LUCIA SCHULLER, bióloga assina este blog sobre pragas urbanas. Schuller é Mestre em Saúde Pública e especialista em Entomologia (estudo dos insetos) urbana Neste blog podem ser encontrados os mais diversos assuntos sobre o tema, incluindo algumas publicações externas também.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2021
quarta-feira, 2 de dezembro de 2020
Novas formulações para o controle do Aedes Aegypti
O Ministério da Saúde lançou, em 24 de novembro, a campanha de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, doenças que podem gerar outras como a microcefalia e a síndrome de Guillain-Barré. O tema da campanha que será veiculada até 31 dezembro é Combater o mosquito é com você, comigo, com todo mundo. Faça a sua parte. O objetivo é conscientizar sobre os perigos do inseto, e motivar os brasileiros para o combate aos criadouros. Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, entre as medidas tomadas pelo órgão para combater a proliferação do mosquito, estão a compra de inseticidas e as atualizações dos manuais de manejo clínico.
Um método de controle promissor é o uso de mosquitos como veículo para disseminar minúsculas partículas de inseticidas, como o piriproxifeno (PPF) em criadouros. É o que mostra um artigo publicado, recentemente, na revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz (vol. 115, out/2020). Pesquisadores do Rio de Janeiro investigaram duas novas formulações de PPF contra o Aedes aegypti em dois locais da cidade do Rio de Janeiro para avaliar a eficácia desses produtos.
Segundo os autores, os índices entomológicos indicaram que as novas formulações de piriproxifeno foram eficientes na redução da abundância de ovos. As estações de disseminação foram impregnadas com líquido e pó. Eles observaram que naquelas impregnadas com líquido o desempenho foi melhor.
Vantagens no controle do vetor
As formulações prontas para uso de PPF podem ser aplicadas rapidamente no campo e se tornarem uma estratégia de controle do vetor em áreas de difícil acesso. Além disso, as novas formulações são mais práticas no que tange à mão de obra e, por isso, economicamente atrativa.
A pesquisa é assinada por Rosilene de Alcântara Pinto, Luiz Guilherme Soares da Rocha Bauzer, Demetrio Tederiche Borges, José Bento Pereira Lima. Os autores são vinculados às seguintes instituições: Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e ao Instituto de Biologia do Exército.
O artigo Assessing the efficacy of two new formulations of larvicide pyriproxyfen for the control of Aedes aegypti using dissemination stations in two sites of Rio de Janeiro city pode ser lido na íntegra no Portal de Periódicos da Fiocruz.
Fonte FIOCRUZ
quinta-feira, 8 de outubro de 2020
Bombeiros libertaram um rato gordo e muito estressado entalado na tampa de um bueiro na Alemanha
Uma brigada de bombeiros voluntários salvaram um rato preso de uma tampa de bueiros onde estava entalado numa cidade na Alemanha eesa semana. Os voluntários chegaram por volta das 5 horas da tarde em Bad Kreuznach Rhineland-Palatinate e ao tentar libertar o rato o voluntário levou uma mordida, mas ele estava de luvas, ainda bem. O bicho estava apavorado.O rato imprimiu tanta força na mordida que chegou a sangrar.
Não entendi o desfecho dessa história, o que eles farão com o rato, vão soltar? Soltar aonde? Complicado. Eles não falam isso no artigo publicado no https://www.dailymail.co.uk/ de 05.10.20.
Não sei dizer se essa ação foi para preservar a natureza, pois todo mundo sabe que ratos são potenciais transmissores de doenças.
Um caso semelhante aconteceu num bueiro em Bensheim na Alemanha. Esses ratos andam comendo muita salsicha.
Traduzido e adaptado por Lucia Schuller
quarta-feira, 30 de setembro de 2020
As cores deslumbrantes de insetos foram preservadas em ambar em Myanmar por 99milhões de anos.
"O tipo de cor preservado em fosseis de âmbar são chamados de cores estruturais. A nanoestrutura libera comprimentos de onda e produz cores muito fortes", explica o paleontologista Pan Yanhong da Academia Chinesa de Ciência.
A cor estrutural é que permite que as penas dos pavões pareçam iridescentes, ou seja, aparentem as cores do arco iris.
O grupo de cientistas coletou 35 amostras de ambar com insetos com cores vibrantes. A grande maioria das amostras era de vespas.
Essas descobertas são realmente admiráveis porém a comunidade de paleontologistas está discutindo se essa nova informação cientifica coletada poderá ter potenciais consequencias à espécie humana, incluidno a perseguição de minorias etnicas.
Esse artigo foi escrito por JACINTA BOWLER , publicado na revista https://www.sciencealert.com e traduzido e adaptado por Lucia Schuller.
Cientistas extraem DNA de inseto incrustado em âmbar
sexta-feira, 18 de setembro de 2020
Uma pessoa essa semana envenenou cachorros criminosamente com chumbinho. Saibam o que é esse produto e o que causa. Previnam-se contra acidentes!
Perguntas Freqüentes – Chumbinho
- O que é o ‘chumbinho’? R.:
É um produto clandestino, irregularmente utilizado como raticida. Não possui registro na Anvisa, nem em nenhum outro órgão de governo.
- Qual é seu aspecto físico?
R.: Geralmente sob a forma de um granulado cinza escuro ou grafite (“cor de chumbo”).
- Existem recomendações de segurança para a aplicação de ‘chumbinho’ como raticida?
R.: Não. Trata-se de um produto ilegal que não deve ser utilizado sob nenhuma
circunstância.
- Do que consiste o ‘chumbinho’? Qual a sua origem?
R.: Em geral, trata-se de venenos agrícolas (agrotóxicos), de uso exclusivo na lavoura como inseticida, acaricida ou nematicida, desviado do campo para os grandes centros para serem indevidamente utilizados como raticidas. Os agrotóxicos mais encontrados nos granulados tipo ‘chumbinho’ pertencem ao grupo químico dos carbamatos e organofosforados, como verificado a partir de análises efetuadas em diversas cidades do país. O agrotóxico aldicarbe figura como o preferido pelos contraventores, encontrado em cerca de 50 % dos ‘chumbinhos’ analisados. Outros agrotóxicos também encontrados em amostras analisadas de ‘chumbinho’ são o carbofurano (carbamato), terbufós (organofosforado), forato (organofosforado), monocrotofós (organofosforado) e metomil (carbamato). A escolha da substância varia de região para região do país.
- Quem “produz” e comercializa o ‘chumbinho’?
R.: Quadrilhas de contraventores, que adquirem o produto de forma criminosa (através de roubo de carga, contrabando a partir de países vizinhos ao Brasil ou desvio das lavouras), fracionam e/ou diluem e revendem no comércio informal. Algumas casas agrícolas irresponsáveis também comercializam ‘às escondidas’ este veneno, agindo igualmente de forma clandestina.
- O ‘chumbinho’ é eficiente para o controle de roedores?
R.: Não. Esses venenos agrícolas possuem elevada toxicidade aguda, de forma que a morte do roedor ocorre poucos instantes após sua ingestão, o que dá a falsa impressão ao consumidor de que o produto é eficiente. Mas as colônias de ratos não funcionam assim. Normalmente o animal mais idoso ou doente é enviado para ‘provar’ o novo ‘alimento’; como ele morre em seguida, os demais ratos observam e fogem. Ou seja, o problema não foi resolvido, os roedores apenas passaram para a vizinhança e continuam circulando pela região. Ao contrário, os raticidas legais, próprios para esse fim e com registro na ANVISA (denominados cumarínicos), agem como anti-coagulantes e a morte do animal é mais lenta, fazendo com que todos os ratos da colônia ingiram também o veneno, assim exterminando-os de forma mais eficiente, ainda que leve mais de tempo, apenas requerendo um pouco de paciência e disciplina por parte do usuário.
- Quais são os perigos do uso irregular/ilegal de ‘chumbinho’ e os sintomas de intoxicação?
R.: Sendo um produto clandestino/sem registro, ele não possui rótulo contendo orientações quanto ao seu manuseio e segurança, informações médicas, telefones de emergência e, o que é ainda mais grave, a descrição do agente ativo bem como antídotos em caso de envenenamento, o que é fundamental para orientação do profissional de saúde nesse momento. Os sintomas típicos de intoxicação por ‘chumbinho’ são as manifestações de síndrome colinérgica e ocorrem em geral em menos de 1 h após a ingestão, incluindo náuseas, vômito, sudorese, sialorréia (salivação excessiva), borramento visual, miose (contração da pupila), hipersecreção brônquica, dor abdominal, diarréia, tremores, taquicardia, entre outros.
Em caso de intoxicação, ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001. A ligação é
gratuita em todo território nacional e você será atendido e orientado por um profissional
de saúde especializado
A COMPRA E VENDA DE CHUMBINHO É CRIME. DENUNCIE!!
Escreva para a Ouvidoria da Anvisa, através do e-mail ouvidoria@anvisa.gov.br ou para
a Gerência Geral de Toxicologia da Anvisa (toxicologia@anvisa.gov.br). Seus dados serão mantidos em sigilo. Sua identificação não é necessária.
quinta-feira, 17 de setembro de 2020
quarta-feira, 9 de setembro de 2020
Já se sabe mais sobre perda de massa muscular e óssea nos astronautas. Porque os ratos enviados ao espaço voltaram «super ratos»
Por Simone Silva 17:30, 8 Set 2020
Alguns ratos geneticamente modificados foram enviados para o espaço e tornaram-se verdadeiros «super ratos», uma vez que regressaram maiores, com o índice de massa corporal aumentado, característico de um culturista, avança o ‘La Vanguardia’.
Estes animais foram cobaias de uma investigação científica realizada no Laboratório Jackson, em Connecticut, nos Estados Unidos, com o objectivo de prevenir a perda de massa muscular e óssea em astronautas.
Em Dezembro passado, investigadores enviaram 40 ratos para a estação espacial, lançando-os a bordo de um foguete SpaceX. Os animais foram geneticamente modificados através de um processo, no qual determinadas proteínas que que normalmente limitam a massa muscular foram bloqueadas.
Após o seu regresso à terra, os ratos não só conseguiram manter toda a sua massa muscular, como também apresentaram a estrutura de um culturista. Conforme revela o estudo, o tratamento aplicado aos animais promoveu a recuperação da massa muscular e óssea assim que regressaram do espaço.
No artigo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), o seu principal autor Se-Jin Lee explica que os 24 ratos regulares que não foram tratados voltaram à Terra com uma perda notável de massa muscular e óssea, de até 18%.
Em contrapartida, os «super-ratos» geneticamente modificados e lançados com o dobro do músculo mantiveram o volume quando voltaram. Na verdade, os animais voltaram com uma musculatura muito superior, como se tivessem dedicado a sua jornada ao treino de musculação de alto nível.
Estes resultados são promissores para os investigadores, uma vez que podem ser utilizados para desenvolver tratamentos que ajudam a astronautas para mitigar a perda de músculo e massa óssea registada durante muito tempo em voos espaciais.
Fonte: https://executivedigest.sapo.pt/




