terça-feira, 18 de junho de 2024

O Mistério da disseminação pelo mundo da barata chamada de francesinha está resolvido.

 


Uma barata bastante comum encontrada em todo o mundo é uma praga e os humanos são os responsáveis por esse título. Essa é a conclusão de cientistas da Universidade Texas A&M dos Estados Unidos.





Um estudo publicado recentemente na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, pesquisadores da Texas A&M AgriLife revelaram conclusões espantosas e curiosas sobre as origens da barata alemã comum, Blattella germanica. 


O Dr. Edward Vargo é professor do Departamento de Entomologia da Texas A&M Faculdade of Agricultura e Ciências Biológicas e sua pesquisa tem como título  "Resolvendo o mistério de 250 anos da origem e disseminação global da barata alemã, Blatella germanica", 

Durante séculos, a barata alemã prosperou em estreita proximidade com as populações humanas, infestando casas, edifícios de apartamentos, escritórios e outras estruturas.

"Ao contrário de muitas outras espécies de pragas, que têm populações naturais em diversos habitats, as baratas alemãs não têm populações naturais conhecidas", disse Vargo. "Elas dependem exclusivamente da atividade humana e das estruturas criadas pelo homem."

Uma evolução que atravessa continentes

Durante anos, muitos cientistas se perguntaram onde essas pragas domésticas se originaram e como elas chegaram a correr pelo chão de nossas cozinhas.

A pesquisa abordou essas questões persistentes mergulhando profundamente no DNA de baratas de seis continentes. A análise descobriu a evolução desta espécie de inseto e lançou luz sobre a estreita associação da barata alemã ou francesinha, com habitats humanos.

Embora seu nome possa indicar origens na Alemanha, esse nome veio de um taxonomista apresentado com um espécime da Alemanha, mas isso não é considerado a origem do inseto.

Muitas pessoas especularam ao longo dos anos que as origens da espécie vieram da África ou da Ásia", disse Vargo. "Foi intrigante descobrir que aqueles que disseram que a  origem era da Ásia estavam certos o tempo todo."




O estudo fornece uma análise genética detalhada que mostra baratas alemãs originarias da barata asiática há aproximadamente 2.100 anos. Paralelamente a este desenvolvimento, as baratas começaram a adaptar-se a ambientes construídos pelo homem, eventualmente levando a uma dependência de viver dentro de estruturas artificiais.

Essas baratas são conhecidas por seu pequeno tamanho, resiliência e capacidade de prosperar dentro de casa. Além de sua dependência de estruturas construídas pelo homem, elas também contaram com o transporte humano para a sua dispersão. À medida que as civilizações e as viagens pelo mundo avançavam,  a barata alemã viajava como passageira clandestina.

 "O que é realmente interessante aqui é como essa evolução ocorreu de forma bastante recente e como a origem da barata alemã está diretamente relacionada à sua associação com os humanos", disse Vargo.

Vivendo entre eles

Entender as origens e a evolução da barata alemã espalhada pelo mundo é uma descoberta crucial para entender os desafios que essas pragas apresentam. Novas infestações ainda ocorrem por meio do transporte de itens infestados com esses insetos, tais como, móveis, eletrodomésticos, caixas de mudança e bolsas de viagem.

A adaptabilidade e resiliência desta espécie também levou a uma resistência a muitos inseticidas diferentes. Vargo disse que essa realidade aumenta nossa compreensão do que podemos esperar dessa espécie no futuro e nos leva a considerar maneiras novas e inovadoras de mitigar sua presença em nossas vidas diárias.

 "Entender a história da barata alemã e a rapidez com que ela se adaptou às habitações humanas e evoluiu é importante porque se relaciona com a resistência da espécie ao controle de pragas agora", disse Vargo. "Saber como eles surgiram e prosperaram pode nos ajudar a entender melhor como a espécie conseguiu se adaptar e causar tantos problemas em todo o mundo."

 

Fonte: Texas A&M - traduzido de Pest Control Technology , por Schuller L.

Dados da publicação : May 20, 2024    121 (22) e2401185121  https://doi.org/10.1073/pnas.2401185121

 

 

segunda-feira, 17 de junho de 2024

O chumbinho é eficiente para o controle de roedores??

 O ‘chumbinho’ é eficiente para o controle de roedores?

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ) alerta sobre os riscos e a ineficácia do veneno agrícola conhecido popularmente como ‘chumbinho’. Apesar de sua alta toxicidade aguda, que leva à morte rápida dos roedores após a ingestão, essa aparente eficiência pode induzir os consumidores a uma falsa sensação de controle sobre a infestação.

As colônias de ratos possuem uma estrutura social complexa. Normalmente, os roedores mais velhos ou doentes são os primeiros a testar qualquer novo “alimento” encontrado. Ao consumirem o chumbinho e morrerem rapidamente, os outros ratos percebem o perigo iminente e evitam o local. Isso resulta em uma simples redistribuição dos roedores, deslocando o problema para áreas vizinhas e perpetuando a infestação na região.

Por outro lado, os raticidas legais registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conhecidos como cumarínicos, apresentam um mecanismo de ação diferente. Esses venenos atuam como anticoagulantes, causando a morte dos roedores de forma mais lenta e gradual. Esse processo não desperta a desconfiança dos outros membros da colônia, permitindo que todos os ratos consumam o veneno ao longo do tempo.

Embora o uso dos raticidas cumarínicos exija mais paciência e disciplina do usuário, a eficácia é significativamente maior. O controle eficiente da população de roedores é alcançado de maneira mais completa, proporcionando uma solução duradoura e sustentável para a infestação. A utilização responsável e consciente desses produtos, respeitando as orientações dos fabricantes e autoridades sanitárias, é fundamental para garantir a segurança humana e ambiental, além de promover um controle eficaz dos roedores.

O CRMV-RJ reforça que o uso do ‘chumbinho’ é ilegal e perigoso, não apenas para os animais, mas também para a saúde humana e o meio ambiente. Recomendamos fortemente que os consumidores optem por métodos de controle de roedores que sejam regulamentados e seguros. Para orientações adicionais, consulte um profissional habilitado ou entre em contato com as autoridades competentes.

terça-feira, 11 de junho de 2024

Como diferenciar os sintomas de dengue e leptospirose?

 Como diferenciar os sintomas de dengue e leptospirose?

Após cheias como as do Rio Grande do Sul, as duas doenças podem coexistir e infectar simultaneamente a população; paciente deve procurar atendimento médico para obter diagnóstico correto

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Como diferenciar sintomas de dengue e leptospirose? Veja dicas de especialista – Créditos: Canva

Com as enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul, o estado lida com problemas de infraestrutura e o avanço de doenças. A dengue e a leptospirose, especificamente, se espalham com facilidade e apresentam sintomas semelhantes. É preciso, portanto, saber diferenciá-las na hora do diagnóstico.

Dengue X Leptospirose

A leptospirose é causada pela bactéria do gênero Leptospira através do contato com a urina de ratos contaminados. No caso de enchentes, o simples contato da pele e de mucosas com a água suja e a lama pode ser o suficiente para causar a infecção. Os sintomas são febre alta (acima de 38oC), que começa de maneira súbita, junto com calafrios, dores de cabeça e musculares (principalmente na região da panturrilha), falta de apetite, náusea e vômito e olhos vermelhos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) a considera uma doença negligenciada e subnotificada. Estima-se que, a cada ano, 500 mil novos casos ocorram em todo o mundo.

“A leptospirose é uma doença de notificação compulsória em todo o território nacional. Ela deve ser feita já na suspeita tanto em casos de surtos quanto de um único caso, e o quanto antes, para que as ações de vigilância epidemiológica sejam iniciadas. Essas ações têm como objetivo controlar o foco para evitar que mais pessoas desenvolvam a doença. Em situações de catástrofes como a do Rio Grande do Sul, todo o sistema de saúde está em alerta para os casos suspeitos”, explica Emy Akiyama Gouveia, infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein, para a Agência Brasil.

Vale lembrar que período de incubação da leptospirose pode ser longo (chegando a 30 dias, apesar de a média ser de sete a 14 dias) e a contaminação também pode ocorrer de forma direta, pela ingestão de alimentos que entraram em contato com a urina contaminada.

“Por isso, podem existir situações em que o indivíduo não entrou em contato direto com a água da enchente, mas acaba desenvolvendo a infecção. Nas situações de catástrofes que envolvem inundações, a segurança dos alimentos é crítica, pois a contaminação pode ocorrer pelas condições inadequadas de armazenamento pela proliferação de roedores no local”, alerta Gouveia.

A dengue, por outro lado, é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. Os sintomas surgem depois de três a cinco dias e começam com febre alta repentina (entre 38º e 40oC), acompanhada de dores de cabeça, nas articulações e atrás dos olhos, prostração, falta de apetite e náusea. O mosquito se adaptou ao ambiente urbano e se reproduz facilmente, inclusive em água parada com matéria orgânica – como é o caso na Região Sul atualmente.

Diagnóstico através dos sintomas

Como as duas doenças apresentam sintomas semelhantes, é importante procurar atendimento médico e realizar o teste para confirmar o diagnóstico. “Há um ponto crítico: no momento epidemiológico que o Rio Grande do Sul enfrenta, as duas infecções podem coexistir no paciente. Por isso é tão importante que as pessoas procurem o atendimento médico diante de qualquer sintoma sugestivo, para poder descartar os quadros de gravidade”, orienta Gouveia.

O diagnóstico da leptospirose é feito com a coleta de amostra de sangue para a avaliação da presença de anticorpos. De acordo com a médica, outros exames inespecíficos auxiliam na avaliação da gravidade, como exames de sangue para a avaliação da coagulação, do rim e do fígado e o eletrocardiograma, entre outros, que podem ser indicados de acordo com a condição clínica do paciente.

Já para a confirmação de dengue, o quadro clínico do paciente  é o principal condutor, e, em alguns casos, são realizados exames laboratoriais, como hemograma, pesquisa de anticorpos produzidos contra o vírus, pesquisa de antígenos e exames bioquímicos.

A leptospirose pode se manifestar em quadros assintomáticos, leves (que só requerem o tratamento ambulatorial) ou graves, com o comprometimento do fígado (pele amarelada), dos rins, com quadros de insuficiência renal (eventualmente com a necessidade de hemodiálise), dos pulmões e do sistema nervoso. “No caso da leptospirose, quanto antes o tratamento antibiótico for iniciado, melhor. Em casos mais leves, o paciente pode receber a medicação em casa, por via oral. Nos casos graves, é preciso usar antibióticos endovenosos”, orienta Gouveia.

Já nos casos de dengue, muitos serão assintomáticos ou leves. Não há um antiviral específico para combater o vírus e o tratamento consiste basicamente em hidratação, repouso e uso de medicamentos para o controle da febre e da dor. O paciente pode usar o paracetamol ou a dipirona (quando não houver a contraindicação de uso).


Redação Perfil Brasil

10/06/2024 12:33

    Fonte: https://brasil.perfil.com/saude/como-diferenciar-os-sintomas-de-dengue-e-leptospirose.phtml

quinta-feira, 6 de junho de 2024

Sintomas de dengue, chikungunya e Zika: saiba as diferenças e as possíveis complicações


Essas doenças têm se tornado uma preocupação cada vez maior em todo o mundo, especialmente devido às mudanças climáticas, que favorecem a disseminação dos mosquitos (©SP Notícias)

Infecções são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e se manifestam de forma muito semelhante; aprenda a identificar cada uma delas

Transmitidas principalmente por mosquitos, as arboviroses são doenças virais que colocam em risco quase 4 bilhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, existe ampla circulação no meio urbano de dengue, chikungunya e Zika, enfermidades que podem ser contraídas por meio da picada do Aedes aegypti infectado. Só entre janeiro e maio de 2024, o país confirmou 3,3 milhões de casos de dengue, um dos maiores surtos da história, além de 111 mil casos de chikungunya e 372 de Zika.

Essas doenças têm se tornado uma preocupação cada vez maior em todo o mundo, especialmente devido às mudanças climáticas, que favorecem a disseminação dos mosquitos. Em 2022, a OMS lançou a Iniciativa Global contra os Arbovírus, unindo esforços para o monitoramento de risco, prevenção de epidemias, controle dos vetores, preparação de respostas rápidas e incentivo à pesquisa e inovação.

Apesar de serem assintomáticas na maioria das vezes, dengue, chikungunya e Zika podem apresentar sintomas muito parecidos. Com isso, diferenciar as infecções pode ser um grande desafio. Os próprios testes hoje disponíveis acabam, muitas vezes, gerando reação cruzada e dificultando o diagnóstico preciso.

As principais particularidades observadas em cada doença é que, no caso da dengue, a febre alta (40°C) de início súbito está sempre presente; na chikungunya, as dores articulares são muito mais fortes; e na infecção por Zika, a febre é baixa e há muitas manchas vermelhas no corpo acompanhadas de coceira intensa.

Os sinais de alerta da dengue são dor abdominal intensa, vômitos persistentes ou com sangue, respiração ofegante, sangramento de mucosas, fadiga e desidratação. Se não tratados, podem levar a um quadro grave com hemorragias ou choque (colapso circulatório e falência múltipla dos órgãos).

Já a chikungunya é uma doença menos grave, mas que pode deixar dores articulares crônicas como sequela. Por outro lado, a maior preocupação do Zika é a microcefalia que acontece em bebês de mães infectadas durante a gestação.

Como não existe remédio específico para combater nenhum desses vírus, o tratamento para as três doenças é baseado em repouso, hidratação e medicamentos para amenizar os sintomas. Vale lembrar que se deve evitar anti-inflamatórios não esteroides, que podem favorecer sangramentos.

Conheça os sintomas de cada doença no quadro abaixo:


fonte: extraido de  https://verdadeon.com.br/portal/2024/06/04/sintomas-de-dengue-chikungunya-e-zika-saiba-as-diferencas-e-as-possiveis-complicacoes/



quinta-feira, 2 de maio de 2024

Como evitar a presença de pragas na cozinha

 Passar o dia com a família na cozinha pode rapidamente se transformar em um pesadelo se você descobrir que sua cozinha está infestada de pragas. Baratas, roedores e outros bichos são conhecidos por se instalarem em casas enquanto procuram comida - e sua cozinha é o melhor recurso para eles.



Às vezes, as pragas podem entrar sorrateiramente em sua casa sem que você perceba, por isso é importante que você tome medidas para evitar que isso aconteça. Felizmente, os especialistas da National Pest Management Association e a ABC Expurgo têm algumas dicas para ajudá-lo!

    


Dicas para prevenir pragas na cozinha


Primeiro, dê uma olhada na sua cozinha e em cada cantinho do espaço. Você tem uma janela que não fecha completamente? Ou uma porta com furos na tela? Há rachaduras ou espaços abertos ao longo dos pisos, paredes ou moldagens? Essas pequenas imperfeições podem acabar causando uma infestação. As pragas vão tomar total controle de qualquer ponto fraco em sua casa, tornando-se crucial  estar preparado!


Depois de perceber as áreas que podem estar permitindo a entrada de pragas em sua casa, crie um plano de ataque. Abaixo estão algumas dicas úteis sobre como prevenir pragas na cozinha:

 

  1. Observe rachaduras e buracos na parte externa da casa, incluindo pontos de entrada para utilidades e canos.
  2. Mantenha seus balcões livres de restos de comida e evite deixar pratos na pia por muito tempo.
  3. Guarde o lixo em recipientes lacrados e descarte-o regularmente.

  4. Invista em recipientes seláveis e herméticos que protegerão seus alimentos de pragas.
  5. Não deixe ração para animais de estimação disponivel o tempo todo – as pragas vão comer isso também!
  6. Faça pequenos consertos, fechando frestas de azulejos, nas portas da casa, removendo rejunte velho e rachado e aplicado massa nova,; Se for casa observe a casa pelo lado de fora também. frestas junto ás paredes externas podem ser abrigo de baratas e de formigas. O mesmo nas janelas.
  7. Observe plantas no jardim, mesmo que seja pequeno: ali as formigas vivem naturalmente escondidas em cascas de árvores ou em raízes.
  8. Há inúmeras maneiras de inspecionar a sua casa por dentro sanado pequenos defeitos que vão ficando. Faça isso para valorizar o seu imóvel.

Se, apesar de todos esses cuidados você descobrir pragas indesejadas na cozinha, é melhor trabalhar com um profissional de controle de pragas que possa ajudar. Algumas pragas, como roedores e baratas, representam uma séria ameaça à saúde da sua família e devem ser removidas o mais rápido possível.


Obs.: texto traduzido de Pestworld.org e adaptado por Lucia Schuller.