Piauí notifica dez casos e registra uma morte por Febre do Nilo
A doença é um tipo de virose transmitida aos seres humanos
principalmente pela picada de mosquitos comuns.
MARCOS CUNHA
15/06/2017 15h59
15/06/2017 15h59
Pelo menos dez casos
suspeitos de Febre do Nilo Ocidental já foram notificados pela Secretaria de
Estado do Piauí. A doença é transmitida principalmente pela picada de mosquitos
infectados. Até o momento, uma pessoa morreu por conta da doença em Teresina.
Os casos são
resultados de exames laboratoriais realizados neste ano, no Instituto Evandro
Chagas (IEC). Em todos os exames, verificou-se positividade com pelo menos um
outro flavivírus, dentre eles: zika, dengue e vírus da encefalite de Saint
Louis (VESL).
Segundo a Sesapi,
para que os casos sejam confirmados é necessário realizar exames mais complexos
e demorados, e que o Ministério da Saúde já foi comunicado a respeito dos
resultados iniciais.
“Todos os casos têm
sido acompanhados pela Secretaria de Estado da Saúde, que já adotou as
providências pertinentes à Vigilância deste agravo, quais sejam: em parceria
com a Secretaria Municipal de Saúde de Teresina, realiza a investigação em
campo, que envolve identificação e estudo de vetores; elaboração de um plano de
ação para enfrentamento à doença; e implantação do Instituto de Doenças
Tropicais Natan Portella como unidade de referência estadual para diagnóstico e
tratamento da Febre do Nilo Ocidental”, informou através de nota.
- Foto:
Divulgação/Ministério da SaúdeCiclo de transmissão da Febre do Nilo Ocidental
A Febre do Nilo
manifesta-se na forma de encefalite, paralisia flácida aguda ou meningite
asséptica, podendo levar à morte em 10% dos casos ou deixar sequelas
neurológicas em significativa proporção dos sobreviventes.
A doença é um tipo de
virose transmitida aos seres humanos principalmente pela picada de mosquitos
comuns. O Aedes albopictus também é considerado um vetor potencial. A SESAPI
mantém as recomendações de combate aos mosquitos, também responsáveis pelos
casos de dengue, Zika e chikungunya.
FONTE: WWW.VIAGORA.COM.BR
