sábado, 11 de novembro de 2017

Vacinação contra febre amarela pode ser ampliada, diz ministro



O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse em 9 de novembro que se as suspeitas de febre amarela na capital paulista forem confirmadas, a vacinação poderá ser ampliada na cidade. Três macacos com a doença morreram na zona norte da cidade, mas nenhum caso foi notificado em humanos. A prefeitura, atualmente, investiga seis pacientes que apresentam os sintomas da doença – um deles vindo da África. Barros participou do Seminário Organizações Sociais de Saúde, no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo.

“Se for o caso, vamos ampliar as áreas aqui em São Paulo, porque há uma migração da doença. Mas vamos ter que ter muita tranquilidade, calma, para que não haja uma busca desnecessária pela vacinação. Havendo necessidade e procura pela população, as vacinas estarão disponíveis”, afirmou o ministro, ao participar do Seminário Organizações Sociais de Saúde, no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo.

Os resultados dos casos suspeitos da doença na cidade devem sair em aproximadamente 10 dias. “Os sintomas da febre amarela são muito parecidos com os de outras doenças. O fato é que, em função dos episódios do ano passado, há um excesso de zelo, vamos dizer assim. A nossa vigilância vem evitar que aconteça uma a epidemia, como no ano passado”, disse Barros

A vacinação contra a febre amarela em São Paulo foi intensificada, abrangendo um cinturão de 500 metros em torno dos parques Horto Florestal e Anhaguera, na zona norte, onde macacos infectados foram encontrados. Ontem, a prefeitura anunciou que mais seis postos de saúde entraram na campanha, elevando para 43 o total de endereços disponíveis na região.

fonte: Agência Brasil

09.11.17 - 12h23

Justiça condena franqueada do McDonalds a indenizar cliente que encontrou escorpião em sanduíche


Decisão da 2ª Vara Cível de Belo Horizonte foi questionada por recurso e confirmada pela 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Por G1 MG, Belo Horizonte
09/11/2017 19h15  Atualizado há 19 horas

A Justiça condenou uma loja fraqueada do McDonalds, em Belo Horizonte, a indenizar um cliente que encontrou um escorpião morto dentro de um sanduíche vendido no local. De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o cliente deve receber o valor do sanduíche e R$ 5 mil por danos morais.

O caso ocorreu em 2012. Na época, o homem comprou o lanche em uma loja da rede localizada no bairro Cidade Nova, na Região Noroeste da cidade, e levou para a oficina mecânica onde trabalhava. Ao ingerir o alimento, percebeu que havia um escorpião morto na comida.

Conforme informa o processo, ele voltou a loja para reclamar e foi convidado por um funcionário a verificar as condições de higiene no local, mas preferiu recusar a visita e registrar boletim de ocorrência.

De acordo com o Tribunal, “a empresa argumentou que todo o processo de preparação dos lanches sofre rigorosos procedimentos de higienização, o que tornava impossível que o escorpião proviesse do estabelecimento. Segundo a franqueada, o local onde o consumidor trabalha oferecia as condições adequadas para o desenvolvimento desse animal”.

Ainda de acordo com o TJMG, a decisão do juiz Sebastião Pereira dos Santos Neto, da 2ª Vara Cível de Belo Horizonte, foi questionada por recurso e confirmada pela 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

A Justiça, porém, manteve a condenação “sob o fundamento de que o fornecedor tem responsabilidade objetiva sobre o produto que comercializa, ou seja, é responsável por ele independentemente de culpa”.

A decisão foi divulgada pelo TJMG na quarta-feira (8), uma semana após a publicação da decisão.

Procurada pelo G1, a assessoria do MCDonalds em Belo Horizonte confirmou e informou "que não comenta decisões judiciais e reitera que segue rígidos padrões de higiene e segurança alimentar”.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

ESCORPIÕES E TRATAMENTO EM CASO DE ACIDENTES

Escorpiões são artrópodes (pernas articuladas) pertencentes à Classe Arachnida (por apresentar quatro pares de pernas) e Ordem Scorpiones, de distribuição geográfica bastante ampla, estando presentes em todos os continentes, exceto na Antártica. 

Atualmente ocorrem 19 famílias distribuídas em todo o mundo. 

Os gêneros que causam os mais graves acidentes são: Androctonus e Leiurus (África setentrional), Centruroides (México e Estados Unidos) e Tityus (América do Sul e Ilha de Trinidad). No Brasil ocorrem quatro das 19 famílias existentes, sendo que apenas a Família Buthidae, que contém as espécies do gênero Tityus, apresenta espécies de importância em saúde pública.

Acidente escorpiônico ou escorpionismo é o quadro de envenenamento provocado pela inoculação de veneno através de aparelho inoculador (ferrão ou télson) de escorpiões. De importância em saúde pública no Brasil são os representantes do gênero Tityus, com várias espécies descritas:

T. serrulatus (escorpião-amarelo): com ampla distribuição em todas as macrorregiões do país, exceto na região Norte e no estado do Rio Grande do Sul, representa a espécie de maior preocupação em função do maior potencial de gravidade do envenenamento e pela expansão em sua distribuição geográfica no país, facilitada por sua reprodução partenogenética e fácil adaptação ao meio urbano;




T. bahiensis (escorpião-marrom): encontrado na Bahia e regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil;




T. stigmurus (escorpião-amarelo-do-nordeste): espécie mais comum do Nordeste, apresentando alguns registros nos estados do Paraná e Santa Catarina;




T. obscurus (escorpião-preto-da-amazônia): encontrado na região Norte e Mato Grosso.



De acordo com a distribuição das espécies de escorpiões encontradas no país, pode haver variação regional nas manifestações clínicas. Porém, de modo geral, o envenenamento escorpiônico determina alterações locais e sistêmicas, decorrentes da estimulação de terminações nervosas sensitivas, motoras e do sistema nervoso autônomo. A grande maioria dos acidentes é leve e o quadro local tem início precoce e duração limitada, no qual adultos apresentam dor imediata, eritema e edema leves, piloereção e sudorese localizadas, cujo tratamento é sintomático. Mioclonias e fasciculações são descritas em alguns acidentes por T. obscurus. Já crianças abaixo de 7 anos apresentam maior risco de alterações sistêmicas nas picadas por T. serrulatus, que podem levar a casos graves e requerem soroterapia específica em tempo adequado.


Aspectos clínicos

Dor local imediata e de intensidade variável, podendo irradiar-se até a raiz dos membros. Hiperemia e edema discreto, piloereção, sudorese e frialdade podem estar presentes no local ou em todo o membro atingido. Durante alguns dias pode permanecer no local da inoculação hiperestesia ou parestesia. De forma sistêmica pode ocorrer midríase, arritmia cardíaca, taquicardia, hipertensão arterial, edema agudo de pulmão, insuficiência cardíaca e choque. A descarga adrenérgica leva à hiperglicemia e leucocitose e contribui também para a hipopotassemia. A descarga colinérgica provoca miose, bradicardia, arritmias, hipotensão arterial, aumento das secreções lacrimal, nasal, salivar, pancreática, gástrica, brônquica, sudorípara, tremores, piloereção, espasmos musculares, contribuindo para o aumento da amilase sanguínea. Nos acidentes causados por T. obscurus têm sido relatados também quadros neurológicos com mioclonias, dismetria, disartria, ataxia, parestesias, hiperreflexia.

O tratamento, quando necessário, é feito com o soro antiescorpiônico (SAEsc) ou o soro antiaracnídico (Tityus, Phoneutria e Loxosceles - SAA).

Aspectos laboratoriais

Não existem exames laboratoriais para confirmação do diagnóstico.

Sangue: Hiperglicemia, leucocitose e hipopotassemia ocorrem precocemente após o acidente nos acidentes moderados e graves. Quando ocorre comprometimento cardíaco detecta-se aumento das enzimas (CK-MB, TGO, LDH e Troponina I, esta principalmente nos casos mais graves) nas dosagens seriadas. Geralmente observa-se distúrbio do equilíbrio ácido/básico do tipo misto, com acidose metabólica e alcalose respiratória, e nos casos mais graves acidose respiratória.

Urina: nos casos moderados e graves, glicosúria, às vezes, cetonúria.

Eletrocardiograma (ECG): As alterações mais encontradas são taquicardia ou bradicardia sinusal, extrassístoles ventriculares, distúrbios da repolarização ventricular como inversão da onda T em várias derivações, presença de ondas U proeminentes, alterações semelhantes às observadas no infarto agudo do miocárdio (presença de ondas Q e supra ou infradesnivelamento do segmento ST), marcapasso mutável, prolongamento de QT corrigido e bloqueio de condução diversa. Estas alterações são reversíveis dentro de 3 a 7 dias do acidente, dependendo da gravidade.

Radiografia de tórax: Pode evidenciar aumento da área cardíaca e sinais de edema pulmonar agudo (EPA), eventualmente unilateral.

Ecocardiografía (ECO): Tem demonstrado, nas formas graves, hipocinesia transitória do septo interventricular e da parede posterior do ventrículo esquerdo, diminuição da fração de ejeção, regurgitação da válvula mitral e dilatação de câmaras cardíacas.

Tomografia cerebral computadorizada: Pode ser útil na suspeita de acidente vascular cerebral ou outras complicações neurológicas.

Aspectos ambientais

A adaptação ao meio antrópico facilita a ocorrência maior desse tipo de acidente no meio urbano, vitimando fatalmente, na maioria dos casos, crianças. A forma mais adequada de se evitar o aparecimento de escorpiões nas residências é evitar o acúmulo de detritos no terreno, principalmente aqueles que possam atrair baratas, preservar seus inimigos naturais, como corujas, pequenos macacos, quatis, lagartos e sapos; e vedar frestas, vãos e ralos que permitam a entrada desses animais. O crescimento desordenado das cidades muitas vezes não é acompanhado por uma infraestrutura de saneamento, resultando em acúmulo de lixo e proliferação de baratas. Esses acabam atraindo escorpiões para dentro das residências, onde procuram abrigo e alimento, aumentando no número de acidentes.



NOTA INFORMATIVA - Alerta aos serviços de saúde e de vigilância das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde sobre os riscos de acidentes por animais peçonhentos nos meses de verão.

Fonte: Ministerio da Saude, Brasil.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Epidemia: mais de 300 escorpiões são recolhidos em Jussara, no PR


Fiscalização foi feita pela prefeitura; número impressiona

   

O município de Jussara, noroeste do Paraná, vive uma epidemia de escorpiões.

Na quarta-feira (04) durante fiscalização no município, mais de 300 animais foram encontrados. No vídeo, é possível ver a quantidade dos escorpiões que chega a assustar.








De janeiro a agosto deste ano, 27 pessoas foram picadas pelo animal. Em agosto um menino de quatro anos morreu após ser picado pelo escorpião. A criança estava dormindo. Uma menina de dois anos também foi picada e se recuperou. 

O apelo da prefeitura é pela colaboração dos moradores principalmente no que diz respeito a limpeza dos quintas.
Redação Catve.com

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Mosquitos impõem toque de recolher em São Vicente


Em bandos, eles invadem as casas, os carros, pernas de fora, tornozelos e até os ouvidos, justamente no período propício para o descanso: à noite

Biólogo diz que é preciso recuperar a mata ciliar (cobertura vegetal nativa) dos rios da cidade


Cinco da tarde. Esta é a hora que começa o terror, segundo os moradores de São Vicente. Desta vez, a violência dos ataques não está isolada nos bairros distantes do Centro e acomete a cidade inteira. Em bandos, eles invadem as casas, os carros, pernas de fora, tornozelos e até os ouvidos, justamente no período propício para o descanso: à noite.

“Quando chega às cinco horas da tarde ninguém mais sai e fico desesperado para fechar a casa com medo que eles entrem. É um horror”, desabafa André Soares.

Morador do bairro Catiapoã há 37 anos, ele afirma que é a primeira vez que invasões dessa proporção acontecem por ali. Os meliantes, porém, são antigos conhecidos da população: os mosquitos.

Paulo Sérgio de Oliveira reside no local há mais tempo, 50 anos, e confirma que jamais viu nada parecido. “Do lado do canal dá para ver as nuvens de mosquitos, não dá para andar sem ser atacado e em todo lugar o povo está falando disso. É uma praga que invadiu a cidade toda”, acredita.

A situação está mexendo com o bolso dos munícipes também. Eduardo Teixeira fez as contas. De acordo com ele, cada inseticida custa em torno de R$9 e vão pelo menos oito por mês, ou seja, R$72. Além disso, passou a ser artigo essencial na compra do mês o repelente de pele e o espiral, usado para afastar os mosquitos de dentro de casa. Os custos somados passam de R$100 mensais.

“Eu tenho duas crianças e fico preocupado se esses produtos podem fazer mal para eles, mas se a gente não usa, não tem como ficar dentro de casa e tem o risco da dengue. Dos muitos mosquitos que matamos aqui, vários deles tinham as patas listradas”, explica ao citar a característica do Aedes Aegypti, transmissor da doença.

A rede social Facebook também foi usada para relatar a infestação de mosquitos em São Vicente. Ao reclamar da situação em sua página pessoal e classificar os insetos como “absurdamente grandes e famintos”, Martha Benassi recebeu diversos comentários confirmando a situação em outros bairros: Centro, Gonzaguinha, Vila Cascatinha, Vila Valença, Jóquei, entre outros.

Poluição dos canais pode influenciar proliferação

São Vicente é cortada por diversos canais como o da Avenida Penedo, Sá Catarina de Moraes, Alcides da Araújo, Linha Vermelha e Itararé (durante a visita da Reportagem foi possível verificar, além da água parada, muito lixo). O DL questionou o biólogo Pedro Trasmonte para saber se essas condições poderiam influenciar a infestação dos mosquitos.

Ele explica que neste período é comum o surgimento deles, “principalmente porque até a semana passada ficamos mais de um mês sem chuva e na primeira garoa que deu, eles aproveitaram o máximo pra se reproduzir”.

Em relação aos canais, Pedro diz que é preciso recuperar a mata ciliar (cobertura vegetal nativa) dos rios da cidade que estão encanados no meio dos bairros, como o do Catiopoã e Jóquei.

“Os mosquitos, principalmente os pernilongos, conhecidos como Culicídeos, se reproduzem em qualquer poça de água e não têm predador porque os predadores precisam de um ecossistema mais equilibrado para se reproduzir. Por exemplo, a libélula é um predador de mosquitos, só que a larva dela precisa de água extremamente limpa para se reproduzir, aí acontece o desequilíbrio”, analisa.

Ele sugere que uma forma de controlar a situação de maneira natural seria a recuperação dos cursos d’água que atravessam a cidade com o plantio de mata ciliar, despoluição e drenagem. “Dessa forma os predadores naturais serão atraídos de volta e o ecossistema reequilibrado. Isso melhoraria a qualidade de vida de toda a cidade”, afirma.

Quanto ao papel da população, um fator importante na proliferação dos insetos também tem a ver com o lixo e entulho jogados pela rua. “Qualquer coisa que as pessoas tenham jogadas no quintal ou que se acumule nos bairros, na menor garoa vai servir de criadouro”, alerta Pedro.

Prefeitura

A Prefeitura de São Vicente informou, por meio do Departamento de Controle de Doenças Vetoriais, que os pernilongos são do gênero culex, por isso não podem ser combatidos com a técnica fumacê.

Com relação à limpeza dos canais, explicou que os esforços, no momento, concentram-se na obtenção de liberação de uma área para despejo do material retirado junto aos órgãos competentes, atendendo às exigências da legislação ambiental e solicitações dos munícipes. Além disso, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas vem cumprindo cronograma de serviços e realizando mutirões de benfeitoria em vários pontos da Cidade.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Queimadas fazem animais peçonhentos invadirem residências em Itupeva, uma criança de três anos foi picada


Nossa equipe recebeu um triste relato de uma mãe que ficou desesperada pela situação que veio a passar no bairro do Medeiros em Itupeva ao sua filha infelizmente ser picada por um escorpião na madrugada, desta sexta-feira (29).

Muitos animais peçonhentos fugindo das queimadas estão invadindo diversas residências de Itupeva. Isso preocupa muito, só nesta casa foram mortos 8, existem mais relatos de leitores. A mãe da criança 'Diana Gonçalves' desabafou sobre o caso.

''Ola, boa tarde, minha filha de três anos foi picada por um escorpião, acho válido uma alerta. Ela está bem, foi medicada, mas é muito perigoso. A prefeitura veio aqui, disse que o ideal é colocar veneno, é preocupante devido a tantas queimadas, eles estão invadindo as residências. Meu pai matou 8 essas semana, disse a Diana.''.

Fonte: http://www.itupevaagora.com.br/2017/09/queimadas-fazem-animais-peconhentos.html


Novo teste pode diagnosticar zika e sorotipos de dengue em 20 minutos


Um novo e simples exame de sangue em uma tira de papel pode detectar em apenas 20 minutos se o paciente está infectado pelo vírus da zika e por cada um dos quatro sorotipos da dengue. Fácil de usar, o teste pode fazer toda a diferença em países como o Brasil, onde o teste padrão, a reação em cadeia de polimerase (PCR), que detecta presença de RNA viral no sangue, nem sempre está disponível nas áreas afetadas por surtos da doença.

O novo teste foi desenvolvido pelos Institute for Medical Engineering & Science (IMES) e Department of Mechanical Engineering do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e publicado no periódico ScienceTranslational Medicine[1]. Outra vantagem do novo teste é que ele elimina a possibilidade de falsos-positivos.

"É muito importante ter um teste capaz de diferenciar zika e os quatro sorotipos de dengue porque essas doenças são transmitidas pelo mesmo mosquito, e circulam nas mesmas áreas", explica Kimberly Hamad-Schifferli, professora de engenharia da University of Massachusetts, em Boston, pesquisadora visitante do MIT, e uma das autoras principais do estudo.

Segundo a pesquisadora, o custo de produção do teste é de no máximo US$ 5 por cada tira de papel utilizada. O grupo também já foi contatado por empresas interessadas em produzi-lo.

Para Kimberly, o grande problema no que se refere aos testes para detecção da zika é o fato deles se basearem na interação de anticorpos com uma proteína viral chamada NS1, presente no sangue dos pacientes infectados, e que está presente em diferentes flavivírus, em diversas versões, o que possibilita a ocorrência de falsos-positivos. Por isso, a equipe foi em busca de anticorpos que respondessem apenas à NS1 produzida pelo vírus da zika, e proteínas NS1 específicas de cada sorotipo da dengue. Camundongos foram infectados com os vírus da zika e da dengue, e seus anticorpos foram analisados aos pares com ferramentas de informática, permitindo a identificação de pares de anticorpos que reagissem a apenas uma versão da NS1, garantindo a especificidade do teste.

O teste funciona da seguinte maneira: uma gota de sangue do paciente é acrescentada a uma solução de nanopartículas, e em seguida, uma tira de papel tratada com os anticorpos é mergulhada nesta mistura. Na presença da NS1, a tira vai apresentar uma faixa colorida, mais ou menos como num teste de gravidez comercial. Desta forma, os pesquisadores identificaram pares de anticorpos que reagem a uma única versão da NS1, impedindo também os falsos positivos.

"Nós criamos cinco testes diferentes: um para a zika e outros quatro para os quatro sorotipos de dengue", conta Kimberly.

"É preciso repetir o procedimento em cinco tiras diferentes, mas estamos trabalhando numa versão que utiliza a mesma tira de papel para os cinco testes", disse a pesquisadora em entrevista por e-mail ao Medscape, não descartando a possibilidade de a mesma estratégia ser usada para detecção de chikungunya. Isso faria o custo total do teste ainda mais.

"Nossos testes apresentaram resultados comparáveis aos dos PCR, com um grau de acerto que variou de 70% a 100%", acrescenta.

Além de pesquisadores americanos, o estudo contou com a colaboração de especialistas de Colômbia, México, Venezuela, Espanha, Índia e Brasil, onde cientistas das universidades federais de Minas Gerais e Sergipe, FioCruz, Instituto D'Or de pesquisa e Educação, e da Faculdade de medicina de São José do Rio Preto, forneceram amostras de sangue de pacientes. Por conta da legislação brasileira, bem como de Índia, Colômbia e México, que proíbe o envio de amostras de pacientes para fora do país, a logística da pesquisa envolveu também a viagem dos pesquisadores americanos para cá e para os demais países participantes da pesquisa.

Fonte:http://portugues.medscape.com/verartigo/6501604

Jundiaí confirma morte de mais um macaco por febre amarela


Até agora cinco animais já morreram pela doença no município neste ano. Vacinação foi intensificada nos postos de saúde.


A morte de mais um macaco por febre amarela foi confirmada nesta terça-feira (3) em Jundiaí (SP). Ao todo, cinco animais já morreram pela doença no município neste ano.

O primeiro caso ocorreu no bairro São José da Pedra Santa, três no Corrupira e um no Champirra. Ainda segundo a prefeitura, outros 58 casos aguardam resultados de exames, sendo que 101 foram encaminhados para análise no Instituto Adolfo Lutz.

Apesar do macaco não ser o transmissor da doença e de Jundiaí não ter nenhum caso confirmado de febre amarela em humanos, a vacina é a única prevenção.
Por isso, a prefeitura iniciou nesta terça-feira, no Jardim Corrupira, a campanha de vacinação de porta em porta. Cerca de 80 mil moradores de Jundiaí já se imunizaram contra febre amarela.

Agentes de saúde estão passando nas casas para aplicar a vacina. O Jardim Corrupira fica na área rural e teve caso de morte de macaco com a doença.
Mas a Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) orienta que moradores de outros bairros rurais da cidade procurem a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para tomar a vacina. Confira no link a relação das UBSs e dias de vacinação.

Fonte: G1 Sorocaba e Jundiaí

Em um dia, três pessoas são picadas por escorpião na capital de Tocantins; biólogo faz alerta


Seis espécies do animal já foram identificadas na capital e uma nova está sendo estudada. Biólogo dá dicas sobre como se prevenir dos ataques.

Em menos de um dia três pessoas foram picadas por escorpião em Palmas

Três pessoas foram picadas por escorpião em menos de um dia na capital. Uma delas foi a advogada Flauze Gomes. Mesmo mantendo o apartamento que ela mora sempre limpo, deve que dedetizar o local pela segunda vez em três meses. Isso porque ela foi picada por um escorpião. "Susto muito grande, chorei e fui para a Unidade de Pronto Atendimento com medo de morrer. Eles fizeram vários exames, peguei os resultados, deu tudo certo".

Outro caso de picada foi com a comerciante, Adeliane Santos. Ela estava trabalhando quando foi surpreendida pelo animal. "Na hora eu pensei que fosse um morimbondo. Senti formigamentos como se tivesse adormecendo e vai se espalhando pelo corpo. Você sente dor, muita dor".
Segundo o Centro de Controle de Zoonoses de Palmas (CCZ), na capital existem pelos menos seis espécies de escorpiões e que uma outra está sendo analizada pelos técnicos do centro.


O biológo do CCZ de Palmas, Jorge Luiz de Souza, diz que se a pessoa for picada é importante fazer uma compressa com gelo. "Porque ela vai dificultar a entrada do veneno no organismo e a dor também vai diminuir. É importante também o levar o escorpião para o lugar onde for receber o atendimento".


Ele comenta que esses animais normalmente entram nas casas através dos ralos de banheiro, já que vivem em fossas. Eles saem principalmente a noite a procura a de insetos, em especial as baratas. Por isso, ele orienta para que as pessoas deem preferência a ralos com fechamento para evitar a entrada dos escorpiões.

"Com a volta das chuvas, aumenta bastante a quantidade de insetos, ou seja, os escorpiões vão ter muita comida. Os meses de novembro e maio são os que mais tem acidentes com esses animais. Por isso, aquela louça suja depois do jantar deve ser lavada, evita baratas".

Fonte : G1 Tocantins

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Percevejos são fortemente atraídos por roupas sujas



Os percevejos procuram seu cheiro e se aconchegam às suas roupas usadas quando você não está por perto, revelaram pesquisadores nesta quinta-feira.

Isso explica como essas criaturas minúsculas e incapazes de voar conseguiram se propagar de forma meteórica ao redor do mundo - pegando uma carona na nossa roupa suja, segundo um estudo publicado na revista Scientific Reports.


"O mecanismo para essa dispersão de longa distância nunca foi testado empiricamente", afirmou à AFP o coautor do estudo William Hentley, da Universidade de Sheffield.

Alguns cientistas deduziram que os percevejos caíam acidentalmente em nossas roupas ou bagagens depois de se alimentarem do nosso sangue, e depois seguiam dos hotéis para nossas casas.

Mas o novo estudo mostrou que essas pragas, conhecidas por serem atraídas pelo cheiro de humanos adormecidos, procuram ativamente nossa roupa usada.

Hentley e uma equipe testaram as predileções de percevejos em uma série de experimentos incomuns.

Voluntários humanos se lavaram com um sabão sem perfume, depois usaram camisetas e meias limpas por cerca de seis horas.

As roupas foram colocadas em uma bolsa de plástico selada e hermética antes de serem transferidas para uma sacola de pano.

Quatro sacolas - duas com camisetas e meias sujas, e duas com os mesmos itens limpos - foram colocadas em uma sala, a distâncias iguais do centro. Percevejos foram então liberados e observados.

Após quatro dias, os pesquisadores observaram a localização dos insetos e descobriram que a maioria estava nas sacolas que continham roupas sujas.

O experimento foi repetido algumas vezes.

"Os percevejos apresentaram uma recente e rápida expansão global, que se sugeriu que foi causada por viagens aéreas baratas", escreveram os autores.

"Nossos resultados mostram, pela primeira vez, que deixar roupas usadas expostas nas áreas de dormir ao viajar pode ser explorado por percevejos para facilitar sua dispersão passiva".

No ano passado, pesquisas mostraram que os percevejos se tornaram geneticamente programados para resistir a pesticidas, impulsando ainda mais sua conquista global.

O percevejo comum, Cimex lectularius, é encontrado em climas temperados nos Estados Unidos e em partes da Europa.

Esses insetos se tornaram especialmente difíceis de erradicar após venenos potentes como o DDT serem proibidos nos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial.

No final da década de 1990, esses bichos estavam prosperando em Nova York. Em um surto registrado em 2010, invadiram edifícios residenciais de luxo, hotéis e lojas de roupa, como uma ponta de estoque da marca de lingerie Victoria's Secret.

Também houve uma explosão de percevejos em Paris nos últimos anos.

Surto de ratos já forçou Nova York a gastar US$ 33 milhões em 2017 Cidade luta há décadas para reduzir população de roedores em parques e ruas

   
NOVA YORK — 

Afetada por um surto de ratos nos seus parques públicos, Nova York anunciou que reforçará os seus esforços para conter a praga. O prefeito da cidade, Bill de Blasio, prometeu investir mais US$ 750 mil neste objetivo, em resposta às reclamações de pais que levam suas crianças para brincar ao ar livre. Neste ano, a prefeitura já tinha apresentado um plano de US$ 32 milhões contra a infestação.

Os relatos são de que os ratos estavam invadindo os parques, sobretudo, do Upper West Side. Muitos pais reclamaram que os animais tentavam pular nos carrinhos que transportavam as crianças.

O governo local planeja trocar as caixas de arame com 29 compactadores solares e quatro latas de aço sólido em oito playgrounds e parques, disse o prefeito. Funcionários da cidade também redobrarão as patrulhas de coleta de lixo nos parques.

Há décadas que Nova York sofre com o presença dos roedores pelas suas ruas e parques. Existem registros de que em 1949 o governo já gastava milhões na tentativa de reduzir a sua população e, embora especialistas digam que o problema já melhorou, esta ainda é uma questão que afeta a rotina dos moradores.

POR O GLOBO / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS 29/09/2017 9:34 / 

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Epidemiologia de doenças infecciosas e parasitárias [572] INFESTAÇÃO POR RATOS E TRANSMISSÃO DA LEPTOSPIROSE



Resumo:

Introdução: A leptospirose é um importante problema de saúde urbana devido às
epidemias anuais que ocorrem em comunidades carentes e à alta mortalidade associada às formas graves. Os ratos são considerados os principais reservatórios na transmissão urbana. Entretanto, não existem estudos que sistematicamente definam os fatores de infestação por ratos e as características ambientais que influenciam o risco de infecção por Leptospira.

Objetivo: Determinar a associação entre infestação e infecção por Leptospira em um
estudo de coorte prospectiva realizado em uma comunidade carente de Salvador-BA.
Métodos: De 2004 a 2007, realizamos inquéritos sorológicos anuais em uma coorte de
2.003 habitantes para identificar infecções por Leptospira. Identificamos infecções por
soroconversão no teste de microaglutinação. Realizamos um estudo de caso-controle
aninhado onde definimos como domicílios-casos aqueles que tiveram um ou mais
indivíduos infectados. Os controles foram aleatoriamente selecionados dos que tiveram
indivíduos sem infecção. Avaliamos por inspeção domiciliar sinais de infestação por
roedores e características ambientais. Realizamos regressão logística para identificar
fatores de risco para infecção.
Resultados: Identificamos 158 infecções por Leptospira em 138 (6.8%) indivíduos no
período de três anos. Dos 109 domicílios-casos e 110 controles, 82% e 43%,
respectivamente, apresentaram fezes e tocas de ratos. Nos 105 domicílios com fezes de
roedores, 95% foram de Rattus norvegicus e 5% de Rattus rattus. Identificamos como
fatores de risco de infecção: fezes de rato (OR 3,3 IC 95% 1.6-6.9), tocas (OR 2.4, IC
95% 1.2-4.9), parede de domicilio sem reboco (OR 2.2, IC 95% 1.1-4.4) e renda
domiciliar per capita (OR 0.9 por US$/dia, IC 95% 0.8-0.9). No modelo que não incluiu
sinais de infestação, os fatores de risco para infecção foram: domicílios construídos sobre
ladeira de terra (OR 2.4, IC 95% 1.3-4.2) e água parada (OR 2.0, IC 95% 1.1-3.8), em
adição de parede de domicilio sem reboco.
Conclusões: Identificamos alta infestação por R. norvegicus na comunidade carente
estudada. Esta infestação foi o maior fator preditivo de risco para leptospirose. Medidas
de controle precisam ser direcionadas para diminuir a densidade e proximidade de R.
norvegicus no ambiente domiciliar. Além disso, identificamos fatores ambientais
relacionados com infestação que podem ser usados pelos Centros de Controle de
Zoonoses para identificar domicílios de alto risco para leptospirose.

1,2,3,4,5,6,7,9.Cpqgm/fiocruz, Salvador, Ba, Brasil; 8.Centro de Controle de Zoonoses, Salvador, Ba, Brasil;
10.Cornell University, Nova Iorque, Zz, Estados Unidos.


EPI1158 - 
URBANA.
COSTA, F.1
; REIS, R.B.2
; SANTOS, N.3
; RIBEIRO, G.S.4
; FELZEMBURGH, R.D.5
;
FRAGA, D.6
; BATISTA, A.C.7
; SANTANA, C.8
; REIS, M.G.9
; KO, A.I.10