segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Defenda-se do Aedes aegypti !!!

 


Epidemia de dengue? O que fazer?

 


Quatro bairros de Campinas receberam ‘operação de guerra’ contra a dengue!!!

Moradores que já foram infectados pelo Aedes aegypti relataram muitas dores e preocupação com a proliferação do mosquito devido à imprudência de vizinhos

Guarda Municipal de Campinas, Defesa Civil e funcionários da empresa Impacto Controle de Pragas na concentração feita no Jd. Eulina, antes de as equipes irem às ruas para conscientizar a população e combater a dengue; novamente, drones foram utilizados na ação.


Declaradamente em “guerra contra a dengue”, Campinas realizou no sábado (20) o terceiro mutirão de combate à doença em 2024, desta vez nas regiões do Jardim Eulina, Jardim Quarto Centenário, Bonfim e Castelo. Moradores e parentes de pessoas que já foram infectadas pelo Aedes aegypti relataram transtornos, a saga em hospitais, intenso mal-estar, algumas sequelas e a preocupação com vizinhos imprudentes. Somente na região do Jardim Eulina são cerca de 100 casos entre suspeitos e confirmados neste ano. Campinas já registrou 466 casos nos primeiros 19 dias de 2024 e em 2023 contabilizou a sexta pior epidemia de dengue da sua história, com mais de 11,1 mil confirmações e três mortes.



Morador do Jardim Eulina, o soldador João dos Santos, de 69 anos, contraiu a doença em dezembro e até hoje sofre com um gosto amargo na boca. “Minha plaqueta caiu, a pressão caiu, minha diabete subiu, senti muita fraqueza e falta de vontade de comer. A minha boca está com um gosto amargo até hoje, já faz mais de um mês.” A esposa do soldador também teve a doença. O problema de entulhos irregularmente depositados no bairro ainda preocupa. “São pessoas de fora, usuários de drogas que vêm aqui e deixam entulho na rua”, lamentou.

O comerciante Emílio Breschak, de 68 anos, vive dias de tensão. Sua esposa está contaminada pelo mosquito e entre idas e vindas de hospital, a situação ainda não foi resolvida. “Minha mulher pegou dengue anteontem em Campinas. Ela passa o dia todo de cama. Eu a levei para o hospital, colocaram ela no soro. Ela estava com febre alta, dor nas articulações, reclamando bastante. Preocupa muito, ela é alérgica a vários medicamentos”, contou o morador da região do Jardim Chapadão.

A cuidadora Kátia Cristina Tineu, de 46 anos, está com suspeita de dengue. Ela contou que tem fibromialgia, mas que as dores agora são diferentes e não passam. “Sinto muita dor de garganta, nos olhos, nas juntas, dores de cabeça que não passam. Eu vim trabalhar mesmo assim, mas já fui parar no Mario Gatti”. Kátia, trabalhadora em uma residência da região do Chapadão, falou que já gastou “uma fortuna” com remédios, mas sem efeitos práticos até então.

A funcionária pública aposentada Isabel Cristina Silva, de 66 anos, já passou pelas “dores da dengue” e diz ter de conviver com plaquetas baixas. “Nunca mais normalizou. É horrível ficar desse jeito. Fiquei com fraqueza, dor de cabeça... Hoje fico em alerta para prevenir a dengue, mas me preocupo com o meu redor, com vizinhos que não fazem sua parte, pessoas que acondicionam muito mal o lixo, acumulando água”, comentou. Ela deu de exemplo uma casa na vizinhança que mantém diversos entulhos no quintal. O volume é tanto que invade a calçada. A reportagem constatou diversos tambores de plástico destampados na Rua Dr. Lucio Pereira Peixoto, bloqueando o passeio público. Uma equipe terceirizada da Prefeitura próxima ao local disse a limpeza somente poderia ser feita com ordem judicial. 

DIFÍCIL ACESSO

Durante o mutirão, agentes de combate à dengue da Prefeitura e agentes ambientais da empresa Impacto Controle de Pragas, contratada pela Administração para o enfrentamento da doença, registraram dificuldade de serem atendidos nas casas e de obterem autorização para entrar e checar as condições dos imóveis. “Está bastante difícil entrar, bastante recusa para nos receber”, comentou uma agente ambiental da empresa contratada com a reportagem.



Fausto de Almeida Marinho Neto, coordenador do Programa de Arboviroses de Campinas, alertou sobre a quantidade de casos na região do Eulina e pediu apoio da população. O objetivo é diminuir os casos na faixa dos 90% nas próximas semanas no local.

“Em 2024, já temos uma concentração de perto de 100 casos entre suspeitos e confirmados no Jardim Eulina e a meta é que a gente consiga reduzir esses casos em 90% nas próximas semanas, impedindo a transmissão no bairro. Por isso a gente volta em ações incessantes com a população. É importante que recebam os agentes de saúde sempre que eles forem acionados, que façam o controle semanal de criadouros, façam uma checagem sobre foco de água parada, principalmente agora neste período de calor e chuvas, para impedir a multiplicação do mosquito”, frisou.

DRONES

O mutirão também contou com a tecnologia de drones, alguns deles com capacidade de aproximar a captação de imagens em até 200 vezes, para a fiscalização dos imóveis.



“Hoje, além da ação com os agentes que estão batendo nas casas das pessoas para controle de criadouro, a gente também tem um apoio da Defesa Civil, da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) e da Guarda Municipal com drones para identificar nos imóveis classificados como desocupados ou sem habitação, principalmente, se há foco importante de criadouro do mosquito. Ele vai percorrer alguns endereços, vai fazer a checagem dentro dos imóveis na área externa. Encontrando criadouros, vamos seguir com a ação da Vigilância para tentar contato com os responsáveis para abrir. Em uma negativa, vamos mais adiante e acionar chaveiro para abrir esses imóveis”, explicou o coordenador.

O prefeito Dário Saadi (Republicanos) esteve na região e pediu que as famílias ficassem atentas. “Pedimos para as famílias ficarem atentas e toda semana fazer um check-list, que a Secretaria de Saúde está distribuindo, e verificar dentro de sua casa, no seu quintal, se não tem criadouro do mosquito da dengue, além de permitir a entrada de nossos agentes, voluntários e dos contratados pelas empresas.”

Morador do Jardim Eulina, Carlos Alberto de Castro, já teve dengue e disse que sempre recebe os agentes. “Tenho bastante cuidado. O pessoal sempre passa para fazer vistoria e nunca nego (a entrada). Eles entram, olham tudo e dizem que está 100%”, destacou.

A concentração das equipes nos bairros teve início às 8h e durou o período da manhã. O ponto de encontro dos participantes foi o Centro de Educação Infantil Bolinha de Mel. A ação reuniu 12 grupos da Saúde, sendo três deles direcionados para os imóveis que ficaram inacessíveis durante a ação feita em 11 e 12 de janeiro, enquanto outros nove foram distribuídos entre os outros três bairros escolhidos.

Os locais foram selecionados por causa do número de casos confirmados ou suspeitos de dengue nos últimos sete dias e o objetivo foi mobilizar a população para mais cuidados.

O mutirão totalizou 108 funcionários da empresa Impacto Controle de Pragas, que atua nas visitas aos imóveis para orientação e eliminação de criadouros. Eles usam camiseta branca, com logo da empresa, e calça na cor cinza. O morador que recusa a entrada dos agentes de combate à dengue por insegurança pode ligar para o 156 para checar se a ação é oficial.

Além disso, participaram 26 pessoas ligadas ao Comitê de Prevenção e Controle de Arboviroses, mais de 50 voluntários e 25 agentes de saúde. No mutirão anterior, 44,5% dos imóveis visitados no Eulina deixaram de ser vistoriados porque estavam fechados, desocupados ou por conta de recusas de moradores, índice que já foi menor na comparação com os 57,8% verificados em 16 de dezembro.

6 mil imóveis já foram vistoriados em 2024

Neste ano, a Secretaria de Saúde visitou quase 6 mil imóveis e retirou pelo menos 74,2 toneladas de resíduos, produtos descartados irregularmente em áreas públicas e materiais que serviam ou ofereciam risco para possível proliferação do Aedes aegypti, vetor da doença.

No Jardim Santo Antônio, DICs 3, 4 e 5, e trechos do DIC 6, Jardim Rosalina e Jardim Santos Dumont, foram 3.103 imóveis visitados, com acesso em 1.602. Ao todo, 53 toneladas de materiais foram recolhidos. Na visita anterior ao Eulina, foram 2.786 imóveis visitados, com acesso em 1.545 e 21,2 toneladas de produtos recolhidos.

No último dia 15, o boletim semanal sobre a dengue indicou dez áreas em alerta para a doença em virtude do alto potencial de transmissão: Condomínio Parque da Hípica e Bairro das Palmeiras (região Leste), Cidade Universitária I e II e Village (Norte), Jardim Guarani (Sudeste), além do Conjunto Habitacional Chico Mendes, Residencial São José, Loteamento Residencial Rosário e Vila Aeroporto, todos na região Sudoeste. O Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) destacou que bairros indicados em boletins anteriores, assim como demais regiões de Campinas, precisam intensificar medidas preventivas, sobretudo combate aos criadouros.

O cenário pode piorar se houver a reintrodução dos vírus tipos 3 e 4, não registrados localmente há 14 anos e nove anos, respectivamente, mas que já causaram infecções em outros municípios. Os grupos mais vulneráveis são crianças, adolescentes e adultos que não tiveram contato com a doença.


republicado de  https://correio.rac.com.br/

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Falando sobre moscas, pois é verão!


 

Evidências da íntima relação da presença de baratas com microrganismos que contribuem para as infecções hospitalares e contaminação de alimentos

Estudo rercente desenvolvido por Davari B. et al. Hamadan University of Medical Sciences do Iran demonstrou uma íntima relação da presença da baratas de tres espécies diferentes com microrganismos de importância de saúde pública.As espécies coletadas foram a Periplaneta american, Blattella germanica e Blatta orientalis.


               

                                                                   

Foram coletadas 150 unidades baratas de hospitais, casas e restaurantes que foram submetidas a vários testes de cultura para avaliar a prevalência de microrganismos de importância para a Saúde Pública. Vários estudos desenvolvidos anteriormente revelaram a íntima relação desses insetos com bactérias  e sua resistência aos antibioticos conhecidos. Esse estudo também observeu através de testes a resistencia dos insetos capturados à maioria dos antibioticos utlizados.

Após a coleta os insetos foram levados ao laboratorio e lavados com uma solução salina estéril e depois partes da solução cultivadas em diversos meios de cultura. No total 97,33% das baratas coletadas estavam infectadas com bactérias.As bactéria mais prevalentes observadas foram a Escherichia coli, Staphylococcis e Bacillus.

Em seguida foram feitos antibiogramas que demonstraram que as bactérias identificadas eram resistentes a cefalotrina, ampicilina, cefotaxime e kanamicina; evidenciou a sensibilidade a tetraciclina, gentamicina, nitrofurantoina, trimetropina e cloranfenicol.

O estudo também demonstrou que os insetos coletados os hospitais revelaram bactérias resistentes a antibioticos, ao contrário dos coletados em casas e restaurantes.

O presente estudo também demonstrou que a prevalencia da bacteria Staphylococcus , que causa uma grande variedade de infecções também causa doenças como pneumonia, meningite dentre outros que podem levar o paciente a óbito, especialmente em pacientes recém operados.

Considerando que as baratas são insetos que se locomovem o tempo todo e possuem uma superficie corporal que facilita a aderência de bactérias do meio, é justo concluir que elas são cooperativas na questão das infecções hospitalares. 

Não podemos nos esquecer que as bataas trocam de pele (exoesqueleto) diversas vezes até chegar à forma adulta e esses exoesqueletos ficam incorporados á poeira ambiental e dessa forma contaminam atraés de contato ou aspiração.

Esse interessante estudo enfatiza mais uma vez a necessidade de manter os ambientes livres de bacterias que se aglomeram nas superficies através da limpeza frequente bem como de manter esses ambientes com zero de insetos ou proximo disso, pois fica mais uma vez demonstrado que as baratas são um otimo auxiliar ana dispersão de bacterias nos ambientes fechados.

Esse estudo foi adaptado para este blog por Lucia Schuller e pode ser consultado na web onde está disponível na sua integralidade.

Bacterial Contamination of Collected Cockroaches and Determination Their Antibiotic Susceptibility in Khorramabad City, Iran publicado março 2023.

Pets sofrem ação de parasitas e pulgas no alto verão.

Cada animal tem as próprias limitações e necessidades. As altas temperaturas podem deixar os cães e gatos em situações desagradáveis se eles não tiverem os cuidados necessários. 


Pulgas e carrapatos são parasitas de verão que atacam cães e gatos. O clima quente e úmido favorece a infestação de pulgas e carrapatos.

Os donos devem estar atentos, pois além do incomodo, a picada destes parasitas podem causar doenças, pois nem os pets criados dentro do ambiente doméstico estão livres do problema. O calor também exige que os tutores tenham mais cuidado com os pets.

As chances dos pets terem contato com pulgas e carrapatos são intensificadas no verão e isso acontece porque estes parasitas precisam de umidade e calor para se reproduzirem. Fica o alerta de cuidado intensidade entre os meses de dezembro e março, pois os animais ficam mais suscetíveis às infestações.

Assim que o animal for picado por um parasita, ele pode desenvolver alergia e coceira. As pulgas transmitem o dipilidium canis (um tipo de parasita intestinal) e a puliciose (alta infestação por pulgas), que podem causa anemia principalmente em filhotes e em animais debilitados. Já o carrapato é transmissor de doenças conduzidas por protozoários (babesiose) e por bactérias (erliquiose). A babesiose infecta e destrói glóbulos vermelhos e a erliquiose destrói glóbulos brancos.




CUIDADOS COM O CALOR 

Segundo a médica veterinária, Maria Cecília de Lima, o calor exige outros cuidados com os pets como passeios em horários mais quentes, proporcionar espaços cobertos e com sombra, dispor sempre de água de fresca. Ela cita que importante não passear em horários de pico de calor devido a riscos de hipertermia – que é o superaquecimento corporal que pode levar a morte.

Tal exposição, conforme a profissional, também pode gerar riscos de queimaduras nos coxins que são semelhantes às solas dos nossos pés. “O tutor deve respeitar a situação do animal, ou seja, fazer um trajeto mais longo se for um cão mais jovem, um percurso mais curto se for um pet mais idoso”.



ACOLHIMENTO ADEQUADO 

O acolhimento dos animais de estimação também exige atenção. “Os canis, por exemplo, devem ser locais frescos, Colocar a casinha em espaço com sombra, perto de uma árvore, o banho de sol é necessário, mas também é preciso pensar que não pode ter a exposição o tempo todo. Vale destacar que em dias com temperatura elevada é importante oferecer água fresca e limpa, manter os animais em ambiente arejado e fresco, livres de correntes e ambientes pequenos”, alerta.


fonte:https://www.jornaldooeste.com.br/

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Brasil bate recorde de mortes por dengue em 2023 | #osf

MG: Aumento de casos de dengue indica possível nova epidemia

RIO DE Janeiro pode sofrer uma epidemia de dengue esse ano; em 2023, a cidade registrou 23.542 casos da doença

Com risco de sofrer uma epidemia de dengue em fevereiro, por causa das altas temperaturas e alagamentos, a cidade do Rio registrou na primeira semana de janeiro 492 casos da doença: uma média de 70 diagnósticos por dia.


O alerta é do secretário municipal de saúde. Daniel Soranz afirma que os casos já vem crescendo desde as ondas de calor do ano passado.  

Em 2023, a cidade registrou 23.542 casos da doença, com seis mortes. A Zona Oeste é a região com maior número de registros. Guaratiba, Campo Grande, Santa Cruz, Paciência e Bangu foram os bairros em que os focos mais apareceram.  

A prefeitura do Rio disse está em fase de conversas para a compra de 40 mil doses da vacina contra a doença. A expectativa do município é vacinar parte da população ainda no primeiro semestre.  

Este ano, 64 mil domicílios já foram vistoriados por agentes da secretaria de saúde. Em 2023, 11 milhões de imóveis passaram por vistorias e mais de 2 milhões de recipientes que poderiam servir de criadouros foram tratados ou eliminados.


Fonte: Band.com.br