar em locais com grama ou vegetação alta;

Verifique se você e seus animais de estimação estão com carrapatos;

Se encontrar um carrapato aderido ao corpo, remova-o com uma pinça;

Não aperte ou esmague o carrapato, mas puxe com cuidado e firmeza. Depois de remover o carrapato inteiro, lave a área da mordida com álcool ou sabão e água;

Quanto mais rápido retirar os carrapatos do corpo, menor será o risco de contrair a doença. Após a utilização, coloque todas as peças de roupas em água fervente para a retirada dos carrapatos.


Fonte: https://www.piranot.com.br/