segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Risco de a febre amarela voltar a ser uma doença urbana é pequeno, dizem especialistas.


Apesar de a possibilidade existir, especialistas defendem que é muito pequena a possibilidade de ressurgimento da transmissão da doença por mosquitos que vivem nas cidades. O aumento de casos de febre amarela, com pessoas se contaminando nas franjas de matas nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, reacende um velho medo que surge a cada novo ciclo: a febre amarela pode voltar a ser uma doença urbana? A possibilidade existe, mas é muito pequena conforme relatos de especialistas no Estado de São Paulo com base em pesquisas sobre a evolução da epidemia e a biologia do vírus e dos mosquitos transmissores.

O ressurgimento da transmissão urbana, ou seja, por mosquitos que vivem na cidade, como o Aedes Aegypti, depende basicamente de três condições: ter muita gente contaminada em estado de viremia (com a presença do vírus circulando no sangue), vivendo em uma área onde haja uma população muito grande de mosquito e com capacidade de transmitir o vírus da febre amarela.

As longas e demoradas filas em busca da vacina na última semana podem até dar a sensação de que esta é a situação atual, mas os pesquisadores são categóricos: não é.

Para começar, a população de mosquito, por mais que traga uma série de problemas - vide as epidemias de dengue, zika e chikungunya dos últimos dois anos -, é considerada pequena para a febre amarela. 

"Na época em que a febre amarela era exclusivamente urbana (até o começo dos anos 1940), a densidade de mosquitos nas cidades era muito maior. O necessário para ter a transmissão urbana seria ter pelo menos o dobro do que temos hoje", explica o virologista e epidemiologista Renato Pereira de Souza, pesquisador científico do Instituto Adolfo Lutz. 



Todos os casos registrados nas últimas décadas foram e são exclusivamente do tipo silvestre. A contaminação ocorre quando uma pessoa sem vacina entra em área de floresta, como a região da Cantareira, na zona norte de São Paulo, ou está em um local rural próximo de uma mata e é picada por um mosquito silvestre que só vive ali. Esses insetos podem até voar em áreas urbanas
contíguas a parques, mas nunca irão para dentro das cidades.

Nelas, a transmissão caberia ao Aedes. Mas o mosquito que circula nas cidades brasileiras, apesar de ser capaz de transmitir a febre amarela, não é tão competente assim como vetor do vírus.

Então seriam necessários muitos mosquitos para impulsionarem uma epidemia.
Até as décadas de 20 e 30, as variantes de Aedes que existiam no Brasil eram de origem africana, essas sim bem aptas a transmitir o vírus. Mas elas foram erradicadas. A variante atual é asiática, menos capaz. Isso se soma ao fato de que há um controle do vetor nas cidades, como lembra Pedro Vasconcelos, diretor do Instituto Evandro Chagas. "Embora (com esse controle) não se consiga impedir uma epidemia de dengue, zika ou chikungunya, conseguimos evitar a transmissão humana do vírus da febre amarela. No Aedes Aegypti, o vírus não se replica de forma tão eficiente quanto nos outros três. Tanto é que os índices de infestação no Brasil costumam ficar em 5%, chegando no máximo a 10% em alguns locais. Esses números nos dão quase a certeza de que não teremos um surto de febre amarela urbana", afirma.

Trabalho divulgado no ano passado por pesquisadores dos Institutos Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e Evandro Chagas, para avaliar o risco de reurbanização da doença, mostrou que, em laboratório, o Aedes Aegypti, ao ser alimentado com sangue contaminado, teve o vírus detectado em sua saliva 14 dias depois. Esse é o principal indicador do potencial de transmissão da doença.
Mas na vida urbana, outras coisas estão acontecendo, como a ocorrência de outros vírus, que se saem muito melhor dentro do Aedes. "O vírus da chikungunya é o que tem a maior facilidade. Ele se replica mais rapidamente e, em três dias, já estava na saliva do mosquito. O da dengue leva cerca de uma semana. E o da zika e da febre amarela, em torno de 12 dias", comenta Ricardo
Lourenço, chefe do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do IOC.

Fator humano

O terceiro item da fórmula é a quantidade de pessoas em viremia. "No ser humano, o vírus da febre amarela só fica circulando no sangue - que é quando ele pode ser transmitido ao mosquito -, por um período de dois a quatro dias. Logo após a pessoa se contaminar ou quando ela já está em um estado mais crítico, isso não ocorre", explica Souza. "Por isso se diz que a transmissão da doença é um fator populacional. Não vai ocorrer tendo uma pessoa infectada ao lado de um mosquito. É preciso ter várias pessoas infectadas, com viremia e 
expostas a uma quantidade grande de mosquitos que vão transmitir para uma população suscetível. São várias etapas que têm de acontecer simultaneamente", completa. E com a vacinação em massa, mesmo que fracionada, esse lado da equação tende a diminuir ainda mais. Um exemplo disso ocorreu em Assunção, no Paraguai, em 2008, quando houve um pequeno
surto de febre amarela na região metropolitana. "Vacinando a população rapidamente, eliminando criadouros e borrifando mosquitos adultos, o vírus foi debelado e o aumento de casos, detido", conta Vasconcelos.

Há 111 anos, Brasil vencia os mosquitos.

No fim do século 19, as condições de saneamento nos principais centros urbanos do País eram insalubres. Mesmo na antiga capital, o Rio de Janeiro, o problema era grave e motivo direto das recorrentes epidemias de febre amarela. A situação era tão séria que muitos navios estrangeiros simplesmente evitavam aportar por aqui. O Brasil recebeu a alcunha de "túmulo dos estrangeiros". Rodrigues Alves assumiu a Presidência da República em 1902 dispostos a mudar radicalmente aquela situação. Já no ano seguinte, Oswaldo Cruz foi chamado para assumir a diretoria-geral de Saúde Pública, um cargo similar ao de atual ministro da Saúde. Sua missão era acabar de vez com a febre amarela. O médico logo criou o Serviço de Profilaxia, que colocou nas ruas as chamadas brigadas de mata-mosquitos - agentes sanitários que tinham por objetivo eliminar os focos do vetor da época, o Aedes Aegypti. O modelo de ação era autoritário: agentes entravam à força nas casas para destruir os locais de desova do mosquito.

Mas surtiu efeito: em 1907 a epidemia foi considerada erradicada. Desde o fim dos anos 1920, praticamente não houve nenhum surto epidêmico nas cidades. E desde 1937 a vacina está disponível. O último registro oficial de transmissão do vírus em uma cidade brasileira é de 1942. "A população era muito menor do que hoje, e a política sanitarista era totalmente truculenta, inaceitável atualmente", pondera a historiadora da Ciência Danielle Sanches, da Fundação Getulio Vargas (FGV). "Mas a gente perdeu um pouco o bonde dessa busca pelo saneamento."
Na avaliação do historiador Marcos Cueto, da Casa de Oswaldo Cruz, passou a predominar no país uma atitude passiva e tolerante. Segundo o também editor científico da revista História, Ciências e Saúde - Manguinhos, não houve uma política de vacinação entre a população urbana justamente no momento em que as cidades mais cresceram. "A febre amarela urbana inspira um pânico por 
causa dessa memória coletiva, essa lembrança inconsciente desses tempos calamitosos da epidemia urbana", afirma o historiador Jaime Benchimol, da Fundação Oswaldo Cruz. "E existe um risco de fato de uma volta da doença. Temos conhecimento de sobra, mas não temos é vontade política de enfrentar a situação", completa.

Este texto foi obtido no site do Instituto Evandro Chagas, clipping de um texto elaborado e publicado no jornal Gazeta do Povo on line.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Câmera flagra médico matando pombo com espingarda no Centro de S. Bernardo; veja o vídeo

O médico Cidney Knupp Neves, pneumologista que atua na clínica MedSaúde, na Rua Caraíbas, região central de São Bernardo do Campo, foi flagrado na última terça-feira (19) atirando em pombos que estavam nos telhados das casas vizinhas. Uma câmera de segurança registrou o exato momento em que, munido de uma espingarda, Neves apontou a arma e abateu uma das aves. As imagens não deixam claro qual o modelo do equipamento que pode ser do tipo “carabina de pressão”, comumente utilizado na prática esportiva de tiro.





A gravação, publicada nas redes sociais, causou indignação entre internautas que pedem providências da polícia. Muitos criticam a utilização de uma arma, dessa forma, em plena luz do dia e “sem controle”. Em contrapartida, há comentários em defesa da atitude do atirador, alegando que pombos devem ser tratados como “pragas urbanas”.

Uma vizinha afirmou por meio do Facebook que pretende denunciar o médico após sofrer ameaças. “Quando fui afrontá-lo, ele ainda fez gestos obscenos, me ameaçou e disse que os próximos alvos dele seriam os meus gatos e eu!”, declarou por meio do Facebook.

A reportagem tentou contato com o médico e com a clínica, mas não obteve sucesso até o momento. Temendo represálias, outros vizinhos contatados pelo SãoBernardo.INFO também preferiram o silêncio. Mais informações em breve.

fonte: http://saobernardoinfo

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

O que será 2018 para a saúde?



 Epidemiologicamente falando, o ano de 2017 não foi tão terrível quanto o de 2015, quando foram confirmados os primeiros caso de zika (e de microcefalia causada pelo vírus) no país —neste ano, a incidência de novos casos foi baixa. 

Mas o ano que termina está longe de ser insosso quando o assunto são arboviroses, doenças causadas por vírus e transmitidas por artrópodes, como mosquitos. 

A febre amarela deu as caras como não se via havia décadas. São 777 casos de dezembro de 2016 a julho deste ano, superando o total aferido desde 1980, início oficial das estatísticas. 

A saúde em 2018

A população que mora no entorno de São Paulo viu parques entrando em quarentena e foi chamada para se vacinar contra a febre amarela, antes necessária apenas para quem viajasse a alguns Estados 

Felizmente, a doença não chegou às cidades. O cenário seria devastador, levando em conta o ilustre residente Aedes aegypti, responsável pela transmissão da febre amarela em centros urbanos. 

Em São Paulo, o sinal amarelo acendeu após a morte de primatas, vitimados pelo vírus em parques. A população vizinha viu os locais entrando em quarentena e foi chamada para ser vacinada. A meta era formar uma espécie de "cordão de isolamento imunológico", medida vista com reservas por especialistas. 

Apesar de não haver registros de febre amarela urbana, o perigo existe, diz o médico Antonio Bandeira, da Sociedade Brasileira de Infectologia. "O que preocupa não é nem tanto a quantidade de casos, mas a ocorrência nas imediações dessas áreas." 

Há o alerta do especialista, mas ainda é incerto como se mexerão as peças tabuleiro das arboviroses em 2018. 

Os elementos que determinarão se o próximo ano será bom ou ruim são dois. 

O primeiro é a susceptibilidade da população: se uma grande parte já foi infectada por algum vírus, a reentrada desse patógeno é dificultada. Se aquelas pessoas ainda são imunologicamente "virgens", o vírus pode, sim, deitar e rolar. 

Mas isso também depende dos fatores climáticos e ecológicos. Mesmo que uma população esteja propensa à infecção, se os vírus não tiverem um "meio de transporte", tudo se passa como se nada se passasse. Ou seja, sem uma condição climática que permita a proliferação de mosquitos não há como zika, chikungunya, dengue e febre amarela estragarem 2018. 

Não é sempre que podemos contar com a sorte, porém. 

Fonte: Jornal Folha de SP

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

CASA BRANCA em Washington infestada de pragas ???



A Casa Branca, residência do presidente dos EUA e sede do executivo no país, está sofrendo com infestação de ratos e baratas, informou a emissora NBC, citando documentos da Administração de Serviços Gerais.

Segundo a NBC Washington, durante os últimos dois anos os funcionários da GSA – Administração de Serviços Gerais, agência independente do governo criada para controlar o funcionamento básico de todas as instituições federais norte-americanas, receberem diversas reclamações sobre ratos na Casa Branca, a residência oficial do presidente.

Além disso, pelo menos quatro notificações oficias sobre baratas foram emitidas pelos funcionários da presidência, bem como um alerta sobre formigas. Além do combate a pragas e insectos, em 2017 os funcionários do governo norte-americano pediram a substituição de diversos móveis e uma reforma do sistema central de isolamento.

A maioria das solicitações e reclamações foi feita após a posse de Donald Trump, que aconteceu a dia 20 de janeiro deste ano.

Este não é o primeiro caso, este ano, de problemas com ratos em edifícios governamentais famosos. Em agosto, o Parlamento do Reino Unido teve de aumentar o orçamento para combater os ratos que passeiam pelo Palácio de Westminster, depois de ter determinado que os deputados não podiam trazer os seus gatos para tratar do problema.

Mas esta não foi sequer a primeira vez que os ratos invadiram as Câmaras britânicas dos Comuns e dos Lordes – e o facto de os roedores terem aparecido foi, antes de mais, o que levou originalmente os parlamentares a decidirem por contra própria levar os próprios gatos para dar conta de tão dura missão.

Fonte:: ZAP/ Sputnik News

Mairiporã registra 22 mortes de macacos por febre amarela



A Prefeitura de Mairiporã, na Grande São Paulo, informou que 22 macacos encontrados mortos no município estavam infectados com o vírus da febre amarela. Entre agosto e novembro, houve o registro de 90 mortes de primatas e 50 casos ainda estão em análise no Instituto Adolfo Lutz.

O município não tem registros de casos suspeitos em humanos, segundo a gestão municipal. Dos 90 macacos, sete não puderam ser analisados porque estavam em avançado estado de decomposição e nove tiveram resultados negativos.

A prefeitura do município disse que os registros do ano de 2017 tiveram início no mês de agosto, quando também começou a campanha de imunização da população. Até o momento, 70 mil pessoas foram vacinadas, o que corresponde a 75% da população, de acordo com a gestão.

Na capital, onde um macaco foi encontrado morto no Horto Florestal (zona norte) em outubro, há quatro casos confirmados de infecção em macacos. O Horto Florestal e o Parque Estadual da Cantareira, além de 13 parques municipais estão fechados. Na zona leste, o Parque Ecológico do Tietê também foi fechado.

A médica Adriana Homem é moradora de um condomínio perto da Serra da Cantareira e conta que encontrou dois macacos da espécie bugio, um morto e outro doente, em seu quintal na quarta-feira, 29. "Desde domingo, foram 13 macacos mortos só no (condomínio) Sausalito. Isso não existia. A gente nunca tinha presenciado mortes ou visto macacos mortos. É um descaso", reclamou.

Adriana diz que ainda tentou socorrer um dos animais, mas ele não resistiu. "O que sangrava ainda estava vivo, meu filho foi fazendo massagem cardíaca no macaco, tentamos salvar." Ela afirma que tem ocorrido demora para o recolhimento dos animais.

Em nota, a prefeitura de Mairiporã informou que "todos os primatas mortos estão sendo recolhidos - seja de qualquer localidade, incluindo condomínios - e as vísceras são encaminhadas à análise do Instituto Adolfo Lutz, conforme protocolo da Secretaria de Estado da Saúde. Se eventualmente há demora para retirada de animais mortos, isso ocorre em razão da grande demanda".

Fonte: Estadão

Casal chinês é flagrado com 200 baratas vivas em mala de mão no aeroporto Marido afirmou que insetos seriam usados em "pomada" para pele de sua mulher; insetos foram confiscados e seu destino não é conhecido.



Agentes da alfândega em um aeroporto da China tiveram uma surpresa desagradável ao abrir a mala de mão de um casal e descobrir cerca de 200 baratas vivas.

O caso aconteceu no último dia 25 de novembro no aeroporto internacional de Baiyun, em Cantão, no sudeste do país, segundo o jornal chinês Beijing Youth Daily .

Os funcionários perceberam um movimento estranho na bagagem de um casal de idosos enquanto o objeto era colocado no raio X.

"Havia um sacola de plástico branca com vários itens pretos se movendo dentro dela", disse a funcionária Xu Yuyu ao site de notícias chinês Kankan News .

"Uma das funcionárias abriu a mala e uma barata pulou para fora. Ela quase caiu no choro", acrescentou.

Quando questionado sobre por que estavam transportando baratas, o marido afirmou que os insetos seriam usadas em uma "pomada" para a pele de sua mulher.

Ele não explicou qual era o problema de saúde dela.

Mas, segundo Xu, "se trata de um remédio popular antigo. Você mistura as baratas em algum creme medicinal e coloca sobre a pele", teria dito o homem aos agentes.

De acordo com as regras de transporte aéreo na China, não é permitido levar seres vivos na bagagem de mão.

O casal decidiu, então, deixar as baratas com os funcionários da alfândega. O destino delas não é conhecido.

Essa não é a primeira vez que algo do tipo acontece na China.

Em agosto, um homem foi flagrado tentando transportar os dois braços amputados de seu irmão em uma mala após passar pelo raio X de uma rodoviária na província de Guizhou, no sul do país.

À polícia, ele alegou que estava carregando os membros para enterrá-los quando seu irmão morrer. Segundo uma tradição de seu vilarejo, explicou, o morto tem de ser enterrado com todas as partes de seu corpo.

Ele acrescentou que os braços foram amputados quando seu irmão sofreu um choque elétrico.

Segundo as regras de transporte viário na China, os passageiros podem carregar partes do corpo humano se possuírem um atestado médico, além de autorizações da polícia e do Ministério da Saúde.

Fonte: BBC

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Proteção contra febre amarela em Minas é insuficiente


SAÚDE E BEM-ESTAR

Vacina contra a doença deve ser aplicada em 95% da população para evitar surtos 

Prestes a entrar no período com maior probabilidade de ocorrência da febre amarela, 75% das cidades de Minas Gerais ainda não atingiram a meta de vacinar 95% de seus habitantes. Essa taxa de imunização é a suficiente para evitar surtos da doença. A enfermidade, em sua forma silvestre, teve o seu pior surto no país desde 1980, segundo o Ministério da Saúde. Foram mais 261 pessoas mortas em decorrência da virose e mais de 770 infectadas desde dezembro do ano passado. Somente no estado foram 162 casos fatais, o que corresponde a 62% dos óbitos.

O boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) nesta quinta-feira mostra que dos 853 municípios mineiros, 639 ainda não conseguiram chegar à meta de 95% de imunização dos moradores. As regionais de Varginha e Pouso Alegre, ambas no Sul do Estado, são as que mais somam cidades que ainda não chegaram ao objetivo: 48 e 51, respectivamente.

Nesse aspecto destacam-se ainda a Regional de Divinópolis, na Região Centro-Oeste, com 38 municípios que não atingiram a meta, e Montes Claros, na Região Norte, com 37 cidades. A Regional Belo Horizonte também tem número alto de integrantes que não atingiram o objetivo– 32 no total.

Diante do cenário, a SES/MG recomendou que os municípios que ainda não atingiram a meta façam o monitoramento rápido de coberturas vacinais, ampliem o horário de funcionamento das salas de vacina, providenciem a imunização em domicílios, escolas, universidades e locais de trabalho, promovam busca ativa de não vacinados e envolvam a atenção primária nas ações, inclusive com a participação de agentes de saúde.

Desde abril o país adota o esquema vacinal de uma única dose durante toda a vida, seguindo orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A vacina tem eficácia de 95% a 99%, mas é contraindicada para menores de 6 meses, pessoas com baixa atividade do sistema imunológico e com reação alérgica grave a ovo.

INFECTADOS Minas Gerais não registra um novo caso da doença desde junho deste ano. Segundo a SES, o último paciente que contraiu febre amarela no estado começou a sentir os sintomas em 9 de junho. Desde dezembro de 2016 foram registrados 475 casos da doença, com 162 mortes.

Mesmo assim, o vírus continua circulando no estado. Prova disso são as mortes de primatas pela doença. Desde julho foram registrados casos de óbitos de macacos em 97 municípios mineiros. Desse total, oito foram confirmados com a enfermidade. Ainda estão sendo investigadas ocorrências em 18 cidades. Em outras 30 a causa da morte ainda é indeterminada, pois não houve a coleta de material genético. Em 43 casos foi descartada a morte por febre amarela.

Fonte: Estado de Minas

Vacinação contra a febre amarela movimenta Suzano Suzano faz Dia D da febre amarela



Muita gente aproveitou o sábado (25), para se vacinar contra a febre amarela. Postos fixos e volantes trabalharam em vários municípios do Alto Tietê.

No carro, toda a estrutura para aplicação das doses. O posto volante de vacinação da Prefeitura de Suzano chamou bastante atenção. “Estava passando de ônibus e aí vi o pessoal de branco e vim ver o que era. Aproveitei e me vacinei”, contou a assiste social Justina Efigênia Queiroz Santos.

O dia também foi de informação sobre o público-alvo da campanha. “Em idosos acima de 60 anos o risco de reação da vacina é grande. Como não está tendo doença nos humanos não convém tomar. Se surgir casos aí vale a pena tomar sim”, explicou o enfermeiro Willian Rodrigues Porto. Suzano recebeu 50 mil doses da vacina.

Essa semana Guararema foi incluída na área de monitoramento. A campanha na cidade já começou. Por enquanto, apenas os moradores da área rural estão sendo vacinados. As doses são aplicadas de casa em casa.


Fonte G1

Número de macacos mortos por febre amarela chega a 70 em Jundiaí


Vigilância Epidemiológica reforça vacinação na cidade; dos 409 mil habitantes, 374,33 mil já estão imunizados, diz órgão. Não há casos de contaminação em humanos.

Fonte: G1 Sorocaba e Jundiaí


O número de macacos mortos por febre amarela subiu para 70 em Jundiaí (SP). A informação foi confirmada pela Vigilância Epidemiológica neste sábado (25). Segundo o órgão, não há casos da doença em humanos.

Para evitar a contaminação, a campanha contra a doença continua na cidade. Até agora mais de 370 mil mil pessoas foram imunizadas em Jundiaí, diz a Vigilância.

Após os primeiros registros de morte de primatas na região, há mais de dois meses, as cidades intensificaram a vacinação contra a doença.

Além dos 70 macacos mortos em Jundiaí - e outros 22 aguardam resultados -, foram registradas outras cinco mortes em Campo Limpo Paulista, 14 em Itatiba (SP) e dois em Jarinu (SP). Em Itatiba, dois casos foram registrados em humanos. Em um deles, o paciente morreu.

De acordo com as divisões municipais de zoonoses, as mortes ocorreram nas áreas rurais, em bairros onde agentes fazem inclusive a vacinação de casa em casa.

Ação reforçada

Por conta da mortandade de macacos causada pela febre amarela, a campanha de vacinação em Jundiaí tem sido reforçada. Dos 409 mil habitantes, 374,33 mil já estão imunizados contra a febre amarela, segundo dados da Vigilância Epidemiológica, o que representa 91,5% da população. A meta é de 95% de imunização.

Em uma ação inusitada, alguns shows estão pedindo a apresentação do comprovante de vacinação. O caso ocorreu na apresentação da banda de rock Capital Inicial, no dia 17 de novembro, quando alguns fãs não conseguiram assistir ao show por falta do comprovante.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Quatro cidades da região estão em estado de alerta para a dengue Levantamento aponta risco de surto da doença em Guarujá, Itanhaém, Peruíbe e São Vicente


Quatro dos nove municípios da Baixada Santista estão em sinal de alerta para um possível surto de dengue a partir do final deste ano. São eles: Guarujá, Itanhaém, Peruíbe e São Vicente. Esse cenário foi verificado pelas equipes das secretarias municipais de Saúde no Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) realizado em todos os municípios da Baixada Santista, no mês passado.

Os resultados obtidos por A Tribuna constam no site da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, mas devem ser divulgados oficialmente pelo Ministério da Saúde ainda este mês.

No caso das localidades citadas, o LIRAa ficou entre 1 e 3,9, ou seja, de 1% a 3,9% dos domicílios vistoriados pelos agentes de combate às endemias continham as larvas do inseto.

Peruíbe teve o pior resultado da região, com índice de 3,3. Na sequência, aparecem Guarujá, com 2,5, São Vicente (1,7) e Itanhaém (1,5). 

Na Avaliação de Densidade Larvária (ADL), semelhante, feita em julho deste ano – chamada de Índice de Breteau –, Guarujá não tinha recebido o sinal amarelo, ao contrário de Praia Grande e Mongaguá, que apresentaram resultados melhores agora (0,8 e 0,3, respectivamente).

Ambos os municípios tiveram a classificação satisfatória (quando o resultado é abaixo de 1). O mesmo ocorre com Bertioga (0,4) e Santos (0,5). Cubatão não fez o LIRAa.

Esses resultados representam uma média dos setores fiscalizados. Por exemplo: há áreas de São Vicente, Peruíbe, e Guarujá que tiveram resultados superiores a 4, o que demonstra um alto risco de surtos de dengue.

A partir desses resultados, as equipes municipais de Vigilância conseguem identificar os bairros mais críticos e os principais focos de reprodução do mosquito nesses locais. Assim, é possível melhorar o trabalho de prevenção.

Em razão das altas temperaturas normalmente registradas nas últimas semanas de cada ano, o ciclo do mosquito pode cair para apenas 12 dias. Quando o clima está ameno, esse período é de cerca de 30 dias.

O que dizem as prefeituras?

Para Bertioga, o bom resultado do LIRAa está atrelado à acentuada queda nos casos de dengue, conforme apontam relatórios do ADL anteriores feitos este ano. Já Cubatão justificou que não participou do LIRAa.

Guarujá informou que as características geográficas da cidade, como morros e áreas de mata, sempre contribuíram para um alto índice do LIRAa. Porém, a Administração destacou que o dado aferido é um dos mais baixos, se comparado ao de anos anteriores.

Itanhaém entende que os índices verificados apontam que agentes de vetor têm encontrado recipientes, mas não foram registrados o aumento dos números de larvas positivas. 

Conforme Mongaguá, o índice do LIRAa é satisfatório. “Não baixamos a guarda, pois o trabalho de combate ao Aedes aegypti é realizado o ano inteiro”. A prefeitura de Peruíbe não fez comentários a respeito do resultado do levantamento.

O Departamento de Saúde Ambiental de Praia Grande entende que o índice LIRAa ficou dentro do espuna.com.brerado. Com base nos dados, as ações serão intensificadas, como a visita dos agentes nas casas e estabelecimentos, conscientização nas escolas e outros espaços públicos entre outros.

A chefe do Departamento de Vigilância em Saúde de Santos, Ana Paula Nunes Viveiros Valeiras, acredita que o resultado do LIRAa deste ano foi “excelente”. Na avaliação da servidora, os números comprovam que o município está fazendo a “lição de casa”.

Na visão dela, a população está mais consciente para evitar a proliferação do Aedes aegypti. “Acho que o nosso grande segredo é desenvolver ações durante todo o ano. Há alguns anos não havia essa preocupação. A dengue deixou de ser uma doença sazonal”, afirmou. Segundo São Vicente, os dados do ADL e LIRA vêm sendo observados sistematicamente e norteiam as ações referentes ao grau de infestação, estratificado por área e quais os principais criadouros por área. 

Fonte: www.atribuna.com.br

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Sem manutenção, faixa de dutos atrai escorpião e rato em Santo André




A autônoma Ana Paula Guimarães Oliveira, 33 anos, ganhou nova preocupação há um ano: evitar que o filho de 3 anos brinque no quintal do imóvel. Isso devido à presença de insetos e até mesmo ratos, fruto de falta de manutenção em faixa de duto localizada próximo à residência da moradora, na Rua dos Professores, no Jardim Santa Cristina, em Santo André.

O terreno, de propriedade da Transpetro, está tomado pelo mato alto e já acumula água parada. Sem limpeza, a sujeira passou a atrair até mesmo animais peçonhentos, como é o caso de escorpiões. Com a proximidade do verão (que começa em 21 de dezembro), aumenta o receio em relação à dengue, tendo em vista que há possibilidade de o mosquito transmissor da doença circular pelo local.

Ana Paula diz que a situação é rotineira. “A gente liga várias vezes (para a Transpetro) e não resolvem. Enquanto um joga para o outro o tempo passa. Não deixo meu filho brincar aqui fora e a porta vive fechada. Ele fica da cozinha para lá porque não sabemos o que pode acontecer”, lamenta. 

A dona de casa Filomena Garcia Pereira, 74, destaca ter observado, há alguns dias, escorpião. “Está muito sujo e a gente convive com carrapatos e pernilongos. Estou cansada de falar e não adiantar nada. Fez um ano em outubro que limparam pela última vez”, critica. 

A cabeleireira Mislene do Carmo, 38, chegou ao local há apenas sete meses, mas já reclama da situação. “Tem de arrumar e tirar o mato. Já apareceu escorpião, mas imagina os ratos”, aponta.

A Transpetro informou, por meio de nota, que vai providenciar a limpeza da faixa de dutos citada. A empresa ressaltou ainda que possui o telefone 168, “canal pelo qual os moradores vizinhos às instalações podem contribuir, seja no envio de críticas, sugestões ou comunicando qualquer movimentação suspeita na faixa de dutos ou em terrenos próximos”. 


Fonte: DGABC Diário do Grande ABC

sábado, 11 de novembro de 2017

Sobre a febre amarela


Fonte: R7

Vacinação contra febre amarela pode ser ampliada, diz ministro



O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse em 9 de novembro que se as suspeitas de febre amarela na capital paulista forem confirmadas, a vacinação poderá ser ampliada na cidade. Três macacos com a doença morreram na zona norte da cidade, mas nenhum caso foi notificado em humanos. A prefeitura, atualmente, investiga seis pacientes que apresentam os sintomas da doença – um deles vindo da África. Barros participou do Seminário Organizações Sociais de Saúde, no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo.

“Se for o caso, vamos ampliar as áreas aqui em São Paulo, porque há uma migração da doença. Mas vamos ter que ter muita tranquilidade, calma, para que não haja uma busca desnecessária pela vacinação. Havendo necessidade e procura pela população, as vacinas estarão disponíveis”, afirmou o ministro, ao participar do Seminário Organizações Sociais de Saúde, no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo.

Os resultados dos casos suspeitos da doença na cidade devem sair em aproximadamente 10 dias. “Os sintomas da febre amarela são muito parecidos com os de outras doenças. O fato é que, em função dos episódios do ano passado, há um excesso de zelo, vamos dizer assim. A nossa vigilância vem evitar que aconteça uma a epidemia, como no ano passado”, disse Barros

A vacinação contra a febre amarela em São Paulo foi intensificada, abrangendo um cinturão de 500 metros em torno dos parques Horto Florestal e Anhaguera, na zona norte, onde macacos infectados foram encontrados. Ontem, a prefeitura anunciou que mais seis postos de saúde entraram na campanha, elevando para 43 o total de endereços disponíveis na região.

fonte: Agência Brasil

09.11.17 - 12h23