sexta-feira, 28 de maio de 2021

PESSOAS QUE JÁ TIVERAM DENGUE TÊM DUAS VEZES MAIS CHANCE DE DESENVOLVER A FORMA SINTOMÁTICA DA COVID 19

 

Pessoas que já tiveram dengue têm duas vezes mais chance de desenvolver a forma sintomática da COVID-19

10 de maio de 2021

Karina Toledo | Agência FAPESP – Estudo divulgado nesta quinta-feira (06/05) na revista Clinical Infectious Diseases sugere que as pessoas que já tiveram dengue no passado são duas vezes mais propensas a desenvolver sintomas da COVID-19 caso sejam infectadas pelo novo coronavírus.

As conclusões descritas no artigo se baseiam na análise de amostras sanguíneas de 1.285 moradores da cidade de Mâncio Lima, no Acre. O trabalho foi coordenado pelo professor da Universidade de São Paulo (USP) Marcelo Urbano Ferreira e contou com apoio da FAPESP.

“Nossos resultados evidenciam que as populações mais expostas à dengue, talvez por fatores sociodemográficos, são justamente as que correm mais risco de adoecer caso sejam infectadas pelo SARS-CoV-2. Este é um exemplo do que tem sido chamado de sindemia [interação sinérgica entre duas doenças de modo que uma agrava os efeitos da outra]: por um lado, a COVID-19 tem atrapalhado os esforços de controle da dengue, por outro, esta arbovirose parece aumentar o risco para quem contrai o novo coronavírus”, diz Ferreira à Agência FAPESP.

O professor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP tem realizado estudos no município de Mâncio Lima há sete anos com o objetivo de combater a malária. Em 2018, deu início a um projeto que prevê a realização de inquéritos domiciliares a cada seis meses, abrangendo 20% da população local. Durante as visitas, são aplicados questionários e coletadas amostras de sangue. No início de 2020, o projeto recebeu um aditivo da FAPESP para que parte dos esforços de pesquisa fosse direcionada ao monitoramento e à caracterização do SARS-CoV-2 na região.

“Em setembro do ano passado foi divulgado um estudo de outro grupo sugerindo que as áreas que registravam muitos casos de dengue eram relativamente pouco afetadas pela COVID-19. Como nós tínhamos amostras de sangue da população de Mâncio Lima coletadas antes e após a primeira onda da pandemia, decidimos usar o material para testar a hipótese de que a infecção prévia pelo vírus da dengue conferia algum tipo de proteção contra o SARS-CoV-2. Mas o que vimos foi exatamente o oposto”, relata Ferreira.

Metodologia

Foram incluídas nas análises amostras de sangue coletadas em dois momentos: novembro de 2019 e novembro de 2020. O material foi submetido a testes capazes de detectar anticorpos contra os quatro sorotipos da dengue e também contra o SARS-CoV-2.

Os resultados mostraram que 37% da população avaliada já havia contraído dengue até novembro de 2019 e 35% haviam sido infectados pelo novo coronavírus até novembro de 2020. Também foram analisadas as informações clínicas (sintomas e desfecho) dos voluntários diagnosticados com a COVID-19.

“Por meio de análises estatísticas, concluímos que a infecção prévia pelo vírus da dengue não altera o risco de um indivíduo ser contaminado pelo SARS-CoV-2. Por outro lado, ficou claro que quem teve dengue no passado apresentou mais chance de ter sintomas uma vez infectado pelo novo coronavírus”, explica Vanessa Nicoletepós-doutoranda no ICB-USP e primeira autora do artigo.

Os pesquisadores não sabem precisar as causas do fenômeno descrito no artigo. É possível que exista uma base biológica – os anticorpos contra o vírus da dengue estariam favorecendo de algum modo o agravamento da COVID-19 – ou seja simplesmente uma questão sociodemográfica, relacionada com a existência de populações mais vulneráveis às duas doenças por características diversas.

“Os resultados evidenciam a importância de reforçar tanto as medidas de distanciamento social voltadas a conter a disseminação do SARS-CoV-2 como os esforços para controle do vetor da dengue, pois há duas epidemias ocorrendo ao mesmo tempo e afetando a mesma população vulnerável. Isso deveria ganhar mais atenção por parte do governo federal”, avalia Ferreira.

O artigo Interacting Epidemics in Amazonian Brazil: Prior Dengue Infection Associated with Increased COVID-19 Risk in a Population-Based Cohort Study, de Vanessa C. Nicolete, Priscila T. Rodrigues, Igor C. Johansen, Rodrigo M. Corder, Juliana Tonini, Marly A. Cardoso, Jaqueline G. de Jesus, Ingra M. Claro, Nuno R. Faria, Ester C. Sabino, Marcia C. Castro, Marcelo U. Ferreira, pode ser lido em https://academic.oup.com/cid/advance-article/doi/10.1093/cid/ciab410/6270997.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Novas formulações para o controle do Aedes Aegypti

 O Ministério da Saúde lançou, em 24 de novembro, a campanha de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, doenças que podem gerar outras como a microcefalia e a síndrome de Guillain-Barré. O tema da campanha que será veiculada até 31 dezembro é Combater o mosquito é com você, comigo, com todo mundo. Faça a sua parte. O objetivo é conscientizar sobre os perigos do inseto, e motivar os brasileiros para o combate aos criadouros. Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, entre as medidas tomadas pelo órgão para combater a proliferação do mosquito, estão a compra de inseticidas e as atualizações dos manuais de manejo clínico.

Um método de controle promissor é o uso de mosquitos como veículo para disseminar minúsculas partículas de inseticidas, como o piriproxifeno (PPF) em criadouros. É o que mostra um artigo publicado, recentemente, na revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz (vol. 115, out/2020). Pesquisadores do Rio de Janeiro investigaram duas novas formulações de PPF contra o Aedes aegypti em dois locais da cidade do Rio de Janeiro para avaliar a eficácia desses produtos.

Segundo os autores, os índices entomológicos indicaram que as novas formulações de piriproxifeno foram eficientes na redução da abundância de ovos. As estações de disseminação foram impregnadas com líquido e pó. Eles observaram que naquelas impregnadas com líquido o desempenho foi melhor.

Vantagens no controle do vetor

As formulações prontas para uso de PPF podem ser aplicadas rapidamente no campo e se tornarem uma estratégia de controle do vetor em áreas de difícil acesso. Além disso, as novas formulações são mais práticas no que tange à mão de obra e, por isso, economicamente atrativa.

A pesquisa é assinada por Rosilene de Alcântara Pinto, Luiz Guilherme Soares da Rocha Bauzer, Demetrio Tederiche Borges, José Bento Pereira Lima. Os autores são vinculados às seguintes instituições:  Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e ao Instituto de Biologia do Exército. 

O artigo Assessing the efficacy of two new formulations of larvicide pyriproxyfen for the control of Aedes aegypti using dissemination stations in two sites of Rio de Janeiro city pode ser lido na íntegra no Portal de Periódicos da Fiocruz.


Fonte FIOCRUZ

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Bombeiros libertaram um rato gordo e muito estressado entalado na tampa de um bueiro na Alemanha

 

Uma brigada de bombeiros voluntários salvaram um rato preso de uma tampa de bueiros onde estava entalado numa cidade na Alemanha eesa semana. Os voluntários chegaram por volta das 5 horas da tarde em Bad Kreuznach Rhineland-Palatinate e ao tentar libertar o rato o voluntário levou uma mordida, mas ele estava de luvas, ainda bem. O bicho estava apavorado.O rato imprimiu tanta força na mordida que chegou a sangrar.



Para libertar o rato os bombeiros viraram  a tampa em cima de uma gaiola de resgate e empurraram o bicho pra baixo, o que levou cerca de uma hora. . Em seguida o levaram para o veterinário cuidar dele por que ele estava muito assustado. 

Não entendi o desfecho dessa história, o que eles farão com o rato, vão soltar? Soltar aonde? Complicado. Eles não falam isso no artigo publicado no  https://www.dailymail.co.uk/ de 05.10.20.

Não sei dizer se essa ação foi para preservar a natureza, pois todo mundo sabe que ratos são potenciais transmissores de doenças. 

Um caso semelhante aconteceu num bueiro em Bensheim na Alemanha. Esses ratos andam comendo muita salsicha.

Traduzido e adaptado por Lucia Schuller

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

As cores deslumbrantes de insetos foram preservadas em ambar em Myanmar por 99milhões de anos.


Quando pensamos no esquema de cores do mundo prehistorico dos dinossauros lembramos das cores verde e marrom principalmente.

Várias pesquisas, no entanto, demonstram cada vez mais  que há milhões de anos atrás já existiam na natureza formas de vida coloridas tais como vemos na natureza nos dias de hoje. A ultima evidência foram insetos encontrados em âmbar nas cores violeta, azul e verde metálico.

Uma das razões pelas quais é tão dificil obervar as cores das criaturas prehistoricas pela preservação, ossos de animais não dão informação sobre cores. Os cientistas têm trabalhado em cores de penas de animais fossilizados e mais recentemente em âmbar.

 "O tipo de cor preservado em fosseis de âmbar são chamados  de cores estruturais. A nanoestrutura libera comprimentos de onda e produz cores muito fortes", explica o paleontologista Pan Yanhong da Academia Chinesa de Ciência.




A cor estrutural é que permite que as penas dos pavões pareçam  iridescentes, ou seja, aparentem as cores do arco iris.

O grupo de cientistas coletou 35 amostras de ambar com insetos com cores vibrantes. A grande maioria das amostras era de vespas.

Essas descobertas são realmente admiráveis porém a comunidade de paleontologistas está discutindo se essa nova informação cientifica  coletada poderá ter potenciais consequencias à espécie humana, incluidno a perseguição de minorias etnicas.

Esse artigo foi escrito por  JACINTA BOWLER    , publicado na revista   https://www.sciencealert.com  e traduzido e adaptado por Lucia Schuller.


Cientistas extraem DNA de inseto incrustado em âmbar

Embora polêmico, pesquisadora afirma que experimento não tem como intenção criar dinossauros

ISABELA BARREIROS PUBLICADO EM 29/09/2020, ÀS 15H01
extraido de  https://aventurasnahistoria.uol.com.br/

Resina com insetos analisada pelos pesquisadores
Resina com insetos analisada pelos pesquisadores - Divulgação/David Peris
Cientistas do Museu de História Natural Senckenberg, na Alemanha, realizaram pela primeira vez a extração do DNA de insetos que estavam incrustado em resina. A cientista Mónica Solórzano-Kraemer, David Peris e Kathrin Janssen, da Universidade de Bonn, publicaram um novo artigo na revista científica PLOS ONE.

Os besouros da ambrosia haviam sido incorporados há seis e dois anos em árvores âmbar, do gênero Hymenaea em Madagascar. Segundo Solórzano-Kraemer, a pesquisa teve como objetivo “esclarecer se o DNA de insetos embutidos na resina continua a ser preservado”. “Usando o método da reação em cadeia da polimerase (PCR), pudemos documentar que este é, de fato, o caso”, afirmou.

O material genético de animais é essencial para que pesquisadores possam identificar espécies, ajudando principalmente na questão de espécies já extintas. Por isso, para o futuro, a ideia é expandir esse estudo para resinas mais antigas.


Embora o artigo possa relembrar a narrativa dos filmes Jurassic Park, Solórzano-Kraemer afirma que “não temos intenção de criar dinossauros”. "Em vez disso, nosso estudo atual é uma tentativa estruturada de determinar por quanto tempo o DNA de insetos contidos em materiais resinosos pode ser preservado”, explicou.

“Agora podemos mostrar pela primeira vez que, embora seja muito frágil, o DNA ainda estava preservado em nossas amostras. Isso leva à conclusão de que é possível estudar a genômica dos organismos incorporados em resina”, concluiu a especialista. 

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Uma pessoa essa semana envenenou cachorros criminosamente com chumbinho. Saibam o que é esse produto e o que causa. Previnam-se contra acidentes!

 Perguntas Freqüentes – Chumbinho



- O que é o ‘chumbinho’? R.: 

É um produto clandestino, irregularmente utilizado como raticida. Não possui registro na Anvisa, nem em nenhum outro órgão de governo.


- Qual é seu aspecto físico? 

R.: Geralmente sob a forma de um granulado cinza escuro ou grafite (“cor de chumbo”).


- Existem recomendações de segurança para a aplicação de ‘chumbinho’ como raticida?

R.: Não. Trata-se de um produto ilegal que não deve ser utilizado sob nenhuma

circunstância.


- Do que consiste o ‘chumbinho’? Qual a sua origem? 

R.: Em geral, trata-se de venenos agrícolas (agrotóxicos), de uso exclusivo na lavoura como inseticida, acaricida ou nematicida, desviado do campo para os grandes centros para serem indevidamente utilizados como raticidas. Os agrotóxicos mais encontrados nos granulados tipo ‘chumbinho’ pertencem ao grupo químico dos carbamatos e organofosforados, como verificado a partir de análises efetuadas em diversas cidades do país. O agrotóxico aldicarbe figura como o preferido pelos contraventores, encontrado em cerca de 50 % dos ‘chumbinhos’ analisados. Outros agrotóxicos também encontrados em amostras analisadas de ‘chumbinho’ são o carbofurano (carbamato), terbufós (organofosforado), forato (organofosforado), monocrotofós (organofosforado) e metomil (carbamato). A escolha da substância varia de região para região do país.


- Quem “produz” e comercializa o ‘chumbinho’? 

R.: Quadrilhas de contraventores, que adquirem o produto de forma criminosa (através de roubo de carga, contrabando a partir de países vizinhos ao Brasil ou desvio das lavouras), fracionam e/ou diluem e revendem no comércio informal. Algumas casas agrícolas irresponsáveis também comercializam ‘às escondidas’ este veneno, agindo igualmente de forma clandestina.


- O ‘chumbinho’ é eficiente para o controle de roedores? 

R.: Não. Esses venenos agrícolas possuem elevada toxicidade aguda, de forma que a morte do roedor ocorre poucos instantes após sua ingestão, o que dá a falsa impressão ao consumidor de que o produto é eficiente. Mas as colônias de ratos não funcionam assim. Normalmente o animal mais idoso ou doente é enviado para ‘provar’ o novo ‘alimento’; como ele morre em seguida, os demais ratos observam e fogem. Ou seja, o problema não foi resolvido, os roedores apenas passaram para a vizinhança e continuam circulando pela região. Ao contrário, os raticidas legais, próprios para esse fim e com registro na ANVISA (denominados cumarínicos), agem como anti-coagulantes e a morte do animal é mais lenta, fazendo com que todos os ratos da colônia ingiram também o veneno, assim exterminando-os de forma mais eficiente, ainda que leve mais de tempo, apenas requerendo um pouco de paciência e disciplina por parte do usuário.


- Quais são os perigos do uso irregular/ilegal de ‘chumbinho’ e os sintomas de intoxicação? 

R.: Sendo um produto clandestino/sem registro, ele não possui rótulo contendo orientações quanto ao seu manuseio e segurança, informações médicas, telefones de emergência e, o que é ainda mais grave, a descrição do agente ativo bem como antídotos em caso de envenenamento, o que é fundamental para orientação do profissional de saúde nesse momento. Os sintomas típicos de intoxicação por ‘chumbinho’ são as manifestações de síndrome colinérgica e ocorrem em geral em menos de 1 h após a ingestão, incluindo náuseas, vômito, sudorese, sialorréia (salivação excessiva), borramento visual, miose (contração da pupila), hipersecreção brônquica, dor abdominal, diarréia, tremores, taquicardia, entre outros. 


Em caso de intoxicação, ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001. A ligação é

gratuita em todo território nacional e você será atendido e orientado por um profissional

de saúde especializado 


A COMPRA E VENDA DE CHUMBINHO É CRIME. DENUNCIE!!


Escreva para a Ouvidoria da Anvisa, através do e-mail ouvidoria@anvisa.gov.br ou para

a Gerência Geral de Toxicologia da Anvisa (toxicologia@anvisa.gov.br). Seus dados serão mantidos em sigilo. Sua identificação não é necessária.


quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Já se sabe mais sobre perda de massa muscular e óssea nos astronautas. Porque os ratos enviados ao espaço voltaram «super ratos»

 Por Simone Silva 17:30, 8 Set 2020

Alguns ratos geneticamente modificados foram enviados para o espaço e tornaram-se verdadeiros «super ratos», uma vez que regressaram maiores, com o índice de massa corporal aumentado, característico de um culturista, avança o ‘La Vanguardia’.


Estes animais foram cobaias de uma investigação científica realizada no Laboratório Jackson, em Connecticut, nos Estados Unidos, com o objectivo de prevenir a perda de massa muscular e óssea em astronautas.


Em Dezembro passado, investigadores enviaram 40 ratos para a estação espacial, lançando-os a bordo de um foguete SpaceX. Os animais foram geneticamente modificados através de um processo, no qual determinadas proteínas que que normalmente limitam a massa muscular foram bloqueadas.

Após o seu regresso à terra, os ratos não só conseguiram manter toda a sua massa muscular, como também apresentaram a estrutura de um culturista. Conforme revela o estudo, o tratamento aplicado aos animais promoveu a recuperação da massa muscular e óssea assim que regressaram do espaço.




No artigo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), o seu principal autor Se-Jin Lee explica que os 24 ratos regulares que não foram tratados voltaram à Terra com uma perda notável de massa muscular e óssea, de até 18%.


Em contrapartida, os «super-ratos» geneticamente modificados e lançados com o dobro do músculo mantiveram o volume quando voltaram. Na verdade, os animais voltaram com uma musculatura muito superior, como se tivessem dedicado a sua jornada ao treino de musculação de alto nível.


Estes resultados são promissores para os investigadores, uma vez que podem ser utilizados para desenvolver tratamentos que ajudam a astronautas para mitigar a perda de músculo e massa óssea registada durante muito tempo em voos espaciais.

Fonte:  https://executivedigest.sapo.pt/