quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Maioria dos casos confirmados por febre maculosa em Minas Gerais está concentrada no Centro-Oeste


Divinópolis, Pará de Minas, Itaúna e Igaratinga são os municípios com registros da doença, segundo informou a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).

A maioria dos casos de febre maculosa registrados em Minas Gerais, neste ano, está concentrada na região do Centro-Oeste. A informação foi confirmada pelo G1 por meio do boletim epidemiológico fornecido pela Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). As cidades que tiveram casos são Divinópolis, Pará de Minas, Itaúna e Igaratinga.

Sobre prevenção devido à incidência na região, a secretaria informou que cada Prefeitura é responsável pelas ações com moradores.

Em Divinópolis, das três mortes sob suspeita, duas foram confirmadas nesta quarta-feira (15) pela SES como casos de febre maculosa. A nota do órgão reiterou a confirmação dada no dia 8 de agosto pelo secretário Municipal de Saúde, Amarildo Sousa.

Em Itaúna, três mortes pela doença foram confirmadas. Os laudos foram divulgados no dia 3 de agosto. Em Pará de Minas, conforme a SES, houve um caso da doença, entretanto o paciente se recuperou.

Já em Igaratinga, apesar do boletim constar registro de uma morte pela febre maculosa, o Município informou ao G1, nesta quarta-feira (15), que a vítima não era natural de Igaratinga e nem residia na cidade.

Segundo disse a coordenadora municipal de epidemiologia, Angélica Conceição dos Santos, a vítima é uma criança do sexo masculino, de 3 anos, residente de Belo Horizonte. Ela visitou Igaratinga semanas antes do óbito, contudo, a coordenadora disse que não foi comprovado que tenha contraído a doença na cidade.

“Quando foi me repassada a informação de que a criança havia visitado o sítio de parentes aqui na cidade, eu comuniquei a Regional de Saúde e os técnicos vieram e coletaram amostras de sangue de cavalos e cachorros que habitam o sitio. E esses exames revelaram que a imunoglobulinas dos cavalos deram positivo para febre maculosa, mas as amostras de carrapato deram negativos”, disse.

Após o registro do caso, a Prefeitura orientou principalmente os residentes do sítio onde a criança esteve a tomar medidas de prevenção em relação a doença. Foram feitas dedetizações no local, além de ações ensinando como deve ser feito o manejo de animais, como por exemplo, cavalos.


Por Mariana Gonçalves , G1 Centro-Oeste de Minas